quarta-feira, maio 13, 2009
HOMENAGEM A UM HOMEM LIVRE E CORAJOSO
IRRITANTE
segunda-feira, maio 11, 2009
PARA O ANO HÁ MAIS
sexta-feira, maio 08, 2009
DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS?
AINDA O FINANCIAMENTO DOS PARTIDOS
quarta-feira, maio 06, 2009
PALAVRAS PARA QUÊ?
NÃO HÁ ÁGUA MAS HÁ DEBATE
terça-feira, maio 05, 2009
NÃO PODE, MAS É
ESTÁ TUDO ESCLARECIDO!
Depois do confrangedor depoimento prestado na Assembleia da República, em que todos os seus lapsos se revelaram inócuos, nas suas próprias palavras, fica para a história a tirada de Dias Loureiro de considerar que o negócio de Porto Rico estava avalizado pelo facto de não ter havido um não peremptório a rejeitá-lo, de ser privado (!) e de nenhuma das partes envolvidas ter promovido a sua anulação. O Dr. Jorge Coelho, como homem prático que é e não sendo jurista até é capaz de perceber a sua teoria. Mas, salvo o devido respeito, a argumentação não parece digna de um jurista que se preze e menos ainda de um conselheiro de Estado. Então, Senhor Conselheiro, se num negócio simulado entre os representantes das partes nele envolvidas nenhuma daquelas promover a sua declaração de nulidade isso retira ao negócio o carácter simulado e passa a conferir-lhe validade? E seriedade? Então e a responsabilidade dos administradores esgota-se na assinatura? Francamente!UMA EXPOSIÇÃO DE EXCEPÇÃO
Começou no dia 30 de Abril e vai até 27 de Setembro, a exposição de Monet com o título "O tempo das ninfas". É no Palazzo Reale, junto à Piazza Duomo, bem no centro de Milão. O período em causa é o que cobre a última década de Oitocentos e vai até 1926. Agora que a Primavera parece que veio para ficar e que as ninfas começam a andar por aí, apelando aos seus encantos, nada como apanhar um avião e ir até ao coração da Lombardia. Aqui fica aqui um cheirinho. CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS
MAU SINAL
ATÉ ONDE CHEGA A IGNORÂNCIA
Já não sei se será ignorância ou apenas mais um efeito do aquecimento global!
segunda-feira, maio 04, 2009
ASSINO POR BAIXO
Estas declarações só pecam por tardias. Eu assino por baixo o que ele diz e se tivesse de acrescentar alguma coisa era apenas para dizer que se Quique percebesse alguma coisa nunca teria dispensado o Léo. sexta-feira, maio 01, 2009
REGIONALIZAÇÃO EM MARCHA
INCOMPREENSÕES
SELVAGENS À SOLTA
quinta-feira, abril 30, 2009
IMOLA, 1 DE MAIO DE 1994
Por mais anos que passem, a imagem do talento e a magia permanecerão. Aqui, a sentida recordação de Javier Rubio ao melhor piloto de sempre da história do automobilismo de competição. O ENCANTO DE ITÁLIA
O MEU AVÔ MIGUEL
"Miguel Correia (1889-1940)
Ferroviário, sindicalista, jornalista
Miguel Maria de Almeida Correia, nasceu em Beja em 30 de Abril de 1889, onde se criou e completou a instrução primária. Admitido nos Caminhos de Ferro, após tirocínio em pequenas localidades alentejanas, radicou-se no Barreiro. Aqui constituiu família e foi pai de sete crianças. Residiu em prédio de esquina da então Avenida da Bélgica, depois Alfredo da Silva. Um vero autodidacta, telegrafista da estação do Barreiro dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste (então estatais!), tornou-se o lutador que mais se salientou, nos tempos da I República, em defesa dos interesses dos trabalhadores da sua classe. Foi, sem dúvida, um dos dirigentes sindicalistas mais conhecidos a nível nacional. Quem se deu por amigo de Miguel Correia redigiu um comovente texto - não assinado - em jornal barreirense, do qual respigamos: “(Ele) .. viveu uma vida agitada e cheia de peripécias, tendo tido muitos ensejos de obter situações privilegiadas. ... apesar dos seus defeitos, que os teve, era um carácter e um lutador sincero e honesto. Era mesmo um sonhador. Sofreu durante a vida bastantes amarguras e muitas desilusões, umas que eram filhas das contingências perigosas em que se metia e outras lhe vinham da ingratidão de muitos daqueles que sempre defendeu, mas que só conhecem os amigos nos momentos felizes, esquecendo-se rapidamente deles se já lhes não podem ser úteis ... Muito do que essa classe obteve, tanto no campo moral, como material, o ficou devendo a Miguel Correia, que nunca se poupou a sacrifícios para defender aquilo que ele considerava “O bem comum dos ferroviários”. Cometeu erros evidentemente, ..., (mas) mais tarde ... reconheceu (-os)”. Em 1917, M. Correia dá um arranque à associação de classe das Oficinas Gerais, onde imperavam os anarco-sindicalistas. No ano seguinte é eleito Secretário-Geral da novel Confederação Geral do Trabalho. Continuam a dar-se grandes movimentações ferroviárias. Em Novembro de 1918 (quase coincidente com o armistício da I Grande Guerra em que Portugal sofreu morticínio) rebenta greve geral. (Isto com a aprovação de Miguel Correia). No sul não há comboios durante dias. Mas a greve redundou num fracasso, e M. Correia foi, como muitos outros, encarcerado. Em 1919/1920 sucedem novas greves. Após uma de 12 dias, Miguel Correia combate a ideia de outra longa paralização, mas desta vez não leva a sua avante. Eclode outra bem longa greve dos ferroviários do Estado, que no Barreiro ficou mais conhecida por greve dos 72 dias. Sucedem-se os despedimentos colectivos. Foi uma calamidade para esses trabalhadores, que sofreram trágicas consequências, como a fome que grassou. (E de que modo no Barreiro..., onde ferroviários e suas famílias, para se alimentarem, plantavam isto ou aquilo em rossios, hortas, quintais). Em 1925, M. Correia é de novo demitido dos Caminhos de Ferro. Em Maio de 1926, os ferroviários, desiludidos com aquela República, cooperaram no transporte do Comandante Mendes Cabeçadas e suas tropas, vindos do Sul para tomar o poder em Lisboa. Cai a I República, o infeliz regime derivado, em especial, do Partido denominado Democrático. Estabelece-se a Ditadura Militar. Mendes Cabeçadas seria, por dias, o primeiro Chefe do Governo e do Estado do novo regime.M. Correia escreveu: O Governo que caiu não tinha condições de servir qualquer das classes, nem o seu partido, detentor do poder (quase) desde a proclamação da República”. Mas Miguel Correia tantas vezes elogiado pelos políticos pela frente, e traído por trás, não era bem visto entre os militares. Em Setembro de 1926, foi ele deportado para Cabo Verde, onde trabalhou como apontador. Regressou à Metrópole, onde a família no Barreiro continuava a passar as mais agras privações. M. Correia quis mudar de vida, rumou para Lourenço Marques, Moçambique, em 1935, onde trabalhou como relojeiro e escreveu nos O Jornal e Notícias. A esposa e alguns filhos também se foram fixar naquela cidade. Poucos anos depois Miguel Correia é acometido de terrível doença, ficou semi-paralítico. Faleceu com apenas 51 anos, em Lourenço Marques, em 3 de Julho de 1940.
O jornalista: Um conhecido correligionário de Miguel Correia recordou que este escrevia “cartas de vinte e trinta páginas, em letra bem cerrada e versando os mais diversos assuntos, sem excluir os de natureza cultural, ... foi um epistológrafo incorrigível”, que se havia entregue de alma e coração aos seus sonhos laborais e era assíduo correspondente de jornais da sua classe. Sim, Miguel Correia, muito escreveu em folhas sindicalistas, colaborando, por exemplo, no Germinal, de Setúbal, na Batalha, anarco-sindicalista, de Lisboa, no Rail (1915), do Barreiro. (Acentue-se que este Rail, de vida efémera, foi fundado por republicanos - não barreirenses - dos partidos de Afonso Costa e António José de Almeida. Mas em 1915 já se sentiam bem os indícios do tremendo radicalismo anarco-sindicalista e a perda da influência dos partidos republicanos no movimento operário, do que resultaria a anarquia, o caos). A publicação a que M. Correia mais se afeiçoou chamou-se O Sul e Sueste, Órgão da Classe Ferroviária, quinzenário fundado no Barreiro em 1919, que em breve passou a semanário. M. Correia foi seu redactor-principal fundador, deixou-o por forças maiores, regressou em 1924. De início, o editor foi António José Piloto, sindicalista bem conhecido no Barreiro. Outros que muito participaram no tão difundido tablóide ferroviário foram Jorge Teixeira, Tomás Fernandes Calheiros da Gama e José Nobre Madeira. O último número d’ O Sul e Sueste saiu em 1933 no advento do estado corporativo.
O barreirense adoptivo Miguel Correia, idealista convicto, lutador dinâmico, polemista de respeito, orador de mérito, jornalista brilhante, não introdutor de ideologias da estranja, foi um sindicalista muito especial, quase se dirá único.Citação: Conclui-se transcrevendo algumas linhas saídas na imprensa da autoria do próprio Miguel Correia (1920):. “O ferroviário... deve possuir, sobre a multidão, o pleno conhecimento da sua índole nas variadíssimas manifestações que na mesma se produzam. Por isso se torna indispensável a todo o militante operário, por mais rudimentares que sejam, possuir conhecimentos de psicologia sem o que não poderá ser um elemento com a capacidade mental suficiente para orientar a acção das massas e muito menos a acção duma multidão organizada, como é uma classe. (Há que) ... manter uma linha pela qual se consegue assegurar, tanto quanto possível, a uniformidade de acção, ... (de onde) emanará a consciência colectiva.”.
quarta-feira, abril 29, 2009
O MONSTRO CENTRAL
NÃO, NÃO É O ÚNICO
NADA DE NOVO
Os resultados do último Barómetro da Marktest, cujos resultados podem ser consultados na íntegra aqui, revelam que não há nada de novo em matéria de escolhas. A dúvida reside agora no valor que a abstenção irá antigir. Ou me engano muito ou Cavaco Silva vai ter muito com que se entreter. Estabilidade, dizem eles...segunda-feira, abril 27, 2009
SANTA IGNORÂNCIA
O semanário O Algarve noticiou na semana finda a inaguração de uma rua em Lagos com o nome do saudoso Prof. Sousa Franco. Tendo sido aluno dele em duas cadeiras de Finanças Públicas e Direito Financeiro, e com ele colaborado no Conselho Pedagógico da Faculdade de Direito de Lisboa, no início da década de 80, fiquei satisfeito por saber da homenagem. O que eu não estava à espera é que de um homem com a sua notoriedade e projecção pública, e que todos sabem que foi licenciado em Direito e professor catedrático de Direito, houvesse alguém de se lembrar de colocar na placa toponímica a menção de que o homenageado era "economista"! Que o trolha que colocou os azulejos ou o jornalista que assina a notícia não o saibam ainda vá, agora que a Câmara de Lagos permita a inaguração sendo o presidente da autarquia também ele licenciado em Direito, antigo notário e autarca socialista, é que não é admissível. Acho bem que corrijam rapidamente a asneira, visto que com a Internet à mão não há razão para tanta ingorância. sexta-feira, abril 24, 2009
LIBERDADE SEM PÃO
quinta-feira, abril 23, 2009
DEBATE À QUARTA
MORAN ATIAS
Chama-se Moran Atias, é israelita, modelo e actriz e é a protagonista de "Crash", um telefilme com Dennis Hopper que está a causar sensação. Enquanto não chega a Portugal, fiquem com as imagens da estrela, obtidas pela ANSA.quarta-feira, abril 22, 2009
NÃO HAVIA NECESSIDADE
(foto DN)Confesso que fiquei desiludido com a entrevista de ontem de José Sócrates à RTP. Se é evidente que Judite de Sousa e José Alberto Carvalho não estiveram à altura do entrevistado, deixando-se enredar em fait-divers e num discurso que em nada contribui para o esclarecimento da opinião pública, permitindo o repisar e arrastar de temas requentados e sem interesse actual, também não é menos seguro que o primeiro-ministro adoptou um estilo que podendo ser o seu não é o registo adequado, nem de um primeiro-ministro nem de quem quer ganhar as três eleições que aí vêm. José Sócrates adoptou o "estilo Câncio", mostrando-se desnecessariamente quezilento e com agressividade em excesso em relação aos entrevistadores. Provavelmente com outros teria arriscado levar uma ou duas respostas politicamente incorrectas, mas com aqueles que estavam de serviço escapou. O ataque à TVI pareceu-me surreal, independentemente das razões, e são muitas, que lhe assistem. E não se vê que tenha marcado pontos na clarificação do Freeport. Todos já sabiam como começou, agora o importante é saber como e quando é que vai acabar. No que diz respeito às relações com o Presidente da República é escusado fazer dos outros tontos. Num regime semi-presidencial como é o nosso, fazendo fé na lição de Duverger, é natural que haja pontos de divergência e até mesmo de ruptura. A águia não tem de ter as duas cabeças sempre a olhar para o mesmo lado. Cada cabeça tem a sua perspectiva. Iludir artificialmente as diferenças para preservação de um relacionamento institucional periclitante é que me parece escusado. Enfim, uma oportunidade perdida para segurar o seu eleitorado e demarcar-se da barafunda reinante. Esta só serve os interesses da oposição. Os seus assessores ainda não se devem ter apercebido disso. É lá com eles.
terça-feira, abril 21, 2009
MADAME BOVARY
A Universidade de Rouen acabou de prestar um serviço inestimável à cultura e aos apaixonados da boa literatura de expressão francesa ao colocar on-line, com a transcrição respectiva e as anotações das correcções, o manuscrito original de Madame Bovary, de Gustave Flaubert, que se encontra na Biblioteca Municipal de Rouen, cidade onde nasceu o escritor. Impõe-se que esclareça que só lá cheguei graças ao Corriere della Sera.JUAN MUÑOZ NO REINA SOFIA
OS MEIOS E OS FINS
NOTA: Vi agora que o título deste post pode parecer ter sido "roubado" a este, mas garanto que só mesmo agora, uma dezena de horas depois de ter escrito o meu, é que li o post do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos. Para que não restem dúvidas.
segunda-feira, abril 20, 2009
FALTAVAM ESPAÇOS, MAS HOUVE QUEM AJUDASSE
sexta-feira, abril 17, 2009
O SIGILO BANCÁRIO E A BANCADA DO PS
PERTO DA VERDADE
"O que hoje aflige é a falta de gente com algum estatuto e algum prestígio naquele que foi durante 15 anos considerado o 'partido natural de governo'. (...) No PSD ficou a parte "plebeia" ou inempregável e meia dúzia de aficionados sem destino. (...) Se a surpreendente designação de Rangel é um acto de sectarismo (e à primeira vista, parece), é também um sinal de pobreza. Tirando Marques Mendes, não havia melhor (...)". Não me serve de consolo, mas pelo que escrevi aqui sempre me sinto mais acompanhado.
O UMBIGO "SARKOZYANO"
A BOA DISPOSIÇÃO DE PATRICIA CONDE
Já que por cá não temos nenhuma Patricia Conde, aqui ficam as imagens do programa dela que estão a fazer furor aqui ao lado.
quarta-feira, abril 15, 2009
CADÊ O PROJECTO?
FALTA DE GENTE
O ESPECTÁCULO
segunda-feira, abril 13, 2009
LIÇÕES QUE VÊM DE FORA
"È mancata una cultura della democrazia. Un grande progetto che guidasse il Paese a una fuoriuscita in positivo dalla crisi della Prima Repubblica. E sono mancati i soggetti del cambiamento, i promotori di una democrazia più partecipata, più trasparente, più giusta. È mancata la politica con la P maiuscola".De dois parlamentares italianos, Cesare Salvi e Massimo Villone, na esteira do "La Casta", aqui está mais uma obra editada por Oscar Mondadori que seria incontornável para os nossos políticos. Digo seria porque a maioria não só não lê, ou lê muito pouco, como não domina o italiano e não se interessa por estas coisas demasiados óbvias que regularmente se editam em Itália e se discutem nos cafés de Florença. Mas pode ser que o Guilherme Valente e a Gradiva, depois de terem encomendado as minhas últimas sugestões para avaliarem da sua possiblidade de publicação, queiram prestar mais um inestimável serviço a Portugal e aos seus cidadãos e se predisponham a promover a tradução e a edição deste pequeno grande livro que custa na origem a modesta quantia de € 8,80. Não acredito que depois de honestamente traduzida não chegasse a todos por um preço mais do que acessível. Os benefícios seriam muitos e os seus efeitos certamente mais duradouros do que as hilariantes propostas de Manuela Ferreira Leite ou alguns cadernos de encargos que por aí andam.
IMPERDÍVEL
domingo, abril 12, 2009
MELHOR EM CAMPO
(blogoleste.blogspot.com) Há flores que por muito que se regue nunca se aguentam. Já de alguns bigodes se diria que até com a seca crescem. No jogo desta noite com a Académica não tenho dúvidas de que o melhor elemento em campo foi a águia Vitória. Fez tudo na perfeição. Só não conseguiu cruzar, marcar e fazer de treinadora. Mas quanto ao resto...
sexta-feira, abril 10, 2009
SÁBIAS PALAVRAS SOBRE O FREEPORT
"(...) quando começam queixinhas destas, elas são invariavelmente o sinal de que a investigação marca passo e já se procuram desculpas. (...) não entendo que um magistrado de investigação ande a queixar-se publicamente de pressões em lugar de lhes resistir silenciosamente e continuar o seu trabalho. (...) há qualquer coisa de pouco transparente em queixarem-se de pressões atribuídas a um outro magistrado, amigo e colega de trabalho neste mesmo caso" - Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 10/04/09
quarta-feira, abril 08, 2009
SEMANA SANTA
domingo, abril 05, 2009
sexta-feira, abril 03, 2009
O VISTO E O CONCORDO
quarta-feira, abril 01, 2009
AS PRESSÕES QUE ELES SOFREM
O CUSTO DA DEMOCRACIA
domingo, março 29, 2009
GRAN TORINO
Ver um filme numa sala às escuras, com bom som, com óptima imagem, num ecrã com dimensão e ... sem pipocas, penso que continua a ser o sonho de qualquer cinéfilo. Quando, ainda por cima, não há mais ninguém na sala, não se vê por perto nenhum desses bandos de adolescentes semi-anormais que falam alto, mastigam pipocas de boca aberta e põem as patas em qualquer lado; nem por perto há uns sujeitos que deixam os telemóveis tocar para depois avisarem os respectivos interlocutores de que estão no cinema, duvida-se da nossa sorte. Se a isto juntarmos, como se todo o ambiente não fosse já bastante para nos proporcionar um instante de felicidade, o privilégio de ver uma obra de excepção, então a sensação deve ser parecida com a de ganhar o Euromilhões. Pois foi o que me aconteceu. Ele, o anti-burocrata, o actor sério e honesto, o realizador de excepção, o cidadão empenhado, o velho mayor de Carmel que em 1986 venceu as eleições com uns esmagadores 72,5%, não precisava de fazer mais nenhum filme. Tinha tudo. Há muito que tinha conquistado um lugar único na galeria dos verdadeiros heróis. Mas quis fazer mais qualquer coisa. E conseguiu. Nem sequer precisou de ter ao seu lado uma dessas divas que fazem sonhar os homens e mover o mundo. Para quê? Com Gran Torino ele limitou-se a garantir a imortalidade. Só pode garantir a imortalidade quem de uma forma tão simples e directa pode dar uma lição de vida. Um dia, no seu epitáfio, a única coisa que se poderá escrever dele será que foi um homem decente. De um homem não vale a pena dizer mais nada. Recordar que foi rico, que conquistou a glória ou entrou nos livros, tudo isso é desprezível quando se está perante um homem decente. Basta dizer que foi um homem decente. Está lá tudo. Eu que diariamente procuro fugir à bestialidade, e que ingenuamente sonho com a decência e um epitáfio simples, acho que não há nada de mais belo que se possa dizer de um homem. Dizer que um homem e a sua obra foram decentes é dizer tudo. Um homem decente é um homem que nos dias de hoje, no meio da merda, consegue viver paredes-meias com a perfeição. O Clint é um deles. Gran Torino a melhor prova. sexta-feira, março 27, 2009
A ASNEIRA FAZ ESCOLA
quinta-feira, março 26, 2009
QUE ANDA O MINISTÉRIO PÚBLICO A FAZER?
E VÃO MAIS DUAS
O MEU NOME É MELHOR DO QUE O TEU
PALAVRAS SENSATAS
quarta-feira, março 25, 2009
PÁGINAS QUE MARCARAM UMA ÉPOCA
segunda-feira, março 23, 2009
VERDADE DESPORTIVA
Nos últimos anos têm sido tantos os casos e tão incompetentes as direcções do futebol português e da arbitragem nacional que quando alguém vem falar em verdade desportiva, depois de um jogo como o de sábado, a única coisa que apetece fazer é decidir tudo por moeda ao ar. O árbitro viu o que não aconteceu? Paulo Bento insurgiu-se? Porque não reagiu ele da mesma forma quando o Sporting marcou com o Rio Ave? Quantas vezes já foi o Sporting beneficiado esta época? Então e as expulsões que deviam ter acontecido de Polga e Derlei? Qual vai ser a sanção para os excessos de Paulo Bento? E de Pedro Silva? Convém não nos esquecermos que Katsouranis foi punido depois das declarações que fez a propósito do jogo com o Nacional. O SCP só tem de se queixar de si próprio. A arbitragem foi má para os dois lados. Para a próxima é melhor treinarem as grandes penalidades. O resto é a conversa habitual do futebol português.sexta-feira, março 20, 2009
O PAPA E O PRESERVATIVO
O problema é que Ratzinger não perguntou aos católicos se estes escolheram a tal perfeição de que ele fala, ou se perante uma pandemia como a da SIDA preferem que a verdade seja obnubilada e muitas vezes ignorada, em prol de uma pretensa abstinência que se quer impor a populações completamente ignorantes e em relação às quais, muitas vezes, nem mesmo o simples direito a um pedaço de pão está garantido todos os dias. A capacidade de sofrimento e de rejeição aos instintos mais básicos não é igual no Vaticano obeso e na esfomeada e doente África profunda. E mesmo ali, dentro do seu seio, no meio culto e restrito da Igreja Católica, se sabe dos abusos que foram cometidos por gente com responsabilidades dentro da sua hierarquia. Basta pensar nos casos de pedofilia e no Banco Ambrosiano. Se houve quem não resistisse ao crime em áreas tão sensíveis, como pedir aos outros que resistam àquilo que faz parte da essência da própria natureza humana e que podendo ser "pecado" não é crime? Ele está no seu direito de defender aquilo em que acredita e nós, que fazemos parte do seu rebanho, no direito de pensarmos pela nossa própria cabeça e de criticarmos os seus disparates. quinta-feira, março 19, 2009
UM FRANCISCANO DOS NOVOS TEMPOS
P.S. Já agora, se o Senhor Padre Melícias quiser fazer um acto de verdadeira caridade cristã, agradecia que lá nos seus contactos me arranjasse 3 bilhetinhos para a final da Taça da Liga, a pagar, é claro, visto que aqui na minha terra os bilhetes, vá-se lá saber porquê, nem chegaram a aparecer. Quem sabe se não terão sido oferecidos pelo Sr. Hermínio Loureiro a alguma claque de franciscanos mais dada às coisas da bola do que da pregação!?
quarta-feira, março 18, 2009
A ECONOMIA DA CORRUPÇÃO
UM TRATADO
E JÁ AGORA...
AGORA QUE O SOL ESPREITA
Aqui onde o mar resplandece
E sopra forte o vento,
Num velho terraço, em frente ao Golfo de Sorrento....









