quinta-feira, dezembro 31, 2009

ÚLTIMOS POSTS DE 2009

Estão no Delito de Opinião. Boas leituras e até para o ano.

2010


Será já em Fevereiro de 2010 que o Miguel Lacerda partirá para o continente gelado. Para saber mais sobre o projecto podem ir até aqui.
Um Bom Ano de 2010 para todos os leitores, com a promessa de aqui continuaremos com o mesmo espírito com que cruzámos 2009, mas acima de tudo livres.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

UMA ENTREVISTA A NÃO PERDER


A edição de Janeiro de 2010 da GQ nacional tem uma capa pirosíssima. Felizmente que os conteúdos são bem melhores. Além das habituais páginas de Miguel Sousa Tavares, de Miguel Esteves Cardoso ou de Maria Filomena Mónica (não se admirem, há gente muito boa e normal a escrever na GQ), aconselho vivamente a leitura da entrevista a Francisco José Viegas. Em poucas palavras está lá tudo. Até a razão para a  infelicidade nacional. Não sabem, não aprendem, não deixam e, ainda pior, não saem de cima.

BENDITO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

"Daí que a decisão do JIC, ao retirar consequências de conversações interceptadas em que interveio o Primeiro-Ministro, valorando e dando sequência a conhecimentos fortuitos revelados por uma conversação, viola as regras de competência material e funcional do artigo 11º, n.º 2, alínea b) do CPP, sendo, consequentemente, nula (artigo 119º, alínea e) CPP)" - Despacho de 3 de Setembro de 2009 do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça

"(...) No caso como refere e defende o PGR, as comunicações interceptadas, em que incidental ou acidentalmente interveio o PM, não foram levadas ao conhecimento do PrSTJ, como impunha a aplicação conjugada das normas do art. 188, n.º 4, com a norma específica de competência constante do art. 11, n.º 2, alínea b), CPP.
A desconsideração destes elementos - que é substancial formal - determina a nulidade das intercepções, em que interveio o PM, como, também, salienta e defende o PGR.
5. Porém, mesmo que por hipótese não fosse - como manifestamente é - caso de aplicação da consequência nulidade fixada no artigo 190º CPP, o conteúdo dos "produtos" referidos em que interveio o PM, se pudesse ser considerado, não revela qualquer facto, circunstância, conhecimento ou referência, susceptíveis de ser entendidos ou interpretados como indício ou sequer como uma sugestão de algum comportamento com valor para ser ponderado em dimensão de ilícito penal.
Deste modo, e visto o que é salientado pelo M.P. na posição que tomou no processo (despacho que consta a fls. 1055 segs de 12/11/2009) os produtos não continham qualquer interesse quanto aos factos averiguados no processo em que foi autorizada a intercepção dos alvos n.º 1X372M e 40037M.
(...) Também por este fundamento e por não terem qualquer relevo, sendo completamente estranhos ao processo, devem ser destruídos, porquanto, afectam o direito à palavra e à autonomia informacional do titular de função de soberania especialmente protegida e tais direitos terão necessariamente um especial valor de referência e de exigências de ponderação, integrando-se na previsão da alínea c) do n.º 6 do artº 188º do CPP" - Despacho de 27 de Novembro de 2009 do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça
Os sublinhados são, evidentemente, meus.
Eu só não compreendo o que tinham estes despachos de tão extraordinário, secreto, confidencial, que não tivesse permitido logo a sua divulgação, obviando ao estado de demência que se instalou nalguma opinião pública e à catadupa de dislates que durante semanas a fio foram proferidos pelas eminências pardas do regime, a começar pelos distintos líderes dos partidos da oposição e a catrefa de comentadores que salta de televisão em televisão e de jornal em jornal imaginando tramas dignas de Molière.

VAMOS VER SE NÃO ME CORTAM A LUZ

Depois do que aqui escrevi, e a avaliar por algumas reacções mais destemperadas, incapazes de distinguirem a diferença entre o que aconteceu no Oeste, o que aconteceu no Prior Velho ou em Oeiras, e as constantes quebras de corrente, vamos ver se não me cortam a luz.

terça-feira, dezembro 29, 2009

A VELOCIDADE DO PEPINO

Quem saberá qual é a velocidade do pepino? De que se teria ela lembrado?

LEITURA PARA DIAS CHUVOSOS

"Na tua pele toda a terra treme
alguém fala com Deus alguém flutua
há um corpo a navegar e um anjo ao leme.

Das tuas coxas pode ver-se a Lua
contigo o mar ondula e o vento geme
e há um espírito a nascer de seres tão nua"

segunda-feira, dezembro 28, 2009

A NÃO PERDER EM 2010

Uma nova teoria sobre as razões que levaram à mutilação da orelha de Vincent Van Gogh teve ontem justo destaque nas páginas do Sunday Times, aonde cheguei via Corriere della Sera. Martin Bailey, autor de uma biografia do pintor, depois de minuciosa análise da carta que aparece no quadro "Still Life: Drawing Board with Onions", chegou à conclusão de que a amputação se deveu ao facto de Van Gogh ter sabido da notícia do casamento do seu irmão Theo, de quem dependia em termos económicos e emocionais. Sabe-se que não é a primeira vez que se procura encontrar uma explicação para o que aconteceu, mas qualquer que seja a conclusão, creio que o enigma da orelha continuará por esclarecer. Esse e o do mistério do génio. Para já, convém que nos preparemos para a mostra que vai ter lugar a partir do próximo mês em Londres, na Royal Academy of Arts, e que terá por tema a obra do genial artista e as suas cartas. Dez anos depois da última grande exposição que teve lugar em Nova York, sobre a herança do Dr. Gachet, que tive o privilégio de então poder visitar, aqui está uma boa razão para viajar até Londres nos primeiros meses de 2010.

A BELEZA NUNCA FEZ MAL

São todas mulheres ligadas ao desporto mais ou menos famosas. Uma é tenista, outra é campeã do mundo de hockey em campo e a terceira esteve há relativamente pouco tempo em Portugal e tem por paixão a arbitragem. Todas estão ou estiveram em destaque no Corriere dello Sport e não deixam a beleza em rostos alheios.

terça-feira, dezembro 22, 2009

DEVIA SER NATAL

(foto Corriere della Sera)

As fitas plásticas vermelhas e brancas certamente que estão lá para evitarem males maiores. Para o desgraçado que procura um local para se abrigar e aconchegar com a tralha que o acompanha, será apenas mais um azar. Nestes dias de Inverno, intermináveis, frios e irremediavelmente tristes, não há nada de mais terrível e deprimente do que saber que por esse mundo fora há milhões na situação do fotografado. Não há calor, não há palavras, não há Natal que chegue para confortar quem se vê nessa situação. E quando pensamos que a fotografia foi tirada num jardim dessa bela e rica cidade de Milão, mais difícil se torna aceitar que ano após ano o Natal se repita entre iguarias e presentes caros. O Natal é para mim, desde que tomei consciência de mim, um momento de grande solidão e reflexão. Também um momento de partilha e de apelo. Este ano assim será de novo. Se esperavam ver aqui um Pai Natal colorido, anafado e sorridente, lamento desiludir-vos. Há momentos em que basta parar um pouco e olhar para o que está à nossa volta. Feliz Natal.

Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limita e oprime: quem nos ama
Não menos nos limita.
Que os deuses me concedam que, despido
De afectos, tenha a fria liberdade
Dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quer quer nada
É livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses.

(Ricardo Reis)

SE A MODA PEGA

Deixei no Delito de Opinião estas curtas linhas, a propósito da mais do que certa substituição de Berlusconi pelo seu ministro da Justiça.

P.S. As imagens que ilustram este post são de Michela Vittoria Brambilla, a ministra italiana do Turismo no governo de Silvio Berlusconi.

PROMETO QUE É O ÚLTIMO

Este cartoon tem por título "Rodeo na Luz", está no Sapo Desporto, e fica a dever-se ao magnífico lápis de Henrique Monteiro, cujo blogue continua a ser um dos espaços mais livres e inteligentes da blogosfera nacional.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

FOI ASSIM

(Getty Images, Vaclav Silha)
Este chamava-se Hulk. Diz quem lá estava que no momento do repasto só chamava por um tal de Jesualdo. De nada lhe valeu.

ÚTIL PRENDA DE NATAL PARA PORTISTAS

A "BIBLÍA DO BENFICA" é uma edição Prime Books, revista e aumentada, e tem prefácio de Rui Costa. Para ler nas noites longas do Inverno que se aproxima e promete durar. No Porto já faz frio. Muito frio mesmo.

É NATAL NA NAÇÃO BENFIQUISTA

(Francisco Leong/AFP)
Não há frio nem chuva que resistam ao inferno da Luz. Eles estavam na sua "máxima força". Ainda bem que assim foi. Cagança também era coisa que não lhes faltava. Queriam o empate? Tiveram o que mereciam. E mereciam muito mais, mas com uma arbitragem tão míope era difícil fazer melhor. Acabaram nas cordas, na sua "máxima força". Jesualdo queixa-se de que nos últimos 15 minutos não houve futebol? Lá para os lados do Porto costumavam dizer que esses minutos são para "jogar com o cronómetro". Mudaram de ideias? Não gostaram? Eu compreendo: é sempre chato ter de provar do seu próprio veneno. Em especial quando se está em desvantagem. Olhem, agradeçam ao Olhanense.

PALAVRAS SIMPÁTICAS

E generosas, as do João Severino, ex-director do Macau Hoje. Duvido que seja merecedor delas.

PASSAGEM POR MACAU

Foi o título da reportagem de sábado passado na edição impressa do DN e o resultado de uma conversa que quatro ex-residentes de Macau, entre os quais eu próprio, mantiveram com a jornalista.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

A LER

Os artigos de Paul Krugman e de Pedro Adão e Silva no i.

DEZ ANOS DEPOIS VOLTAMOS A FALAR DE MACAU

Amanhã cumprir-se-á o décimo ano sobre o último dia da presença portuguesa em Macau. Há cerca de um mês, o último governador do território deu uma entrevista mostrando-se preocupado com o facto da última bandeira portuguesa arreada do Palácio da Praia Grande continuar guardada numa gaveta em casa do seu ex-ajudante de campo, e aproveitou o tempo de antena que lhe foi generosamente concedido para lamuriar a impossibilidade de até agora não ter podido fazer a entrega da referida bandeira ao Presidente da República. Com uma encenação à altura, pompa e circunstância, diria eu, já que foi também assim que saímos de Macau há 10 anos.
A preocupação com o destino da bandeira, sendo legítima de um ponto de vista histórico, é ao mesmo tempo a evidência, se outras não houvesse, de que a última administração portuguesa de Macau, os sucessivos governos da República e todos aqueles que tinham por missão preservar e defender a herança histórica e cultural de Portugal no Oriente e fortalecer os laços com a China e as demais nações asiáticas, se preocuparam demasiado com bandeiras e fogos-de-artifício, esquecendo aquilo que importava, aquilo que interessava à perenidade dos povos e das relações que entre diferentes se foram estabelecendo ao longo de séculos.
Será injusto dizê-lo em relação a um homem que muito estimo e admiro, Jorge Sampaio, mas que, infelizmente, tendo tido a oportunidade de deixar uma outra imagem de Portugal em Macau, optou pela mais cómoda posição de manter as aparências de uma transição conseguida. Movido por aquilo que ele próprio e Magalhães e Silva consideravam ser o interesse nacional, o então Presidente da República preferiu salvar a decadente, sinistra e incompetente administração de Rocha Vieira para não assumir os riscos da ruptura e garantir um outro tipo de herança que estivesse para lá dos pastéis de nata que tanto orgulham o prof. Narana Coissoró.
Apesar de tudo, dez anos volvidos, e erros à parte, verificamos que o balanço da transição de Macau é francamente positivo, que ali se continua a viver de acordo com os padrões sociais e económicos que lá foram deixados por nós e que aquilo que alguns temiam não aconteceu. Macau não se fechou e o governo da Região Administrativa e Especial de Macau (RAEM) soube continuar a trilhar o seu caminho autonómico e a cultivar a sua marca.
Nem tudo terá sido exemplar, mas a cidade cresceu, desenvolveu-se, a população aumentou e a estabilidade foi mantida. Curiosamente, a liberdade de imprensa e a livre expressão do direito de opinião não estão hoje mais cerceados do que estavam em 1999, tendo terminado, entre outras coisas, a atribuição arbitrária de subsídios a alguns jornais.
É certo que há quem hoje, e com toda a razão, critique com veemência o panorama da Justiça local, as actuações do Ministério Público de Macau e do serviço anti-corrupção. Mas isso, incluindo as violações do segredo de justiça de que fala o meu colega e amigo João Miguel Barros e que alertaram a Amnistia Internacional, também faz parte da cultura judiciária que lá deixámos, e pela qual foram responsáveis alguns dos que, tendo então tecido loas aos disparates, agora criticam a deficiente formação de alguns operadores judiciários e as práticas menos consentâneas com os padrões que caracterizam um Estado de Direito democrático.
De qualquer modo, estou satisfeito por ver que se irão completar 10 anos de administração chinesa sob o signo da paz, da tranquilidade e do desenvolvimento.
Não deixa de ser curioso, porém, e ao mesmo tempo triste assinalar, que aquilo que tanta confusão fazia às autoridades portuguesas seja hoje uma exigência da população de Macau. Falo do apelo a uma maior democratização do Território atestado por uma associação cujo peso é desde há muito indiscutível na sociedade e vida política local e que foi um interlocutor privilegiado, e temido, das autoridades portuguesas: os "Kai Fong".
Os resultados do inquérito recentemente conduzido por esta associação revelam que 45% dos residentes - 10 anos depois, sublinhe-se - gostariam de ver mais deputados eleitos por sufrágio universal e de ver alargado o colégio eleitoral que escolhe o Chefe do Executivo. Para além disso, 32,1% dos inquiridos reclamam um governo limpo e transparente, gostariam de ver melhorada a qualidade do serviço prestado pelas polícias, de ver uma maior celeridade na justiça e de terem julgamentos e sentenças de melhor qualidade.
Quer isto dizer que aquilo que deviam ter sido as apostas de Portugal, desvalorizadas pelos nossos governantes à custa de mil e um argumentos de conveniência, são agora exigências da própria população de Macau.
Numa altura de festa não ficaria bem admitir, nem seria rigoroso, dizer simplesmente que falhámos na democratização, que falhámos numa maior participação, que falhámos no combate à corrupção e que falhámos na construção de um sistema de justiça que não tivesse deixasse reproduzir-se lá todos os defeitos de que aqui nos queixamos. Isso seria admitir que falhámos em quase tudo o que era importante para Macau e isso não me parece correcto dizer.
Alguma coisa se fez, mas que ficámos muito aquém do que podíamos ter feito, muito aquém em função dos meios de que dispúnhamos, lá isso ficámos.
E se dúvidas houvesse quanto a este ponto bastaria atentar, para lá dos resultados do inquérito dos Kai Fong, nos resultados obtidos nos últimos 10 anos em matéria de política da língua, de incremento de relações culturais e económicas entre Portugal, a China e Macau ou olhar para os números desoladores da Escola Portuguesa de Macau, cuja diminuição de alunos não é apenas explicada pela redução do número de portugueses residentes, para se perceber onde errámos.
Não era preciso ser bruxo para ter percebido o que se iria passar depois de 1999. Se hoje Macau pode celebrar o décimo aniversário da mudança de bandeira, Portugal bem pode agradecer à R.P. da China, a Edmundo Ho e, em especial, à comunidade portuguesa residente e ao incansável povo de Macau a ajuda que lhe foi dada e o facto destes 10 anos serem apesar de todos os escolhos e da crise económica mundial um exemplo de sucesso.
No próximo domingo, quando Fernando Chui suceder a Edmundo Ho, espero que os portugueses sejam capazes de pensar, um instante que seja, em Macau. O seu povo merece-o e seria ingratidão não o fazer em relação a quem nos deu tantas provas de fé e de amor ao longo de séculos.
E no que diz respeito à bandeira, esse candente problema que aflige o senhor general, se há interesse em preservá-la, e eu entendo que sim já que ela faz parte da nossa memória colectiva, então que quem a tem faça rapidamente o que já devia ter sido feito e a entregue a quem de direito. Mas que o faça discretamente, sem alarido nem grandes cerimónias, como convém a quem deixou o trabalho incompleto, coisa que os portugueses, os macaenses e os chineses, tolerantes e condescendentes como sempre têm sido no julgamento histórico, já lhe terão perdoado. Por mim falo.

[também publicado no Delito de Opinião]

quinta-feira, dezembro 17, 2009

VAMOS AJUDAR O AFONSO

Vamos lá dar uma ajuda a quem precisa. A notícia está aqui, o apoio passa por aqui.

A LER

O segundo artigo das Notas sobre a Mensagem, de Vasco Graça Moura.

PRÉMIO PESSOA

"Não alimento preconceitos de nenhuma espécie, muito menos em matéria religiosa. O preconceituoso esconde um racista e um racista oculta um verdugo e dissimula um canalha. O Prémio Pessoa deste ano homenageou um homem cuja virtude maior é a de tentar corrigir-se a si próprio para melhor compreender o que em seu redor ocorre" - Baptista Bastos, aqui no DN.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

MACAU

No momento em que se aproximam os dez anos sobre a transferência da administração de Macau para a China, alguns (poucos) acontecimentos assinalam a data. Para além de uma interessante conferência no Instituto do Oriente (ISCSP - Universidade Técnica) sob o lema "Um país, dois sistemas", na qual se destacam as presenças de Miguel Santos Neves (Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais), do Prof. Michael Yahuda (George Washington University), da Prof.ª Big Leung (Queensland University), de Raquel Vaz Pinto (Universidade Católica), de Carlos Gaspar (Universidade Nova), do Prof. Chris Alden e de Ana Cristina Alves (London School of Economics), de Júlio Pereira (ex-magistrado em Macau e actualmente no SIRP) e do Prof. Christopher Hughes (LSE), entre outros, de uma exposição, de um concerto e do lançamento de um livro, pouco mais haverá. Ontem, por exemplo, na TVI24 num debate de quase uma hora, foram muitas as banalidades debitadas e os disparates que se ouviram (a dos pastéis de nata, saída da boca de Narana Coissoró, foi de antologia). Entretanto, a velha guarda de Rocha Vieira continua a mexer os seus cordelinhos. Depois da história na bandeira, retomada há um mês atrás, as fundações e institutos promovidos à sua sombra continuam a reabilitar-se. Os mesmos que andaram por Macau desperdiçando tempo e dinheiro, enxovalhando o nome de Portugal e dos portugueses e tratando da vidinha, como se viu e vê, são os que surgem empenhados nas celebrações do 10º aniversário. A preservação da memória de Macau continua a envolver favores que se leva a vida toda a pagar. O guanxi foi assimilado na perfeição e ficou enraizado. E o altruísmo, para quem não saiba, além de também ter um preço, também escolhe os beneficiários. O patrocínio de algumas altas figuras do Estado é apenas areia para os olhos dos homens bons.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

NOVOS TEXTOS

Estão aqui, no Delito de Opinião, para quem tiver pachorra de passar por lá.

A LER

Numa altura em que é patente o abaixamento de nível do discurso político, com a consequente desvalorização da mensagem que ele encerre e do péssimo exemplo que isso transmite aos cidadãos, aqui está mais um texto de leitura imprescindível para a nossa classe política. De Paulo Pinto de Albuquerque no DN de hoje.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

A LER

As prosas de Baptista Bastos e de Vasco Graça Moura no DN.

NÃO À CORRUPÇÃO

No dia internacionalmente convencionado para ser dedicado ao combate à corrupção, nada melhor do que dar a conhecer a quem não conhece a Convenção de Mérida, assim chamada por ter sido assinada nessa cidade mexicana, mais conhecida como a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, aprovada pela Resolução 58/4, de 31 de Outubro de 2003. Em português, em inglês, em francês e em espanhol.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

A LER

"Há muito que se diz que o país tem um problema de protagonistas políticos. São os mesmos há demasiado tempo. Não é uma questão de idade, é um problema de perfil. Não são apenas Sócrates e o ministro das Finanças que esgotaram as soluções, também na oposição as escolhas são embaraçosas. Ferreira Leite é o exemplo mais pungente. Depois do falhanço nas legislativas, agarrou-se ao lugar. Poderia, pelo menos, ter definido uma estratégia para ajudar o PSD a sair do bordel com alguma dignidade. Não foi isso que aconteceu. A líder do PSD tornou-se uma espécie de kamikaze política. Como não tem muito a perder, optou por arrastar os sociais-democratas para a mais repelente luta partidária.Tentar derrubar o primeiro-ministro usando o misterioso caso das escutas não leva a lado nenhum. Só vitimiza Sócrates".

O antes e o depois deste texto estão no Editorial de André Macedo no i.

A DRª MANUELA SABERÁ DISTO?

Enquanto o dr. Fernando Ruas, um conhecido autarca que ficou mais famoso depois de apelar ao arremesso de pedras como instrumento da luta política contra o poder legítimo do Estado democrático, volta a pedir a regionalização, ficamos a saber que o marido desta figurante acumulava as funções de professor na Universidade de Évora com as de chefe do gabinete da madame. O problema é que as últimas eram exercidas em ... Lajes do Pico. Mesmo ali ao lado de
Évora, nos Açores, para quem se coloque na perspectiva de olhar para um mapa a partir de Vladivostok. Ou raciocine em termos de novas tecnologias. Este ainda é o abençoado país que temos. E ainda há quem se admire com os espantos de Cavaco Silva.

HERÓIS COM NOME

BENFICA - 4 ACADÉMICA - 0
Depois de um intervalo retemperador voltaram as luzes e os golos. A festa fez-se com um hat trick de Cardozo e uma obra-prima de Saviola. Com chuva ou com sol, o sonho continua. Foram quatro, mas se tivessem sido cinco ou seis ninguém estranharia. Um senhor chamado Eduardo Barroso vai ter de rever os seus conceitos futebolísticos. E a graduação das suas lentes. Com que então a Académica de André Villas-Boas praticava melhor futebol do que o Benfica? Só se for na playstation de Alvalade, como ontem se viu.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

A PROPÓSITO DE UM CERTO PEDIDO

"A intimidade da vida de cada um, que a lei protege, compreende aqueles actos que, não sendo secretos em si mesmos, devem subtrair-se à curiosidade pública por naturais razões de resguardo e melindre, como os sentimentos e afectos familiares, os costumes da vida e as vulgares práticas quotidianas, a vergonha da pobreza e as renúncias que ela impõe e até, por vezes, o amor da simplicidade, a parecer desconforme com a natureza dos cargos e a elevação das posições sociais. Em suma, tudo: sentimentos, acções e abstenções" - in Parecer 121/80, da Procuradoria Geral da República, BMJ 309-142.

Parece simples, mas há líderes políticos que não o entendem quando pedem a divulgação de conversas privadas, à revelia da lei, para satisfação da curiosidade devassa da populaça. Não foi a PGR que mudou de posição. É uma evidência da vida. Para alguns.

BENTORNATA GIULIETTA

Enquanto em Bolonha se juntam mulheres e motores, a Alfa Romeo prepara a apresentação mundial do novo Giulietta no próximo Salão Automóvel de Genebra. A lenda continua.

quinta-feira, novembro 26, 2009

ACONTECE A TODOS

Aqui há uns anos, um ex-ministro da Justiça foi severamente criticado por o Presidente da República ter indultado um célebre empresário da noite que tinha sido condenado a seis anos de cadeia. Nessa altura a oposição malhou forte e feio em Alberto Costa. Desta vez, como o mar volta sempre à areia, eis que ficámos a saber que Cavaco Silva condecorou um cadastrado chinês com a Ordem do Infante D. Henrique. Um tipo ser hoje condecorado com a Ordem do Infante é quase como levantar a suspeita na opinião pública de que se é ou cadastrado ou trafulha. Confesso que não sei o que será pior. Mas de uma coisa tenho eu a certeza: a quantidade de condecorações que têm sido por aí oferecidas, à laia de caramelos, a juntar às que eu vi serem atribuídas em Macau a gente que por lá fez igual ou pior àquilo de que hoje acusam um sucateiro que está preso preventivamente, aconselha qualquer cidadão que se preze a não aceitar tamanha afronta. Por respeito ao Infante e aos valores da cidadania.

quarta-feira, novembro 25, 2009

25 DE NOVEMBRO

Aqui neste blogue comemora-se o 25 de Novembro. Porque Portugal é maior do que os homens, porque a democracia não pode ser atraiçoada por uma classe política estruturalmente mal formada e demasiado preocupada consigo mesma, porque é imperioso mudar os partidos por dentro, porque a corrupção esmaga o sentido da participação, porque a justiça e os seus mecanismos devem ser claros, céleres e acessíveis a todos, mas acima de tudo porque os portugueses merecem e devem ser capazes de fazer e de exigir mais do que aquilo que têm, com liberdade, mas acima de tudo com mais responsabilidade, mais coragem e melhor espírito de intervenção cívica, movidos pelos valores que fazem deles uma Nação, pela cidadania e pelo exemplo de homens como Jaime Neves, que tudo deram e nada pediram.

O DESFILE DOS ANJOS

(imagem do portal MSN)
Chamaram-lhe desfile dos anjos. Para o caso até nem será o mais importante, mas felizmente que estes têm sexo. Por momentos ficam todos autorizados/as a esquecerem-se da crise, do desemprego, do défice, das escutas, das promoções na Presidência da República ou do desastre que está a ser para a Justiça o caso "Casa Pia". O resto está aqui. Deliciem-se.

segunda-feira, novembro 23, 2009

AS OUTRAS TAMBÉM NÃO DETECTARAM NADA

Quando for grande também vou querer ser auditor.

A TIRO ERA MAIS FÁCIL

O Zé Povinho já está habituado a que assim seja, mas quer-me parecer que há aqui uma grande desfaçatez do senhor governador do Banco de Portugal. Bem sei que o aumento de impostos é o caminho mais fácil, mas se em causa está estimular a economia, não percebo como tal será feito tirando mais dinheiro a quem já pouco tem e mais não tem feito do aguentar crises e, ultimamente, também pagar os erros da supervisão. As nossas crises e as dos outros e os erros dele e dos seus homens.

UM (L)AZARETTI DOS DIABOS

Com um palco destes e tantos diabos à solta, só mesmo um (L)azaretti dos diabos é que podia trazer os rapazes à Terra. A eles e ao respectivo treinador. Ainda bem que assim foi. Pelo menos, por agora, as coisas começam a ficar mais claras quanto a algumas opções (?) tácticas (Júlio César, Maxi Pereira, Weldon, Filipe Menezes e Nuno Gomes no banco, Ruben Amorim a lateral, Ramires na asa esquerda, Di Maria à direita, e um tal de Keirrisson a ver se percebia de onde é que as bolas vinham). E a certeza de que para inventar já bastava o iluminado Quique Flores. Venha o próximo.

quinta-feira, novembro 19, 2009

LA MAIN DE LA DUPERIE

Se houvesse justiça no mundo, a selecção francesa de futebol e Domenech ficariam em casa a ver o Mundial de 2010 pela televisão. A FIFA tinha a obrigação de tomar medidas. Michel Platini devia ser o primeiro a mostrar-se envergonhado. Quem jogou como ele jogou, com a classe e o fairplay que esta selecção francesa e o seu treinador não têm, quem diz defender a verdade desportiva e lutar contra a corrupção no futebol não pode ficar indiferente. O afastamento da República da Irlanda é uma mancha num campeonato cuja fase final ainda nem começou.

NORMAL

Quem leia esta notícia é capaz de pensar que certamente se tratou de um caso pontual. Mas se foi não resiste a uma análise um pouco mais profunda. A forma como todas essas coisas se processam na nossa Administração Pública, muito particularmente na área em causa, é que deixa qualquer contribuinte varado. Não sei quanto casos como esse estarão escondidos nos subterrâneos do Fisco, casos que nunca chegarão a conhecer a luz do dia. Porém, não deixo de me arrepiar por saber que enquanto alguns esperam "a vida toda" por uma resposta a um simples requerimento, outros há que são "tu cá, tu lá" com a malta do fisco. Intimidades e nada de chatices. Quando se sabe alguma coisa é quando alguém recebe menos do que estava à espera. Ou quando há uma escutazinha a lixar o pessoal. Por estas e por outras é que todos os funcionários dos impostos e das autarquias deviam ser anualmente rodados entre os diversos serviços e departamentos. Era meio caminho para a limpeza e para acabar com muito técnico que anda de Jaguar, compra "rolexes", recebe televisões e "despacha" quando lhe apetece. E talvez fosse a única forma dos justos, sérios e trabalhadores não terem de se queixar da imagem.

quarta-feira, novembro 18, 2009

AGORA DEU-LHE PARA ISTO

Depois da fase terrorista e das extravagâncias com as tendas e os camelos, já só lhe faltava mesmo converter as "pecadoras" ao Islão. As fotos estão aqui, mas o vídeo dá conta da animação que continua a rodear as deslocações do líder líbio.

A LONGA MARCHA DE OBAMA

(Reuters, via Corriere della Sera)

Esta foto de Obama tirada na Grande Muralha pode bem simbolizar o caminho que o novo prémio Nobel tem pela frente: solitário, frio e exigente. O "yes, we can" da campanha que o levou até à Casa Branca, longe de estar esgotado, vai dando provas de vitalidade, como ainda agora voltou a suceder na visita à China. O simples facto de ter havido quem no coração económico da Ásia, numa Xangai cada vez mais cosmopolita e moderna, tivesse tido a ousadia de falar abertamente de direitos humanos, internet e liberdade de expressão, apelando a uma maior abertura do governo de Pequim e a uma renovação das mentalidades da nova oligarquia chinesa, constitui um marco, tanto mais indelével quanto às suas declarações não se seguiu a habitual reprimenda chinesa. Se a este sinal pudermos juntar o apelo ao diálogo com o Dalai Lama, independentemente dos resultados económicos alcançados e das perspectivas em matéria de protecção do ambiente, sempre se poderá dizer que o caminho vai ser longo e difícil, mas continua a haver esperança. E este será sempre um bom sintoma na hora de enfrentar os próximos obstáculos.

ENÉSIMO SALPICANÇO

Uma imagem que cada vez mais se cola à pele. Cada vez mais um país de opereta.

sexta-feira, novembro 13, 2009

ASSIM SE AUMENTA A RECEITA

Imaginação não falta, mas esta medida é compreensível. Falta-lhe é a adequada fundamentação jurídica. Mas isso já era de esperar, não?

A LER

Com a clareza habitual, o artigo de Paulo Pinto de Albuquerque na edição do Diário de Notícias.

TUDO A NU

A confirmação da veracidade desta notícia do Sol deixa a nu a fraude que constitui o nosso sistema de justiça. Independência, inamovibilidade e irresponsabilidade. Este cocktail começa a tornar-se demasiado explosivo.

quarta-feira, novembro 11, 2009

RUA DA SAUDADE

Graças ao blog de Pedro Rolo Duarte, uma justíssima homenagem ao poeta e uma oportuna chamada de atenção para uma voz magnífica. E já agora, também, para uma figura que não lhe fica atrás. O Ary havia de ficar satisfeito com este cavalo à solta.

ROBERT ENKE

Vou recordá-lo assim, entre os postes, sempre alerta, sem vacilar, nos melhores e nos piores momentos da equipa. As estrelas nunca partem. E protegem-nos. Que Deus lhe dê lá em cima a paz que não teve entre nós. E também os títulos que merecia.

CODORNIZES

Está visto que já não se pode "oferecer" aos amigos as codornizes há muito prometidas. Um tipo é logo fotografado com o saco das ditas e depois, enquanto o diabo esfrega um olho, vem tudo escarrapachado nos jornais. Triste país.

terça-feira, novembro 10, 2009

HOJE FIQUEI ASSIM

Este interessante texto de Alberoni, que termina com um pedido à ministra italiana da Educação, Mariastella Gelmini, cuja reforma tem motivado os mais veementes protestos entre professores e estudantes, podia ter sido escrito para a nossa ministra da Educação. A actual ou a anterior ou para qualquer um dos seus antecessores. Efectivamente, a desordem do pensamento de que fala Alberoni tem hoje reflexos incontornáveis na língua que se fala e escreve. Quando ele nos diz que a escola "já não ensina gramática, análise cronológica ou consecutio temporum" e que "há quem não distinga o passado próximo do passado remoto, quem não perceba a lógica do conjuntivo e do condicional" e que "alguns confundem até o presente com o futuro", mais não faz do que constatar uma realidade. Deprimente mas nem por isso menos real. Esta realidade não será, seguramente, muito diferente daquela que levou o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem a colocar em causa a presença de crucifixos nas escolas italianas e que leva um semanário prestigiado como o L'Espresso a questionar e a lançar o debate sobre a laicidade do próprio Estado italiano. Ou, ainda, que num país aparentemente pacato e sereno, que tanto contribuiu para a formação da nossa maneira de pensar pela influência que exerceu no espírito de um homem como Jean-Jacques Rousseau, se discuta a altura dos minaretes e não haja, nem de um lado nem do outro da mesa, um pouco de discernimento. Tudo se passa longe e ao mesmo tempo perto, como ainda hoje se percebe pelas evocações e a memória da queda do Muro de Berlim. Mas quando tudo isto é transportado para dentro de nossa casa e se assiste a um jogo de pingue-pongue como este que está a ser jogado pelos nossos mais altos magistrados, fica muito pouco para a deprimência. Não sei até que ponto a cronologia histórica de Alberoni ainda fará aqui sentido, mas que a nossa Justiça caminha a passos largos para a desagregação e a demência parece já ser irreversível. Não sei o que leva pessoas com o seu brilho intelectual e jurídico a debates tão improdutivos, a tomadas de posição públicas tão indignificantes para tudo aquilo que representam. Pior nem mesmo a triste história do subsídio de reintegração do ex-deputado Casaca, que funciona para o beneficiário como uma espécie de rendimento máximo garantido. No momento em que se discute e tenta perceber a dimensão do polvo que tomou conta deste país e o número de tentáculos activos que medram na sombra dos partidos, da administração pública e das empresas, para ver se ainda vamos a tempo de poder neutralizá-los, não sei se algum dos meus concidadãos alguma vez o compreenderá. Mas ao menos espero que os protagonistas saibam o porquê. Mesmo que não o divulguem e resolvam guardá-lo para as suas memórias. Ou, talvez melhor, levar com eles para a tumba na hora da partida, poupando-nos às suas revelações. Ao contrário do que dizia a canção, a revolução não está a passar por aqui. Ela passou e foi-se embora sem querer nada connosco. Agora é o caos que passa por nós. E isto já deixa de ser deprimente para se tornar uma fatalidade. Falar hoje do caos é falar de nós. Palavras para quê?

[Publicado em simultâneo no Delito de Opinião]

ESTORIL FILM FESTIVAL 2009

O Estoril Film Festival prossegue a sua caminhada triunfal até dia 14. Hoje às 21h com um encontro de David Cronenberg com o público e a exibição de dois dos seus filmes ("The Italian machine" e "Crash") no Centro de Congressos. Mais à noite, pelas 0h.15m, ali mesmo ao lado no Casino Estoril será a vez de ser exibido "Paris" de Cédric Klapisch, com a incontornável e justamente homenageada Juliette Binoche. Quem não puder ir ao Estoril ver o filme e a musa sempre pode procurar contentar-se com a edição francesa da Playboy de Outubro de 2007.

III FESTIVAL DE ÓRGÃO

Começou no passado sábado com um concerto na Sé de Faro do organista Filipe Veríssimo, que interpretou peças de José da Madre de Deus, Bach, Carlos Seixas, Stanley e uma notável obra do padre António Cartageno denominada "15 Variações para órgão sobre um tema de Domenico Bartolucci". Prosseguirá no dia 14 de Novembro, na Igreja do Carmo, tendo como intérprete Gianpaolo di Rosa, com um programa de improvisações em diferentes estilos e formas. Depois, a 21 de Novembro será vez de António da Mota, também na Igreja do Carmo, com um programa de Hayes, António Carreira, Juan Cabanilles. J.S. Bach, Stanley e Boyce. O festival termina em 28 de Novembro, de nova na Sé Catedral de Faro, com a Capella Patriarchal e João Vaz que interpretarão um programa composto exclusivamente por obras de Carlos Seixas e Francisco António de Almeida. A entrada é gratuita e os concertos começam todos às 21.30.

FINALMENTE


"Antarctica shall be used for peaceful purposes only. There shall be prohibited, inter alia, any measure of a military nature, such as the establishment of military bases and fortifications, the carrying out of military maneuvers, as well as the testing of any type of weapon."

Já não era sem tempo que era aprovado e ratificado o Tratado de 1 de Dezembro de 1959.

segunda-feira, novembro 09, 2009

20 ANOS

Foi há 20 anos. Vinte anos depois continuam a pairar as mesmas sombras e os mesmos anseios. Por cada muro que se derruba logo surge um novo. A Europa mudou. O mundo mudou. Mas nem um nem outro mudaram o suficiente. A luta de ontem pela democracia, pela dignidade humana, pela defesa dos valores em que acreditamos, é a mesma de hoje. E vai continuar amanhã na luta contra a corrupção, na luta contra a prepotência, contra o abuso e a intolerância, pela defesa de uma cidadania mais responsável, de um ambiente mais saudável e mais limpo, pela luta contra a pobreza e pela defesa de uma imprensa séria e independente do poder. Pela defesa dos sonhos. Estamos condenados à liberdade.

quarta-feira, novembro 04, 2009

EPISÓDIOS DA MISÉRIA HUMANA

O título deste post foi surripiado a uma crónica do Baptista Bastos. Depois daqueles episódios "canalhas" da casa, da renda e da Câmara Municipal de Lisboa, como todo o céptico fiquei desconfiado, mas confesso que continuo a apreciar a sua escrita, o estilo e a dimensão do raciocínio. E penso que continua a valer a pena lê-lo, bem para lá da espuma dos dias. Há coisas que nunca mudam. A miséria humana é uma delas. Quando muito aprofunda-se.

SOBRE DEBATES E REFERENDOS

Aqui, um texto sobre o tema em epígrafe e o desconchavo que por aí grassa.

terça-feira, novembro 03, 2009

DIRECTO AO ASSUNTO

"A primeira avaliação é a de que a autarquia de Tavira tem problemas financeiros. Ainda não fizemos uma avaliação profunda, mas a situação financeira não é propriamente confortável e requer cuidados." - Jorge Botelho, Presidente recém-eleito da Câmara Municipal de Tavira

segunda-feira, novembro 02, 2009

MAIS CINEMA EM FARO

Enquanto se preparam as objectivas para o Estoril Film Festival, e passa mais um aniversário sobre a queda do Muro, nada melhor do que ver curtas-metragens de jovens realizadores que estão a viver em Berlim. Ao todo são nove e daqueles vão estar presentes presentes três alemães, uma irlandesa e a "nossa" Rita Macedo. A entrada é gratuita. Tal como já aconteceu com o ciclo de cinema francês que ontem terminou. Não será pelo preço que os cidadãos de Faro deixarão de ver bom cinema. Haja vontade que as iniciativas não têm faltado.

HOSPITALIDADE

É o nome que se dá a isto. Mas é favor não confundir com a hospitalidade minhota. Esta é mais do tipo "braguista".

sábado, outubro 31, 2009

PREGAR AOS CHICOS

António pregou aos peixes. Este senhor prega aos chicos. O primeiro chegou a Santo. O segundo não aspira a tal, mas tem tudo para isso. A única diferença entre um e o outro é que enquanto o primeiro pregou para os peixes, que o escutaram, o segundo prega para chicos que não percebem o que ele diz porque sofrem de iliteracia. É que apenas aprenderam a conjugar dois verbos na perfeição: sacar e safar. Em mais de trinta anos de democracia este país não viu outra coisa que não fosse uma cultura de chico-espertismo. Uma criança não vai para a escola para aprender. Vai para sacar uma notas que depois lhe permitam safar-se lá fora e assim continuar a sacar outras notas que depois lhe permitam continuar a safar-se. E é assim pela vida fora até à hora da reforma. Alguns há que conjugam esses verbos tão bem que mesmo depois da reforma continuam a conjugá-los: a sacar e a safar-se. De caminho também sacam algum para os filhos e para a família e ajudam os amigos a safarem-se. Na actividade privada ou em empresas públicas, na tropa ou na banca, com os subsídios à agricultura ou os fundos europeus. Sem esquecer a política, onde uma multidão de chicos entra e sai para sacar e safar-se. Do general ao trolha, do banqueiro ao arrumador, do taberneiro ao escritor. É certo que há um tratado que continua por escrever, mas escrever para quê se já todos o leram. Nas entrelinhas. No recato de um gabinete, numa chamada telefónica, num piscar de olhos cúmplice. E alguns há que dominam esse tratado na perfeição. Pouparam o tempo da leitura e safaram-se. Na política houve quem atravessasse todo o arco a safar-se. Da esquerda à direita, de Lisboa a Bruxelas. Um discurso aqui, uns votos ali, um saquezito aqui, uma safadeza ali, uma peúgas para mim, uns bilhetinhos para ti. Ernâni Lopes é um homem bom. António também era. Os homens bons são homens decentes. Pena é que na casa dos chicos ninguém os aponte como exemplo. Se este país fosse educado na seriedade, no trabalho e na honestidade não existiria. Seria um país de homens bons, um país decente. Um país de Ernânis. Não teríamos espertalhões. Não haveria chico-esperto que se safasse, que conseguisse sacar alguma coisa. Os tribunais não serviriam para nada. Nenhum magistrado se safaria. Na carreira, evidentemente. O Conselho Superior de Magistratura seria um corpo espúrio do regime. O Millennium não pagaria dividendos. O Porto nunca teria sido campeão. O Colégio Militar não existiria. Portugal, muito provavelmente, também não existiria como país. Como Camões, Sena ou Cardoso Pires também nunca teriam existido. Eles ainda são hoje, para os sucateiros deste país, para os árbitros, para os senhores que mandam na bola e nos bares de alterne, o exemplo do fracasso. Já de Saramago não dizem o mesmo. Do Diário de Notícias ao Nobel, lá se foi safando: safou-se do PREC, de Cunhal, do PCP, do Ribatejo, das portuguesas e de Portugal. Até chegar a Estocolmo. Escrevendo, ora com vírgulas, ora sem vírgulas, lá se foi safando e sacando os respectivos direitos de autor. Medina Carreira também nunca teria existido, embora haja quem diga que este senhor não existe de todo e que não passa de um fantasma da República. E Cavaco Silva também não seria Presidente da República. Nem José Sócrates primeiro-ministro. Nem eu estaria onde estou. Nem este blogue (nem muitos outros mais) teria conhecido as luzes da blogosfera. Ernâni Lopes, que sabe de economia como poucos, devia meditar nisto. Ele faz-me lembrar alguns juízes, alguns advogados e alguns políticos que vivem fora do mundo. Os gatos fedorentos não existem por acaso. Sacando e safando-se. A mim ninguém me ensinou a conjugar o verbo sacar. E o safar ainda menos. Tenho pena. Por mais que tente nunca conseguirei aspirar a ser um sucateiro respeitável. Ou um "advogado de sucesso". A mim limitaram-se a dizer-me que a decência não pode ser cabulada. A decência não se ensina. Transmite-se. E para isso é preciso tê-la. Como aos tomates. Ernâni Lopes devia ter percebido isto.

sexta-feira, outubro 30, 2009

O SONHO DOS GULOSOS

Heidi Klum. Que dizem eles? A caminho do quarto filho? E sotto il cioccolato niente! E então se for o da Cadbury's é um banquete. Vou ali e já volto. Para ver as fotos e o vídeo.

NOVOS TEXTOS

Estão ambos no Delito de Opinião: O perigo do timing e Uma polícia com paredes de vidro. Para quem quiser lá fazer uma visita.

VAMOS LÁ DAR UM EMPURRÃO

A perspectiva de Portugal vir a ocupar a vaga em aberto no Mundial de F1, questão que será decidida no próximo dia 11 de Dezembro na reunião do Conselho Mundial da FIA (Federação Mundial de Automobilismo), deverá mobilizar todos os portugueses, a começar pelo primeiro-ministro e os responsáveis pelo desporto, de hoje até esse dia. Impõe-se uma operação de promoção em larga escala ao Autódromo Internacional do Algarve, dentro e fora de portas, nomeadamente em Monte Carlo onde terá lugar a reunião da FIA, muito em especial porque nesta altura já podemos contar com a simpatia do actual presidente, Jean Todt, e o apoio do cessante. Portugal e o Algarve não poderão desperdiçar esta oportunidade única de voltarem a ter uma corrida no Mundial de F1. Sempre sai mais barato do que organizar 3 jogos de futebol e tem retorno garantido.

POUR UN INSTANT LA LIBERTÉ

Alguém escreveu que se tratava de um filme "bouleversant". E é. Se ainda não o viu, tente encontrá-lo num clube de vídeo e aproveite para ver esta obra-prima do realizador Arash T. Riahi, baseada em factos reais e que já foi amplamente reconhecida nos festivais por onde passou. Para além dos fantásticos planos, Pour un instant la liberté ajuda-nos a compreender um pouco melhor o drama de viver sem democracia e dá-nos uma razão, se outras não houvesse, para que transformemos cada dia numa vitória. Uma realização notável, uma história arrepiante. Definitivamente um filme a não perder. Para ver e rever numa próxima oportunidade.

quinta-feira, outubro 29, 2009

BREVE EVOCAÇÃO

"Whatever you do will be insignificant, but it is very important that you do it" - M. Gandhi

Ontem, no mesmo dia em que era divulgado um relatório sobre a banalização da violência entre os jovens, do qual a edição de hoje do Público faz eco, vi a minha tarde abruptamente cortada pela notícia, esmagadora, avassaladora, da morte às mãos de um pretenso esquizofrénico de uma pessoa amiga e do seu irmão. Mais do que a morte em si, que a todos um dia nos alcança sem aviso prévio, foi a brutalidade do acto, a sua frieza, que me deixou desconcertado. Que pode levar um homem a degolar um seu semelhante, a desferir repetidos golpes de arma branca contra quem não tinha outro meio de defesa do que as próprias mãos, e depois seguir calmamente o seu caminho deixando as vítimas a esvaírem-se em sangue? Conheci o Pedro há quase três décadas, namorava ele com a mulher com quem veio a casar e que lhe deu dois filhos. Depois, com o correr dos anos, fomos perdendo contacto e, ultimamente, tirando uma das últimas vezes em que ele estivera pelo Algarve, raramente nos encontrávamos. Ia sabendo dele por amigos comuns e alguns familiares que amiúde com ele se cruzavam. Quando ontem soube o que tinha acontecido, senti desabar sobre os mais indefesos toda a injustiça do mundo. Dir-me-ão que se tratou de um acto isolado, de um gesto tresloucado. Mas eu não acredito que haja loucura que justifique a violência. As mãos que lhe permitiam cuidar das flores com o mesmo desvelo e a prazenteira amabilidade com que falava a todos os que encontrava nada puderam fazer perante tamanha violência. Sei que de nada servirá, que não haverá conforto que possa valer a quem perdeu os seus em circunstâncias tão inauditas, mas lá, onde estiverem, o Pedro e o irmão podem ter a certeza de que por aqui continuará a haver quem faça da luta contra a violência uma bandeira. Para que ainda que por breves instantes continue a valer a pena tomar um café com um amigo ou fazer uma onda no Guincho. Para que as estrelícias, as margaridas, as gerbérias, as rosas, em suma, para que todas as flores de que eles tanto cuidaram nos últimos anos possam continuar a nascer, a florir e a morrer. Em Cascais ou em qualquer outro lugar. Livres e ternas.

quarta-feira, outubro 28, 2009

TARDOU MAS CHEGOU

A sentença do Tribunal de Paris de 27 de Outubro pp., que julgou o chamado Angolagate, não deixou margem para dúvidas relativamente à culpabilidade dos condenados e à forma como o tráfico de influências levado à acção por figuras proeminentes da política e dos negócios corrói as estruturas do Estado. Esta página do Le Monde, com vários links interessantes, é uma boa porta de entrada para se começar a perceber a teia de negócios e cumplicidades. Como já seria de esperar a reacção angolana foi de estupefacção perante a condenação de Pierre Falcone.

TRÊS NOTAS

1 - Certamente que alguém já o disse ou escreveu. Muitos terão visto. Mas creio que nunca será demais sublinhar a presença e a postura assumida por Manuela Ferreira Leite na tomada de posse do XVIII Governo Constitucional (que tomou posse num dia cuja soma dá 8 e onde 8 ministros experientes se juntaram a outros 8 mais novatos, sublinhando os muitos e auspiciosos oitos que rodearam o seu aparecimento num ano 9, como diriam os meus amigos chineses). Ao contrário de outros dirigentes, cuja ausência não passou despercebida, a actual líder do PSD fez questão de estar presente e de deixar comentários adequados à ocasião. A democracia é um exercício constante, a procura de um equilíbrio muitas vezes difícil de manter no vaivém dos debates e da guerrilha política, mas há alturas em que é fundamental que venham à superfície os valores que distinguem um exercício puramente formal de uma verdadeira democracia. O sucesso de um governo saído de eleições livres e democráticas virado para a resolução dos problemas do país será também o sucesso do país. Ferreira Leite percebeu-o e fez questão de assinalá-lo. Outros, mesmo do seu próprio partido, têm mais dificuldade em assimilá-lo.

2 - A primeira e mais comum reacção da maior parte dos comentadores políticos à composição do novo Governo foi a de realçar a experiência e o bom desempenho dos que transitaram, questionando as novas escolhas. Antes de os verem fazer qualquer coisa, inclementes, apontaram aos novos ministros a pecha da falta de experiência política, a falta de "peso político", os perfis "demasiado técnicos", a inexperiência governativa. Se fossem todos velhos e experientes correligionários do partido, certamente que esses mesmos críticos não se cansariam de destacar a falta de renovação. Como entrou gente nova, as cassandras vieram logo falar na falta de experiência. Como se o exercício da política não fosse ele próprio um exercício permanente de intervenção cívica e de aprendizagem, de gestão e execução de um programa, e um governo não fosse um conjunto de pessoas com diferentes origens, formações e apetências, trabalhando para um objectivo comum, partilhando saberes e cultivando a entreajuda entre os seus membros.

3 - A escolha de Pierluigi Bersani para a liderança do Partido Democrático italiano, em especial depois de um inédito processo de escolha que mobilizou mais de 2 milhões de italianos, entre militantes, simples simpatizantes e estrangeiros residentes em Itália, dando-lhe uma confortável vitória, pode representar o vento de mudança e de esperança de que a Europa necessita. A forma como a sua eleição ocorreu é uma achega importante para a renovação da participação política e uma efectiva escolha dos melhores fora dos estreitos e usurpadores canais do caciquismo partidário.

CINEMA FRANCÊS EM FARO

Começa hoje em Faro a 10ª Festa do Cinema Francês. É no Teatro das Figuras e arranca com "Le plaisir de chanter" de Ilan Duran Cohen, às 21h 30m. Continuará amanhã, dia 29 de Outubro, às 19h e 30m com "Le bal des atrices" de Maïwenn Le Besco e às 21h 45 com "Pour un instant la liberté" de Arash T. Riahi. Seguir-se-ão "La premiére étoile" de Lucien Jean-Baptiste e "Demain dès l'aube..." de Denis Dercourt. No sábado, o programa começa logo às 11h com "Mia et le Migou", filme para jovens de Jacques-Rémy Girard, prosseguindo às 19h com "Cliente" de Josiane Balasko e às 21h e 45m com "Le premier jour du reste de ta vie", de Rémi Bezançon. O ciclo encerra-se no domingo, dia 1 de Novembro, com uma sessão às 19h de "Bellamy", um filme de Claude Chabrol e outra às 21h e 45m com o filme "Coco Chanel e Igor Stravinsky" de Jan Kounen. A entrada é livre, mas os bilhetes deverão ser levantados no Teatro. O programa tem o apoio do Instituto Franco-Português e da Alliance Française do Algarve.

EVIDÊNCIAS

"E acontece ainda (a verdade é para ser dita) que o Benfica está a jogar um grande futebol, que dá gosto ver. Não é apenas a impressionante média de 3,5 golos por jogo, ou a cadência de jogo ofensivo do quarteto sul-americano do ataque (Di Maria, Aimar, Saviola, Cardoso). É também uma coisa que há muito tempo, muito tempo, não se via ao Benfica: o prazer de jogar, o respeito pelo público, a vontade de fazer cada vez mais e melhor e a sensação de que ali está a nascer uma grande equipa e não apenas um lote de jogadores momentâneamente inspirados. Confesso que estava longe de esperar tanto do Benfica de Jorge Jesus. Não sei se isto é para durar e se continuará assim quando chegarem os jogos a doer - já no próximo fim-de-semana, em Braga. Mas, para já e por enquanto, caramba, que diferença para o Benfica dos últimos anos, que tanto reclamava e apregoava e tão pouco jogava". - Miguel Sousa Tavares, A Bola, 27/10/09, p. 46

sexta-feira, outubro 23, 2009

UMA BOA NOTÍCIA

Ora aqui está uma daquelas notícias que pode fazer por Portugal aquilo que milhões de euros de publicidade do Turismo de Portugal não conseguem fazer. Creio que até o António Costa ficará satisfeito. Carlos Barbosa sempre passará a ter menos tempo para falar do Terreiro do Paço.

NOVO GOVERNO, NOVA VIDA

Finalmente, temos governo. Para quem esperava uma salada russa à direita e à esquerda, saiu um governo de acção. Nada mau. Em tempo de crise é o melhor que se podia desejar. O primeiro-ministro mandou descansar quem estava cansado, quem perdeu o norte, quem já se sentia mal na sua pele. Livrou-se de fantasmas e zombies. Para já, foi uma aposta na consistência e na graça. Consistência técnica e política. Graça feminina. Equilíbrio, bom senso e trabalho parecem-me ter sido as determinantes das escolhas. Excelentes notícias foram a continuação de Teixeira dos Santos nas Finanças e as idas de Vieira da Silva para a Economia e de Alberto Martins para a Justiça. O tridente por onde vai passar todo o sucesso ou insucesso da governação na hora de fazer o balanço. Sólidas as opções pela manutenção de Pedro Silva Pereira na Presidência, de Ana Jorge na Saúde e de Mariano Gago na Ciência e Ensino Superior. A continuação de Luís Amado nos Negócios Estrangeiros é uma opção pela segurança numa área cujo rumo tem tido algumas opções discutíveis. A escolha de Santos Silva para a Defesa (méritos políticos à parte) é um enigma. Espero que compreensível pelas chefias militares. Eu teria preferido ver alguém como Maria Carrilho ou Medeiros Ferreira nesse lugar. Quanto aos estreantes nada a dizer. Tirando Rodrigo Moita de Deus, com menos informação do que a que seria esperada pelas tiradas que debita, toda a gente que anda nos meios respectivos sabe quem são os novos, o que fizeram e o que valem tecnicamente. E merecem o seu período de graça. Menos expectável, sem pôr em causa bons desempenhos anteriores e a sua capacidade de trabalho, é a escolha de Lacão. Para mim seria mais óbvia a escolha de António José Seguro, atendendo ao período que atravessamos e à composição da Assembleia. Por agora não encontro razão para a continuidade de Rui Pereira na Administração Interna. Espero ainda vir a encontrá-la e que não venha a ser esse o elo mais fraco. Por mim, basta-me que governem bem, que é como quem diz, democraticamente, com senso, sentido das realidades e do interesse nacional. Sem tiques nem complexos. Já bastam os que geneticamente herdámos e os que o salazarismo deixou.

[também no Delito de Opinião]

A SAGA CONTINUA

(Reuters/JMRibeiro/Público)

BENFICA - 5 EVERTON - 0

E vão 42 golos em 13 jogos oficiais. Ontem, o Everton sofreu a sua maior humilhação na UEFA. Desde 1964 que uma equipa portuguesa não marcava cinco golos a uma equipa inglesa. Só foi pena o remate à barra de Di Maria. Máquina afinada é máquina que faz sonhar. Oxalá continue assim.

segunda-feira, outubro 19, 2009

PARA O ANO HÁ MAIS

Este venceu logo na primeira corrida em que participou no Mundial de F1.
Mas que raio, para que quer ele tantos volantes? Manias.

Em 1958, no Mundial de F1, este Maserati foi sublimemente conduzido por uma mulher chamada Maria Teresa (de Filippi). Deve ser do nome. Talvez daí as paixões.

As estrelas fizeram-se para brilhar.

A vencer até morrer.

UMA JORNADA INESQUECÍVEL (5)

Mesmo de pernas para o ar o tridente é o mesmo.

E que tal? Impressionante.

Em Le Mans estiveram sempre à frente do seu tempo.

Peter Revson. Será que este nome não vos diz nada?

A "bomba" do João Mira Gomes. Sempre simpático, um Secretário de Estado que faz a diferença e que continua apaixonado pelas velhas glórias. Foi pena a falta de combustível. E o emblema do Sporting na rectaguarda. Dá mau aspecto.

UMA JORNADA INESQUECÍVEL (4)

Continua cheio de sede. E de pica!

Será que estes nomes vos dizem alguma coisa? A mim muito. Até nos livros de Michel Vaillant.

O Lola de um campeoníssimo: Bobby Rahal.

Ainda se lembram do Chevron BMW de Kevin Jones?

Este carro espalhou o "pânico" às mãos de Bonnier.

UMA JORNADA INESQUECÍVEL (3)

Um velhor Ford GT 40

Temos quase a mesma idade. Só que este venceu no Mónaco.

Faz parte das minhas memórias. Um grande carro que foi genialmente conduzido por Ronnie Peterson.

Lotus quê? Em Portugal havia muitos mas eram da Scalectrix.

Inconfundível. O azul que faz sonhar de um mítico Alfa Romeo. O Giulia TZ. Só para apreciadores.