sexta-feira, dezembro 31, 2010

2011: ANO DA CIDADANIA

Como dizia o criador da pantera cor-de-rosa, a vida é um estado de espírito e isso exige que saibamos encará-la em 2011, com ou sem crises, na exacta medida dos nossos sonhos, fazendo da intervenção cívica um grito ao serviço da comunidade e do Estado de direito. Sem este não há democracia, nem estado social, nem liberdade. E a cidadania acabará por definhar e fenecer. Por isso desde já declaro 2011 o ano da cidadania.

Mas se por qualquer razão 2011 fizer de nós todos cartoons, então que o sejamos respirando saúde e lucidez.

terça-feira, dezembro 21, 2010

JUSTO PRÉMIO PARA UM CAMPEÃO

É ele o escolhido para "Personalidade do Ano de 2010" do WRC. É português e foi o primeiro a renovar o título de campeão do mundo de ralis de carros de produção. Chama-se Armindo Araújo e faz parte da galeria dos meus heróis. Justo prémio ao trabalho, ao talento e à perseverança.

MUDANÇAS

Há dois coisas que me deixam completamente sem jeito: a falta de saúde e mudanças. A primeira nem sempre depende de nós. A segunda tento encará-la como algo de positivo, independentemente dos contratempos que nos causa, a começar pela mudança de configurações do computador e do pó que se levanta quando se muda uma estante.

Estas coisas devem ser feitas quando importa fazer balanços. No final de cada ano ou no início de um novo ciclo. Enfim, nestas ocasiões vale sempre a pena citar Kierkegaard: "a vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para a frente". É o que vou fazer uma vez mais, com toda a fé do mundo e a utopia de sempre, ainda que não saia do mesmo sítio e as traças voltem sempre aos mesmos livros. E seja o que Deus quiser.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

ESTÁ FEITO O MAL

Sobre a promulgação pelo Presidente da República da nova lei de financiamento dos partidos políticos, disse no Delito de Opinião o que tinha a dizer.
Há alturas em que é preciso falar grosso. Preto no branco. Para que não nos confundam com a maralha serventuária.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

A LER

QUEM PAGA?

Aquilo que aconteceu com a barra da Fuzeta, incapaz de resistir durante um inverno que fosse à fúria do mar, depois de ali ter sido derretido quase um milhão de euros contra aquele que era o entendimento dos pescadores, não deixa de ser sintomático sobre a forma como alguns tecnocratas insistem em (não) resolver os problemas aumentando a despesa. A única pergunta que importa formular é a de saber quem paga o prejuízo, visto que a culpa, como todos sabemos, neste país ficou para tia.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

A LER

Vasco Pulido Valente sabe do que fala. E hoje em dia são tão poucos aqueles de quem se pode dizer isto que continua a ser fundamental ler o que ele escreve.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

CHRISTMAS LIGHTS

O último dos Coldplay em versão natalícia.

A MARTA MUDOU-SE

As presidenciais começam a mexer. Eu de vez em quando também. Desta vez foi no Delito de Opinião.

ASSIM VAI O PSD/ALGARVE

O sinal já tinha sido dado com a aprovação do orçamento e a posição tomada pelos acólitos de Alberto João Jardim na Assembleia da República.

Passos Coelho quer uma maioria absoluta. As sondagens dizem que ele caminha para lá. O PSD de Cavaco teve a sua dose. O PS de Sócrates também com resultados que me escuso de comentar.

O Presidente da República e actual candidato presidencial tem defendido a existência de maiorias absolutas como garantia de estabilidade e de governabilidade.

Estabilidade e governabilidade são duas coisas que não têm faltado ao PSD/Algarve. E, de facto, os resultados são tudo menos brilhantes, não obstante a forma mandarinal como durante décadas o Dr. Mendes Bota instruiu a sua tropa. Enquanto em Loulé se assinam protocolos de forma "totalmente transparente" com a IKEA, em Faro um ex-presidente de câmara que lá foi posto com o apoio do PSD e deixou a autarquia muito próximo do estado em que hoje se encontra, acusa Macário Correia de ser um "vendedor de ilusões". Ao mesmo tempo, em Albufeira, um presidente do PSD com maioria absoluta vê chumbadas pelo seu próprio partido as propostas que apresenta.

Não sei se teremos em Albufeira mais um caso que acabará como os de Gondomar ou Oeiras, mas se um primeiro-ministro promovesse a aprovação de um diploma pela Assembleia da República, numa situação de maioria absoluta, diploma que fosse depois rejeitado pelo seu próprio partido, que diriam Passos Coelho e Cavaco Silva?

Se são estes os exemplos que o PSD de Passos Coelho consegue dar ao País nesta fase em que ainda tenta chegar ao poder, imaginem o que será quando o Dr. Miguel Relvas começar a negociar o orçamento com o Dr. Alberto João Jardim e a distribuir os tachos que os "jotinhas" aguardam. Maioria absoluta, pois claro