quarta-feira, julho 04, 2007

NOVOS EQUIPAMENTOS, PRIMEIRA LIGA


Com a devida vénia, graças ao lagartão do meu amigo Miguel Gouveia, que o humor nunca fez mal a ninguém!

terça-feira, julho 03, 2007

1 SEGUNDO!



Foi quanto bastou ao Alinghi para bater o Team New Zealand na última e definitiva regata da America's Cup 2007.
Glória aos vencedores, honra aos vencidos.



ENVIESAMENTO JORNALÍSTICO



O Público de hoje, no Editorial, assinado por José Manuel Fernandes (JMF), estatui que a votação para a Câmara Municipal de Lisboa funcionará como "termómetro para perceber o estado da governação" e que aquela permitirá perceber qual o peso de listas "mesmo independentes", esclarecendo que estas são as "que correm contra o estado das coisas nos partidos" (sic).

A leitura que JMF faz das eleições autárquicas intercalares da capital é, para não dizer outra coisa, no mínimo obtusa, encontrando eu nela alguns laivos de um esquerdismo que supunha ja erradicado. Querer ver numa simples eleição autárquica, numa única cidade, embora esta seja a capital do país, um "termómetro para perceber o estado da governação" é não perceber nada do que seja uma eleição autárquica, é ignorar a natureza única e intercalar da eleição que vai acontecer em Lisboa e significa o desconhecimento total dos mecanismos de poder na capital, das subtilezas da luta política em Lisboa e da natureza única e inconfundível dos seus eleitores.

Quer o grau de informação, quer o nível cultural, quer, ainda, os problemas, anseios e expectativas dos lisboetas, não têm rigorosamente nada a ver com o resto do país, ou até mesmo com o que se passa em autarquia limítrofes.

Daí que, querer extrapolar os resultados eleitorais em Lisboa, quaisquer que eles venham a ser, para o todo nacional, vendo neles um termómetro "para perceber" o estado da governação, não se trata sequer de um exercício académico. O que JMF escreveu hoje no Editorial do Público é o enviesamento total de uma perspectiva jornalística séria e que se quer "de referência".

Querer aferir o peso das listas independentes, sabendo que nem todos os independentes correm contra os partidos, havendo mesmo alguns que correm com eles, e não contra eles, é de todo um disparate. Aliás, se assim não fosse, como poderia JMF justificar o aparecimento de independentes a encabeçarem listas de partidos?, como será o caso mais flagrante de Fernando Negrão.

E mesmo em relação a Carmona ou Roseta tenho sérias dúvidas que algum deles corra contra os partidos. Carmona corre por ele, para tentar lavar a face e limpar a sua vereação do imbróglio que criou. Quando muito corre contra Marques Mendes que foi quem lhe tirou o tapete, mas nunca contra o PSD ou contra os potenciais eleitores deste que são quem lhe pode dar alguns votos. E Helena Roseta só se tornou "independente" para se poder candidatar. Ou será que alguém duvida que se Sócrates lhe tivesse respondido à carta, e aberto o caminho para ela se candidatar, ela hoje correria sozinha?

Enfim, JMF depois de nos ter habituado à sua visão voluntarista e pró-Bushista que se seguiu ao 11 de Setembro e antecedeu a invasão do Iraque, entrou agora no fértil campo do sonho. Poderá sempre fazê-lo, mas então o melhor é deixar de escrever editoriais e dedicar-se à literatura ou a escrever guiões para filmes. O sonho, a imaginação, a diletância, o lirismo, são incompatíveis com um jornalismo que se queira sério e que vise, para além de informar, contribuir para a formação dos leitores.

segunda-feira, julho 02, 2007

A MORTE DAS DUNAS DOURADAS

No local situado a Norte do parque de estacionamento que se vê na imagem, fotografia obtida a partir do utilíssimo site do Algarve Digital, está em construção, desde há mais de um ano, um emprendimento turístico denominado, tanto quanto sei, "Dunas Douradas Beach Resort" ou algum semelhante. A praia das Dunas Douradas fica, para quem não sabe, no concelho de Loulé, entre o Garrão e Vale do Lobo. Era um local paradisíaco. E digo era, porque encostado ao parque de estacionamento foi construído um muro com cerca de 3 metros de altura, autêntico muro de Berlim em versão algarvia, que apesar da altura não consegue esconder a fealdade do empreendimento. Estou certo de que o Miguel Sousa Tavares, a Luísa Schmidt ou o Idálio Revés, adorarão fazer uma visita ao local e apreciar "ao vivo e a cores" a fealdade dos mamarrachos que estão a ser construídos. Só chaminés são às centenas, qual delas a mais feia. Mas o grave não é tanto que ele seja feio e monstruoso. Todos sabemos que o gosto se educa e cultiva e há muitos que não tiveram esse privilégio. O grave nem é que o empreendimento tenha sido licenciado pela entidade camarária competente, já que depois de tudo o que Sander Van Gelder construiu, e como construiu, em Vale do Lobo, já não se admite que continue a haver projectos destes sem adequado licenciamento e fiscalização. O grave é que entre o muro agora erguido e o início da duna não distem mais de 50 metros e que aquele mono, verdadeiro monumento ao "pato-bravismo", fique ali a perpetuar a paisagem. Agora, se querem mesmo saber, eu só gostava de ter a certeza de que o rumor que me chegou de que um dos consultores do empreendimento mamarracho é um político e dirigente local, que até já foi presidente de câmara, e que passa a vida a perorar em defesa do Algarve e da regionalização, não é verdade. É que se for mesmo verdade, então ele poderá ter a certeza de que eu irei até Lisboa e que não me calarei. Até que a voz e a mão me doam. Se há "crimes imprescritíveis", este é um deles.

O ABASTARDAMENTO DO CLUBE DA ÁGUIA



Como é habitual, no começo de cada nova época futebolística, foram apresentados os novos equipamentos do Sport Lisboa e Benfica para 2007/2008. Se quanto ao conjunto principal se mantém, basicamente, a linha anterior, pese embora a nova lista de cor branca, já no que concerne ao equipamento secundário ou alternativo muito haverá a dizer. Depois de equipamentos alternativos pretos, cinzentos e cor-de-laranja, já só faltava mesmo um que fosse rosa piroso e cinzento com um emblema cor-de-laranja e azul da PT. Para um clube que durante décadas correu mundo de vermelho e branco, de branco e vermelho ou todo de branco, custa muito ver o que está a acontecer com a escolha das cores dos equipamentos alternativos. O clube tem uma história e uma memória. Será que o presidente do clube não vê isto? Ou será melhor que nos preparemos para qualquer dia também termos equipamentos alternativos verdes ou azuis? Chega de mau gosto e de piroseira! Espero sinceramente que o Berardo não goste dos equipamentos.

AINDA OS VAMOS VER A LUTAR PELA SUBIDA!

FC Porto: Investigação do SEF pode resultar em expulsões
"A investigação aos processos de legalização de jogadores do FC Porto está a ser conduzida pelo SEF/Braga e pode resultar em processos de expulsão do país, disse hoje à Lusa fonte judicial.
Segundo a fonte, a investigação envolve atletas das equipas de futebol, andebol e basquetebol.
Além da suposta prática dos crimes de auxílio à imigração e permanência ilegal de estrangeiros, falsificação de documento, falsas declarações, corrupção para acto lícito ou ilícito, a investigação pode culminar na expulsão dos jogadores do país por permanência ilegal.
Tal não será caso inédito em Portugal, pois o SEF decidiu expulsar, em 2006, o jogador coreano do Sporting de Braga, Kim, por permanência ilegal, só não tendo a decisão ter sido executada porque o atleta foi, entretanto, vendido para o estrangeiro.
Segundo a fonte, o inquérito nasceu da investigação feita pelo SEF a um alegado esquema de legalização ilegal de imigrantes, que envolve uma advogada de Barcelos, um inspector e um funcionário do SEF.
Os processos dos atletas, entre os quais se contam o ex-portista Anderson, mas também, Lisandro Lopez, Lucho González, Bruno Moraes, Ibson, Leandro do Bomfim e Cláudio Pitbull, foram apreendidos pelo SEF em busca efectuada às instalações do FC Porto.
O alegado «facilitismo» na legalização de jogadores tem como principal suspeito o funcionário José Alberto Bessa que se encontra preso preventivamente à ordem do processo da advogada barcelense.
Segundo a fonte, o recurso a processos irregulares na legalização de atletas estrangeiros prende-se com o facto de a lei portuguesa exigir que, quando assinam contrato de trabalho, obtenham o visto de residência no país de origem, o que nem sempre é feito, «porque não dá jeito nenhum ter de regressar ao Brasil ou à Argentina».
A fonte frisou que, caso a investigação conduza a expulsões por permanência irregular, os restantes clubes podem invocar os regulamentos da Liga Portuguesa de Futebol Profissional para pedir que sejam considerados mal inscritos nas provas em que participaram.
Para além da concessão irregular de autorizações de residência, o SEF está a investigar a autenticidade de outros documentos, como é o caso dos passaportes europeus de jogadores argentinos.
Na investigação, está em causa uma alegada aceitação por parte de funcionários do SEF de prendas do F. C. Porto, como camisolas de futebolistas e bilhetes para jogos.
A investigação envolve a entrada e permanência em Portugal do brasileiro Anderson, no início de 2006, com base num contrato de trabalho fictício apresentado pela sua mãe como cozinheira num restaurante do Porto.
À data o atleta era ainda menor de idade e tinha de ser legalmente representado pela progenitora
".

Diário Digital / Lusa
02-07-2007 11:05:00

CASCAIS 2007, MUNDIAIS DE VELA NA MAIS BELA DAS BAÍAS

(foto Insustentavelmente)
Fica tranquilo, elas que se acalmem, que eu não tarda apareço por aí!

EVIDÊNCIAS



"As campanhas eleitorais não servem só para colar cartazes e fazer discursos. São a grande oportunidade que os eleitores têm de tentar perceber quem são aquelas pessoas que pedem o seu voto, especialmente no caso de candidatos como Negrão, que chegaram ontem à política e têm apenas no currículo uma passagem pelo Governo anedótico de Santana Lopes e uma derrota nas autárquicas de Setúbal. Se Fernando Negrão não se consegue preparar para uma entrevista na rádio, como é que podemos esperar que se prepare para resolver os problemas da Câmara? A pergunta não é demagogia - é precaução" - (in Sábado, nº 165, 28/6/2007,Editorial)

ERROS MEUS, MÁ FORTUNA A MINHA


"(...) As várias pessoas, porém, consultadas pelo Presidente, após a eleição, tiveram uma posição unânime que recomendava a manutenção do governador. Não que a unanimidade derivasse dos méritos do titular do cargo, mas antes do receio de que a mudança trouxesse uma instabilidade execessiva. A par destas opiniões, outra razão obstou à mudança. O pudor de Sampaio em nomear um amigo [Magalhães e Silva].
Chegado o tempo da decisão, Sampaio manteve o general, mas impôs novas regras e novas práticas. Um controlo mais apertado a que Rocha Vieira não estava ahbituado e com o qual nunca se conformou.
Alteraram-se as rotinas e os hábitos de relacionamento entre Belém e Macau. O governador passou a enviar - por solicitação de Sampaio - realtórios regulares sobre a evolução dos processos e a situação no território. Magalhães e Silva ficou por Lisboa, mas tornou-se num dos alicerces permanentes de Sampaio no dossiê.
Pessoalmente, acredito que se tratou de uma decisão de que Sampaio se arrependeu alguns meses depois. Independentemente da seriedade das intenções, Rocha Vieira não era um inocente. Sempre se preocupou mais em salvaguardar o seu papel na História do que propriamente com o desfecho da história. O que, convenhamnos, não era a melhor atitude para enfrentar o mar encapelado que nos levaria até à transição de soberania. A vaidade é legítima, mas exige seriedade e contenção. Em excesso torna-se irresponsável e perigosa." (p. 316)

"(...) Foi, por isso, com grande incredulidade que, dois anos mais tarde, em Outubro de 1999, foi encarada em Belém a vontade assumida por Rocha Vieira, e transmitida a Sampaio, que apontava no sentido de constituir uma nova Fundação.
O Presidente que já tinha dado o tema das Fundações por encerrado foi apanhado de surpresa com esta manifestação de vontade do general, ainda para mais quando faltavam dois meses para a cerimónia de transferência. Tratava-se de um domínio que estava preenchido e onde estava feito o que tinha de ser salvaguardado pelas autoridades portuguesas.
A primeira indicação sobre a Fundação Jorge Álvares foi dada pelo governador, no final de uma reunião de trabalho com Sampaio, em 1 de Outubro e que antecedia a visita de Jian Zemin a Portugal. Habitualmente, é sempre assim. Deixamos para o fim assuntos sobre os quais não estamos seguros ou que, adivinhando dificuldades, apostamos no desgaste do nosso interlocutor, tentando o assentimento gerado pelo cansaço. Mas tal não aconteceu.
Desde a primeira hora, Sampaio aconselhou Rocha Vieira a não avançar, pelo menos nos termos em que a iniciativa lhe fora apresentada.
Vinte dias depois, em nova reunião e perante a insistência do governador, Sampaio reiterou a oposição à constituição da Fundação em dois pontos. Em primeiro lugar, considerava já existir um número bastante de fundações em Macau. Por outro lado, entendia que o governador deveria estar fora dessa iniciativa. Mas se insistisse em avançar, recomendou Sampaio, impunha-se que a Fundação que viesse a ser constituída se subordinasse a um controlo político análogo ao da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, mediante nomeação pelo primeiro-ministro do Conselho de Administração da Fundação. Mais: deveria ter o acordo expresso da aprte chinesa, já que se destinava a vigorar para além de 1999. A reunião terminaria com a concordância de Rocha Vieira em relação às observações levantadas pelo Presidente.
Quando a vontade nos consome não há argumentos, por mais sensatos e avisados que sejam, capazes de travar-lhe o ímpeto. Não estranhou, por isso, a persistência com que o Governador continuou a acalentar o projecto inicial. A Fundação, mais do que um instrumento de incentivo entre Macau e Portugal, sempre foi pensada como um instrumento de intervenção política.
(...) O tema voltaria a ser abordado a menos de um mês da data da transferência - 30 de Novembro, Rocha Vieira reiterou o que já anteriormente tinha transmitidos a Magalhães e Silva e Sampaio transmitiu-lhe que, nessas circunstâncias, não se devia avançar com o processo. A experiência elvou o Presidente a dizer mais uma coisa ao Governador: se necessário, reservava-se o direito de dar conta pública de que nada tinha a ver com o assunto. E foi a contragosto, com o avolumar da polémica, que o Presidente se viu obrigado a prestar esclarecimentoss públicos sobre a matéria.
Sabe-se o que se seguiu, a Fundação foi constituída a 14 de Dezembro, num acto quase clandestino de que só se viria a saber pelas notícias publicadas na imprensa, em Janeiro de 2000. Até hoje continua adormecida e sem qualquer difusão do que faz e ao que se dedica" (pp. 318 e 319)

NOVA VITÓRIA DE PEDRO LAMY


Desta vez foi nos 1000 Km de Nürburgring, etapa da Le Mans Series 2007 e fazendo equipa com o francês Sarrazin. O Peugeot 908 HDI FAP está cada vez mais fiável e os resultados de Lamy já não espantam ninguém.

sexta-feira, junho 29, 2007

DANIELA HANTUCHOVA



É nova tennis starlet da Eslováquia, jovem, bonita, joga um ténis fantástico, rápido e vigoroso. Ocupa actualmente o 12º lugar do ranking mundial. Para além disso está a fazer um magnífico torneio de Wimbledon. Este fim-de-semana continua a saga. A não perder.

CONFIDENCIAL



Excelentes jornalistas costumam dar bons escritores, bons cronistas ou, simplesmente, bons contadores de histórias. João Gabriel não foge à regra, para desespero de alguns como Santana Lopes e Rocha Vieira. O livro que agora conhece a luz pretende ser um testemunho fiel da década que o seu autor passou em Belém, ao lado do Presidente Jorge Sampaio. Finalmente, vai-se ficar a saber mais alguma coisa sobre Macau e sobre o que pensava o inquilino de Belém relativamente aos nefastos acontecimentos dos anos finais da presença portuguesa em Macau. Já não era sem tempo e os portugueses, os que não estavam em Macau e os que por lá andaram, continuam a ter o direito de conhecer a verdade. Se não toda, pelo menos a que é desvendável por alguém que esteve "lá dentro". A verdade não prescreve, nem mesmo quando decretada por um tal de José Hermano Saraiva.

DISCOTECA IDEAL

Normalmente ninguém oferece nada à borla, a não ser que tenha algo mais em mira. A FNAC, como empresa comercial que é, não foge à regra. Só que ao contrário de outras empresas, e pese embora alguns excessos como essa história do "preço mínimo garantido" que nem sempre é mesmo assim, tem prestado bons serviços aos portugueses, pelo menos aos portugueses com acesso a ela. Em Faro não há FNAC porque em tempos um senhor presidente de Câmara pensou que a FNAC era uma grande superfície do tipo "Continente" ou "Jumbo" e vai daí não autorizou a sua instalação no único sítio decente que havia e que agora está fechado a apodrecer, ali, à entrada de Faro. Felizmente que a FNAC não se deu por vencida e foi até à generosa terra de Albufeira, onde pôde finalmente abrir um espaço que servisse as populações do sul.

Foi lá que encontrei este pequeno catálogo, que tem na capa a reprodução de um quadro célebre de Amadeu de Souza Cardoso, quadro esse que ainda há bem pouco tempo foi possível admirar na Fundação Gulbenkian. Para além de ter explicações simples sobre a composição de uma orquestra, de apresentar uma visão cronológica da música, de abordar de uma forma simples os registos vocais e as escalas, o catálogo apresenta mini-biografias de alguns compositores e duas listas de obras destinadas aos neófitos da música clássica ou simplesmente dirigidas a quem nada saiba e queira começar por aprender alguma coisa. As duas listas, uma com 50 obras e a outra com 258, reúnem o básico para quem se queira iniciar e tenha dificuldade em saber por onde começar. A isto também se chama serviço público. E não custa muito.

quinta-feira, junho 28, 2007

TRÊS EM UM


O meu amigo V. Nogueira fez-me chegar essa fotografia tirada no dia 26 de Janeiro, em Perth (Austrália). Enquanto decorria um festival de fogo de artifício começou uma trovoada e, ao mesmo tempo, o mais insólito aconteceu: um terceiro clarão surgiu (lado direito da imagem, junto ao raio da trovoada). Era o Cometa McNaught, actualmente visível no hemisfério sul. E da noite fez-se dia. Há horas de sorte.

ORDEM DOS NOTÁRIOS PREPARA CHÁ E BOLINHOS!


O meu amigo J. Frazão fez-me chegar o rumor de que o senhor da foto, o actual chefe de fila dos notários privados, se prepara para organizar uma espécie de happening destinado a protestar, digo eu, contra a falta de proteccionismo do Estado e do ministro da Justiça ao notariado privado. Ou seja, para defesa dos privilégios que herdaram do notariado público sob a aparente defesa do interesse público e dos direitos dos cidadãos. Depois dos inenarráveis anúncios que publicaram na imprensa a oferecer serviços e dos protocolos com bancos e mediadoras imobiliárias através dos quais se colocaram de gatas, só faltava mesmo ver os senhores, agora auto-proclamados profisionais liberais, a fazerem uma "paralisação laboral". Dizem-me que não lhe querem chamar greve. Porquê? Parece mal, têm medo de chamar os bois pelos nomes ou já será vergonha do escândalo? E serviços mínimos vão assegurar? É que há para aí uns empresários que não se ensaiam nada em mudar para o notário do lado logo ao primeiro amuo. Eu quer-me parecer que será só fogo de vista. E a avaliar pela maneira como por aí se vai facturando, não haverá muitos que estejam dispostos a largar a teta. Nem que seja só por uns dias, embora às vezes as aparências possam iludir.

ESTES JÁ ESTÃO FIRMES

Óscar Cardozo
"Óscar "Tacuara" Cardozo is a Paraguayan football striker. He was born on May 20, 1983, in the city of Juan Eulogio Estigarribia in Paraguay. He currently plays for SL Benfica, of the Portuguese Liga.
Cardozo played for
24 de Junio and 3 de Febrero in Paraguay before moving to Club Nacional in 2005.
Cardozo arrived at Newell's in the second half of 2006 for a transfer fee of $1.2million after scoring 17 goals for Nacional in the
Paraguayan first division Apertura tournament. At Newell's, he joined fellow Paraguayans Diego Gavilán, Santiago Salcedo and Justo Villar and became an immediate success hitting 11 goals in 16 games in the Apertura 2006 tournament. As a result of his good performances, Cardozo was voted the 2006 winner of the Paraguayan Footballer of the Year award.
The Paraguayan international started the 2007 season brilliantly. He had notched up 10 goals for
Newell's and was crucial for the Argentine to escape the cellar of the Clausura and creating a likely chance of being involved in the Copa Libertadores next year. His recent success earned him a spot in the Paraguay national team that will participate in the 2007 Copa America.
On June 21st, 2007, Cardozo officially signed for
Portuguese giants, SL Benfica, for an approximate amount of 9.1 million euros" - in Wikipedia

Gonzalo Bergessio
"Joga por toda a frente de ataque com grande inteligência, revelando capacidade técnica e leitura de jogo. Tanto surge na área a rematar como um nº9 puro, como mais descaído, fazendo um passe de morte. É este o estilo de Gonzalo Bergessio, 22 anos, um avançado muito oportuno (1,78m. e 72kg.), com precisão de passe, ágil, astuto a segurar a bola e com remate colocado. Formado no Platense, passou a época passada pelo Instituto e agora alinha no Racing." - in Planetafutebol.com

Já só falta um treinador!

A LEONOR PINHÃO PODIA SER ÁRBITRO

Todos sabemos que o presidente do SLB não tem o dom da palavra, ou melhor, da verborreia, como tem o seu homólogo do FC Porto. Fala pouco, nem sempre bem, mas de vez em quando salta-lhe a tampa e aqui vai disto. Há dias, estava o papa do Dragão a perorar, depois de ter levado com o terceiro despacho de acusação por corrupção, dizendo que o SLB tinha pago uma viagem a uma jornalista, que ainda por cima toda a gente sabe - é público e notório - que é adepta do SLB e que assina colunas nos jornais com o seu próprio nome, querendo com isso dizer que havia certamente alguma similitude entre o oferecimento de uma viagem aérea a uma jornalista e a oferta a árbitros da 1ª Liga de peças em ouro, dinheiro em envelopes, viagens ao Brasil ou noites com muita "fruta" de carne e osso. Vieira, que nem sempre está bem, respondeu à letra a Pinto da Costa, dizendo que os jornalistas ainda não apitam jogos de futebol. Pois não, e eu acrescentaria que também não dão sopapos nos jogadores e adeptos das equipas adversárias, não contratam serviços de terceiros para oferecer a árbitros antes dos jogos das equipas do seu coração nem insultam publicamente os adeptos e simpatizantes de outros clubes durante os seus próprios jogos. O drama de Pinto da Costa é que a Leonor Pinhão até podia ser árbitro ou ter barba e bigode como o major Loureiro. Mas como não é árbitro nem tem barba, também nunca poderia ser convidada para os almoços e jantares com muita fruta que se organizavam lá para os lados do Dragão, e de nada lhe poderá valer nos processos em que anda metido. O cerco aperta.

ESTRANHAS REPORTAGENS


O Diário de Notícias, que desde há uns meses começou a ser um jornal esquisito, apresentando um padrão indefinido, certamente por via das mudanças entretanto introduzidas ao nível da sua direcção, mudanças essas que o têm vindo a aproximar de jornais como o Correio da Manhã e O Crime, inseriu no passado dia 26 de Junho uma reportagem sobre a Região de Turismo do Oeste. A reportagem parece mais um daqueles artigos de publicidade paga, ocupando as páginas centrais da edição, com duas chamadas de atenção ao novo Westin Hotel de Eduardo Netto de Almeida e ao Bom Sucesso Design Resort, enaltecendo a excelência desses empreendimentos, e com uma mini-entrevista a António Carneiro, o presidente da referida Região de Turismo. Curiosamente, as chamadas, os destaques da reportagem, vão para duas frases que no mínimo soam a estranho em atenção à reportagem que é e ao momento em que foram produzidas. Uma "esclarece" que "O aeroporto na Ota é tema que interessa pouco a estes projectos" e a outra refere que os "Autarcas dizem que defesa do ambiente é um princípio". Sabendo nós quem são os investidores, o que eles andaram a fazer nos últimos anos, que investimentos fizeram e em que parcerias se meteram, o destaque que é dado a tais frases, num momento em que se discute a OTA e a defesa do património ambiental e paisagístico, torna-se bizarro. A não ser que para o interessados, investidores e autarcas da região do Oeste seja mais conveniente um aeroporto em Alcochete ou no Montijo do que na OTA. A António Carneiro só faltou mesmo dizer isso. Ou se calhar até disse, mas na reportagem é que não saiu. Enfim, dúvidas, eventualmente sem razão, que nascem com estranhas reportagens e curiosos critérios jornalísticos.

DOIS PESOS E MUITAS MEDIDAS DE ACORDO COM AS CONVENIÊNCIAS


O senhor da foto é Paulo Teixeira, o presidente da Câmara Municipal de Castelo Paiva, projectado para a ribalta graças ao nefasto acontecimento da queda da ponte de Entre-os-Rios, no tempo do engº Guterres e que levou à demissão de Jorge Coelho. Ao que parece, para além dos louros, Paulo Teixeira também colheu algumas inimizades e uma série de processos judiciais nos quais é arguido. Hoje, o Correio da Manhã revela que o senhor já foi convidado por Marques Mendes, o excelso líder do PSD, para se recandidatar à presidência do Município nas autárquicas de 2009, embora seja arguido em variadíssimos processos. Até agora não ouvi uma palavra do líder do PSD ou do próprio Paulo Teixeira a desmentir a notícia, mas não posso deixar de sorrir depois de recordar qual o argumento utilizado por Marques Mendes para afastar Valentim, Isaltino ou Carmona Rodrigues. Para o PSD e o seu líder há arguidos e arguidos e há alguns que até são menos do que outros. Em especial se derem jeito!

quarta-feira, junho 27, 2007

ASSUSTADOR

O relatório da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas sobre o endividamento do poder local, ontem (27/6) divulgado por via do Jornal de Negócios, contém alguns números brilhantes: 48 câmaras em situação de ruptura financeira, 227 dos 308 municípios não têm liquidez para pagar dívidas de curto prazo, 15% das autarquias precisam de um plano de emergência para reequilibrar as contas... e por aí fora. Não vale a pena continuar. Entre as piores estão Gondomar, Sines, Celorico da Beira, Sátão, Fornos de Algodres, Nazaré, Valongo, Seia, Castelo de Paiva, Caldas da Rainha, Silves, Covilhã, Lisboa, Chamusca, Portalegre. Das que estão em situação de falta de liquidez retive Santarém, Lisboa, Porto, Gondomar, Valongo, Maia, Vila do Conde, Aveiro, Figueira da Foz, Covilhã, Cascais, entre outras. De todos os autarcas veio logo a terreiro o grande gautama de Gondomar dizer que os académicos que fizeram a investigação estavam todos errados e que queria um pedido de desculpas dos autores do estudo porque na sua autarquia aquilo funcionava tudo às mil maravilhas. Valentim Loureiro não se enxerga mesmo, mas essa parece ser a sina deste país com muitos dos seus autarcas, como agora de novo se comprova. Não têm a noção das suas limitações e à custa do poder local, do compadrio, do populismo, e com muita incompetência à mistura, vão enterrando as autarquias que servem. Um mimo.

segunda-feira, junho 25, 2007

POLÍTICOS MENORES DIZEM ASNEIRAS MAIORES

Aqui há uns anos o jovem Sérgio Sousa Pinto conquistou um lugar nas listas do PS e tornou-se deputado. Ficou famoso pelas suas "questões fracturantes", entre as quais enfileirava o aborto, os direitos dos gays e das lésbicas e mais uma infinidade de questões menores. Entretanto, tornou-se eurodeputado e amigo do velho Soares, que viu nele um exemplo da juventude e do futuro. Na altura desconfiei de tanta promoção. Agora, depois de ler a entrevista dele ao DN de hoje fiquei com a certeza de que é mais um desses produtos típicos da partidocracia portuguesa. Vazio, cheio de frases feitas, sem passado ou percurso profissional visível, mas com o rei na barriga e sempre pronto a ditar sentença. Da referida entrevista repesquei a pérola que se segue:

"A minha posição pessoal é contrária, por princípio, ao instituto do referendo. Não lhe reconheço nenhum ganho político e só é sintoma da crise do sistema parlamentar. A verdade é que os parlamentos são indispensáveis ao funcionamento da democracia e os referendos não. É o Parlamento que define a democracia, não é o referendo. O referendo só é um instrumento legítimo e adequado para as questões menores." [negrito do autor do post].

Com que então adequado para questões menores? Presumo que entre estas o sábio eurodeputado inclua o aborto e a regionalização, referendos que, embora menores, segundo ele, foram promovidos pelos seus camaradas de partido e secretários-gerais, António Guterres e José Sócrates, com o apoio das respectivas comissões políticas. Aliás, sendo essas questões menores, ficamos todos à espera que ele nos diga quais as questões maiores que não podem nem devem ser objecto de referendo e quais as questões menores para as quais ele será adequado.

sexta-feira, junho 22, 2007

HOJE EM FARO


Integrado no Ciclo Beethoven, para o caso de querer ir e ainda conseguir arranjar bilhete, há o Concerto para piano n.º 3. É no novo e mal acabado Teatro Municipal. Com o Pedro.

CHEGOU O VERÃO...

(Caterina Murino)
... e com ele as novas Bond Girls. O homem tem ar de trolha, mas elas não. E ainda há mulheres que se pintam de amarelo... Divirtam-se!

SINGAPURA DO ATLÂNTICO


O indescritível presidente do Governo Regional da Madeira referiu há dias que queria transformar a Madeira na Singapura do Atlântico. Eu estou em crer que, uma vez mais, Alberto João Jardim não sabe do que fala, tantas e tão abissais são as diferenças entre as duas ilhas. Desde logo, porque não consta que Singapura receba qualquer subvenção do orçamento de Estado malaio para fazer face aos seus custos de insularidade. Como também nunca se ouviu dizer que na cidade do Leão a lei não fosse escrupulosamente cumprida em todos os lugares e a qualquer hora do dia. Se Jardim se quer comparar a Lee Kuan Yew, então o melhor é começar a deixar de fazer aquelas figuras de copo numa mão e microfone na outra enquanto discursa nas festas do Chão da Lagoa e deixar de exibir a sua volumosa pança nos desfiles carnavalescos do Funchal. Também não consta que altos dirigentes do Governo de Singapura se envolvam em cenas de pancadaria em restaurantes locais ou que os membros do parlamento local façam negócios com o governo do seu próprio partido. Se a Madeira, alguma vez, quiser aspirar a ser a Singapura do Atlântico, então o melhor mesmo é começar por se livrar de Alberto João Jardim, do Ramos e de toda aquela pandilha que por lá prolifera, começando por conferir alguma seriedade e decoro à coisa. É que enquanto isso não acontecer a única comparação que se poderá estabelecer entre a Madeira e Singapura resumir-se-á a saber se o Savoy é melhor que o Raffles ou vice-versa. Eu, por mim, prefiro o Raffles, sempre está num ambiente mais cosmoplita e civilizado, longe da boçalidade e dos espíritos de sacristia.

SE ESTÁS POR TAVIRA...


...ao menos aparece.
Nós também gostamos de amêijoas e de uma boa cavaqueira à roda da mesa!

JÁ NÃO SE PODE METER GASOLINA E IR AOS CHARUTOS EM PAZ!


"A Guardia Civil espanhola descobriu ontem nos arredores de Ayamonte, perto da fronteira do Guadiana, uma carrinha de matrícula portuguesa com 115 quilos de explosivos e detonadores pertencentes à ETA. O veículo não estava armadilhado e serviria apenas para transportar os explosivos, que eventualmente seriam usados num atentado que estaria a ser preparado por outro comando terrorista. A zona onde foi encontrada a carrinha faz temer que a ETA esteja a preparar uma nova ‘campanha de Verão’ contra alvos turísticos no Sul de Espanha." - texto e imagem da edição on line do Correio da Manhã

quarta-feira, junho 20, 2007

CAMPEONES

Só de pensar que o equivalente espanhol do FC Porto ficou pendurado mais uma vez...
O link está na coluna da direita.

O GOVERNO NÃO SAI DO OUTRO E ELE NÃO SAI DO CALDAS


Foi confrangedora a prestação do Telmo Correia no debate de ontem à noite na SIC Notícias. Com excepção de uma tirada certeira ao António Costa, o Telmo não está a acertar uma. Pelo andar da carruagem vai continuar no Caldas e a fazer o pecurso para São Bento. Não deixa de ser grotesto para quem há tão pouco tempo disputava a liderança do partido e assistiu de camarote à reconquista de Portas. O Telmo tem estofo para mais, mas eu compreendo que às vezes seja difícil sair da sombra de Paulo Portas.

DEPOIS DE ALCÁCER VEIO O DESASTRE DE ALCOCHETE


O relatório encomendado à Universidade de Aveiro tinha tudo para surgir como uma achega credível ao processo de discussão da OTA. Mas as recentes declarações de Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, a confirmação de Lobo Xavier e a forma desastrada como a informação tem sido gerida continua a não augurar nada de bom. Eu percebo a urgência em arrumar a casa de José Sócrates e o esforço da CIP para levar a água ao seu moínho, mas há coisas que não se dizem e muitas outras em que até fica mal pensar. Talvez seja tempo do primeiro-ministro começar a escolher melhor as suas equipas e, em especial, os seus interlocutores. A confusão já é mais que muita e ou eu me engano muito ou a procissão ainda vai no adro. A ver vamos os futuros desenvolvimentos.

POUCO INTELIGENTE...

... a decisão de José Sócrates de processar o blogger que denunciou o caso da sua licenciatura. A não ser que esteja à procura de mais lenha para a fogueira, o que seguramente não fará dele um mártir.

PARABÉNS ATRASADOS


Ao brilhante 2º lugar ao Pedro Lamy na clássica prova de Le Mans. Para o ano há mais. Uma vez mais, como já alguém sublinhou, a águia (germânica) levou a melhor sobre o leão (francês). Onde é que eu já ouvi isto?

sexta-feira, junho 15, 2007

ESTE FIM-DE-SEMANA HÁ...

... 24 Horas de Le Mans e o Peugeot de Pedro Lamy vai sair da pole position. A não perder.

quarta-feira, junho 13, 2007

SOLIDARIEDADE...


...manifesto eu a Saldanha Sanches, na sua cruzada contra a corrupção e pelo saneamento financeiro das autarquias. Longe vão os tempos das aulas de Finanças Públicas e as nossas discordâncias, mas o estilo não mudou. Pode-se discordar dele, mas não dos meios que usa, da sua frontalidade, nem dos objectivos que prossegue. E se for preciso ajudá-lo, o que eu não creio que venha a ser necessário, eu próprio posso relatar aquilo que tenho visto, enquanto advogado e cidadão, nalgumas autarquias e da forma como alguns autarcas enterram a cabeça na areia quando não convém fazer ondas nem incomodar os poderosos da região. Ou de como se persegue por puro acinte, dor de cotovelo e vingança pessoal e política.

AINDA A OTA E MÁRIO LINO A BORREGAR


O tiro veio de onde menos se esperava. Refiro-me ao estudo encomendado pela CIP e que vem apontar Alcochete como o melhor, diria mesmo único, local para se construir um aeroporto nas proximidades de Lisboa com custos financeiros e ambientais aceitáveis. O ex-ministro do Ambiente poderá não ter um sentido de humor refinado, podendo mesmo pecar pelo mau gosto, como Cavaco Silva tão bem sabe, mas de um ponto de vista técnico quer-me parecer que o homem é competente e tem razão sobre este assunto.

É óbvio que a construção do aeroporto em Alcochete, como alternativa à OTA, pela forma discreta como as coisas foram feitas, deixou muita gente irritada e desacreditou muitas mais. Entre os primeiros estarão o primeiro-ministro e o ministro Mário Lino, os autarcas do Oeste e os homens do lobby de Macau, liderados por Neto de Almeida, a Imobiliária do Fez e os senhores da Marriott que investiram em Pedras D'El Rey. Gente que já ganhou muito e bom dinheiro e que se preparava para continuar a ganhar com a especulação imobiliária. Os autarcas também embora não gostem de ouvi-lo.

Já quanto aos segundos, contam-se Marques Mendes e toda a direcção do PSD, agora também de candeias às avessas e que depois de ter corrido a abraçar o Poceirão e todas miragens que pudessem jogar contra o Governo, vieram logo a correr aplaudir a solução Alcochete. Nada a que não nos tivessemos habituado já.

Triste, muito triste, continua a ser o papel de Mário Lino, que continua a afinar pelo diapasão da asneira. Desta vez, depois de ter engolido um sapo do tamanho da OTA, recebeu a delegação dos autarcas do Oeste e, imagine-se, manifestou-lhes solidariedade. Depois de tudo o que já aconteceu e de todos os jamais (à francesa)que proferiu, era só mesmo o que faltava ter um ministro solidário com a especulação, com o despesismo e com a teimosia irracional.
Mas desde quando é que um membro do Governo, e numa questão como a da construção de um novo aeroporto internacional, tem legitimidade ou autoridade política para poder manifestar solidariedade a, verdade seja dita, interesses privados, interesses locais e compadrios regionais, quando se sabe que em causa está o interesse nacional, uma decisão que a todos afecta a médio e longo prazo e que se repercute ao longo de décadas no bolso de todos os contribuintes?

sexta-feira, junho 08, 2007

ESTE FIM-DE SEMANA HÁ

Condecorações em barda ...


...e ondas no Guincho.

INACREDITÁVEL

"O ex-cabo Costa é um 'serial killer' psicopata" - título na última página de hoje do Diário de Notícias, reproduzindo declarações da psicóloga forense Marta Rebocho.

O ex-cabo Costa está neste momento a ser julgado e não conta que já tenha sido condenado ou absolvido por sentença com trânsito em julgado! Este será, sem dúvida, o novo rosto do Diário de Notícias pós-António José Teixeira. Há gente no DN que não merecia isto.

LITERATURA PARA O FIM-DE-SEMANA


JÁ TEM UNS DIAS, MAS EU AINDA NÃO TINHA LIDO

Com a devida vénia, notícia extraída do Público on-line e à qual a Câmara Corporativa já dedicou a devida atenção no passado dia 3 de Junho:

Isaltino Morais nomeou Marques Mendes para Universidade Atlântica à margem da lei 03.06.2007 - 08h13 Leonete Botelho

O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, pediu explicações à Universidade Atlântica sobre o motivo pelo qual o actual líder do PSD, Marques Mendes, foi pago em senhas de presença pelo desempenho das funções de presidente da direcção da empresa proprietária daquela instituição, durante quase três anos. Mas a lei é clara: Marques Mendes não devia ter sido nomeado, porque na altura era presidente da Assembleia Municipal (AM) de Oeiras, órgão que a lei exclui para nomeações deste tipo.
Recordemos os factos e os tempos. Corria o ano 1999, Isaltino Morais era o presidente da autarquia escolhido pelo PSD e Marques Mendes presidia à AM de Oeiras. A Universidade Atlântica era, como agora, uma empresa participada por aquele município em 41 por cento. Foi nessa altura que Isaltino nomeou Marques Mendes, deputado do maior partido da oposição, presidente da direcção da Ensino, Investigação e Administração, empresa proprietária da Universidade Atlântica. Isto apesar de a lei então em vigor sobre as competências e regime de funcionamento dos órgãos dos municípios não o parecer permitir.Diz o artigo 64.º da Lei n.º 169/99 de 18 de Setembro, no n.º 8, que as nomeações de representantes do município nos órgãos de empresas ou entidades em que participe no capital "são feitas de entre membros da câmara municipal ou de entre cidadãos que não sejam membros dos órgãos municipais". Exclui pois, expressamente, a assembleia municipal, caso contrário seria uma norma escusada, como explica ao PÚBLICO um especialista em Direito Administrativo.Esse pode ser o motivo pelo qual Marques Mendes não recebeu uma remuneração pelo desempenho daquelas funções, mas apenas senhas de presença, além de refeições, deslocações e combustíveis. Isto porque, enquanto deputado, bastava não estar em regime de exclusividade para poder auferir uma retribuição por outras funções. Na passada quinta-feira, o "Correio da Manhã" revelava a situação em que foi pago o actual líder do PSD por uma função para que tinha sido nomeado por Isaltino Morais, mas sugeria que podia tratar-se de uma forma de fuga ao pagamento das contribuições para a Segurança Social. No dia seguinte, o "Diário de Notícias" dava eco às preocupações do presidente da Câmara de Oeiras — excluído das listas do PSD nas últimas autárquicas por suspeitas de crimes de corrupção. No mesmo dia, o caso chegou ao Parlamento, quando o deputado socialista Marcos Sá, também deputado municipal em Oeiras, apresentou um requerimento pedindo informações à autarquia sobre aqueles pagamentos.Ao DN, Isaltino considerava o caso surpreendente e revelava ter pedido à Universidade Atlântica "os esclarecimentos devidos, até porque a Câmara de Oeiras é a sua maior accionista". "Perguntei à universidade; do dr. Marques Mendes não quero esclarecimentos nenhuns, não tenho com ele qualquer tipo de relação", afirmava. O autarca dava assim conta, uma vez mais, do mal-estar que se instalou entre ambos desde as autárquicas de 2005.Mas nem sempre foi assim. Apenas um ano antes das eleições para as autarquias, em Dezembro de 2004, o já então líder do PSD escreveu um elogioso prefácio a Isaltino Morais, no livro de discursos de Teresa Zambujo, a substituta do autarca entre 2002 e 2005 à frente do município quando aquele subiu ao Governo."Suceder a um autarca modelo como foi, durante 16 anos e com indiscutível mérito, Isaltino de Morais não era tarefa fácil. Bem pelo contrário. Seria sempre uma tarefa espinhosa e difícil", escrevia Marques Mendes em "Oeiras — Um Permanente Desafio", numa altura em que a gestão do autarca já estava sob investigação.

quarta-feira, junho 06, 2007

SIMPLEX DE HORAS



Ontem tive oportunidade de ter uma experiência de terceiro grau com o Simplex. Aproveitei o facto de estar em Lagoa (Algarve) e dirigi-me à respectiva Conservatória do Registo Comercial para promover alguns actos de registos de sociedades. Pensava eu que com o Simnplex seria tudo mais fácil, mas eis que, a final, foi tudo uma complicação. Vejamos porquê.

Os registos que eu tinha que efectuar traduziam-se no seguinte: uma constituição de sociedade, uma cessão de quotas e uma alteração de pacto, renúncia à gerência, cessão de quotas e unificação de uma outra sociedade.

Actos de registo sem dificuldade de maior suportados em três escrituras (bem sei que já não é necessária escritura pública para os actos em causa, mas se o cliente quer que seja por escritura pública, com toda a solenidade e custos, não é ao advogado que compete contrariá-lo).

A matrícula da nova sociedade, com apenas três sócios e o capital social mínimo, custou-me a módica quantia de 475 euros. O registo da cessão de quotas da outra sociedade custou 200 euros. O registo dos actos da 3ª escritura custaram 1000 euros. Total: 1675 euros.

Bom, mas o preço ainda é o menos para quem quer fazer negócios e tem perspectivas de fazê-los. O pior é que só para a terceira escritura foi necessário preencher 6 (seis) impressos. Todos eles com quatro ou cinco folhas cada, impressas na hora pela funcionária de serviço. Foi um impresso para a alteração de pacto, que como é feito por depósito obrigou a que lá ficasse uma certidão da escritura e a cópia actualizada dos estatutos. Depois foram mais cinco impressos, três para as cessões de quotas e outros dois para as unificações realizadas. Como estes são registos feitos por transcrição os dados foram apenas conferidos. Mas em cada um dos impressos eu tive de preencher o seis vezes nome da conservatória, seis vezes a denominação da sociedade, seis vezes o número de identificação de pessoa colectiva, seis vezes a morada da sede social, seis vezes a minha identificação e os meus dados pessoais e profissionais, preencher uma série de casinhas com uma cruz e em sede de declarações complementares escrever cinco vezes que o original do documento cima referido se encontra depositado na sede da sociedade. Depois, é claro, foi necessário conferir toda a papelada com a funcionária, aguardar o preenchimento informático dos recibos das apresentações, assiná-las e pagar. O Multibanco não estava a funcionar pelo que foi preciso emitir um cheque para pagamento.

Para toda esta operação, entrei na conservatória às 12.45, mais coisa menos coisa, fui logo atendido e saí de lá por volta das 14.40, levei cerca de duas horas. Pelo meio, a funcionária que me começou a atender foi almoçar e quando regressou eu ainda estava no balcão sendo atendido pela que a substituiu. Garanto que não houve tempos mortos e as duas funcionárias da conservatória foram de um profissionalismo, simpatia e atenção inexcedíveis.

Em resumo, o Simplex transformou uma operação simples de preenchimento de um único impresso, onde se alinhavam os diversos actos de registo e os documentos que lhes serviam de suporte, e em que eu preenchia uma única vez o meu nome e me limitava a pôr o número de matrícula e o nome da sociedade a que os actos diziam respeito, numa operação morosa, cara, complexa e absurda de preenchimento e gasto inglório de papel.

Não sei quem é aconselhou o Alberto Costa a fazer uma coisa destas. Ignoro mesmo se os seus secretários de Estado alguma vez requereram actos de registo numa conservatória, ou se apenas possuem um conhecimento livresco da vida. Mas eu que passo dias e horas enfiado em repartições e tribunais a tratar dos assuntos dos outros, sei bem do que a casa gasta e do custo de tudo isto. Só em papel são resmas.

A informatização foi um caminho fundamental para a modernização e reforma do Estado, o programa das certidões on-line está funcionar bem e em prazos razoáveis, o mesmo acontecendo com o RNPC e os pedidos de certificados. Agora esta confusão do Simplex e a proliferação de impressos nas conservatórias é que era perfeitamente escusada. Duvido que as soluções tenham sido testadas antes de levadas à prática. Qualquer pessoa de bom senso vê que isto não funciona. E se for necessário, Alberto, eu posso dar umas dicas aos seus secretários e convidá-los para me acompanharem discretamente por essas repartições. É que convém pôr esta coisa do Simplex a andar gastando menos tempo, menos papel e de uma forma mais económica e mais sensata.

segunda-feira, junho 04, 2007

NÃO DEIXAR MORRER A CHAMA





Passa hoje mais um aniversário do massacre de 4 de Junho de 1989. Nesse dia estava eu em Tóquio, onde acabara de assistir a a uma manifestação de antigos veteranos por causa da escalada verbal entre as duas Coreias. Ao chegar ao hotel fui confrontado com as notícias da CNN que davam conta do que estava a acontecer em Tianamen e senti toda a minha impotência ante a barbárie. Alguns anos depois, quando voltei a Pequim, vi que as coisas já estavam a mudar. Mas houve algo que nunca mudou: o retrato de Mao junto à entrada do masoléu, a minha memória do que ali se passou na noite de 3 para 4 de Junho e nos dias que se lhe seguiram e a recordação das manifestações em Hong Kong. Hoje voltei a recordá-lo. E voltarei a fazê-lo sempre, neste dia, para que a memória se não perca e a morte e o exílio de tanta gente não tenham sido coisas vãs.

DE VENTO EM POPA...

...Segue o Seat de Tiago Monteiro no Mundial de Turismo (WTCC). Desta vez foi no difícil circuito urbano de Pau, junto aos Pirinéus, que ele mostrou a sua classe. Duas corridas, dois 3ºs lugares, melhor piloto da armada SEAT e o pavilhão português no mastro de honra. Já não tardará a chegar a merecida vitória.

CURIOSO

Não deixa de ser curiosa a associação de alguns autarcas ao ministro Mário Lino no sentido de ver concretizado, seja por que preço for, o projecto do aeroporto da OTA. Este fim-de-semana não passou despercebido o passeio de Mário Lino com Isabl Damasceno, Duarte Silva e outros autarcas do Oeste na inauguração do novo troço de auto-estrada A17 entre a Marinha Grande e o Louriçal (Pombal) e as declarações feitas pela conhecida militante do PSD, uma das autarcas arguidas que não foi afastada por Marques Mendes nas últimas eleições autárquicas, que é a actual presidente da Câmara de Leiria, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios e membro do Conselho Nacional do PSD, para o qual foi eleita em 21 de Maio de 2006. Quando chega a hora das conveniências, não há autarca que não atire as convicções que apregoa e a solidariedade para com o partido que o apoia para as urtigas.

sexta-feira, junho 01, 2007

SERVIÇO PÚBLICO...



... é que faz o novo blogue do Paulo Reis, destinado a impor tolerância zero aos cães assassinos, e no qual retirei, que com a devida vénia reproduzo, as imagens que ilustram este post.

ESTE FIM-DE-SEMANA HÁ...

(Maria Sharapova)
...ténis na Quinta da Raposeiras para os maduros do costume,
e em Roland Garros para as estrelas.

(Maria Sharapova)

REVIVER O PASSADO EM SÃO BENTO

Ontem na Assembleia da República, o primeiro-ministro teve o cuidado de recordar a Marques Mendes o seu papel no desenvolvimento do projecto da OTA, a assinatura que ele colocou, ao lado de Durão Barroso, enquanto ministro dos Assuntos Parlamentares, e a forma ziguezagueante como foi mudando ao sabor dos acontecimentos. O ar deprimente e compungido de Marques Mendes falava por si. Desta vez o passado não foi recordado em Brideshead mas aqui bem mais perto, em São Bento.

REGIONALIZAÇÃO EM MARCHA


O Correio da Manhã de hoje, pela pena do jornalista Teixeira Marques, relata que uma sessão da Câmara Municipal de Castro Marim, realizada em 23 de Maio, acabou à pancada, com socos e pontapés entre dois políticos locais: o vereador na oposição José Luís Domingos, eleito pelo PS, e Vítor Madeira, assessor do presidente da Câmara e líder da concelhia do PSD. Depois dos insultos e das ameaças verbais durante a sessão, os dois acabaram por envolver-se em confrontos físicos, já em plena via pública.

Segundo o Correio da Manhã, José Luís Domingos acusou Vítor Madeira de o ter apelidado de “vil, mau carácter, energúmeno e político de sarjeta” (sic). Ao que parece o vereador socialista reconheceu ter-se execedido ao ripostar que “se voltasse a ofendê-lo, lhe dava duas bofetadas na cara”. Reza ainda a notícia que só a intervenção de outros autarcas terá evitado o pior. Não sei o que seria o pior. Mortos e feridos? A declaração de estado de sítio? Também não deve ser importante, mas seria bom saber se é com estes políticos que o PS e o PSD contam para poderem avançar com a regionalização.

SEM EMENDA

Depois do descalabro que foi a gestão PSD em Lisboa, em especial no último ano de Carmona Rodrigues, esperava-se que o candidato indigitado pelo PSD para as eleições que aí vêm fizesse uma limpeza na lista que encabeça e a expurgasse dos elementos mais polémicos, da tropa clientelar, dos aparatchiks. Erro meu. Nada disso vai suceder. Negrão achou por bem deixar de fora os elementos mais válidos da anterior vereação para incluir na sua lista os capangas do partido. Os que garantem tachos e sinecuras aos mais fiéis. Daí que não seja de estranhar que ontem Negrão tenha aparecido nos telejornais, em plena pré-campanha, com o ex-vereador Lipari atrás de si. De um momento para o outro a sombra de Carmona passou a ser a sombra de Negrão. Depois de todos os problemas que Sérgio Lipari criou na Câmara e no seu próprio partido, graças à sua desastrada actuação, à forma pouco rigorosa e rendida aos interesses dos servis do partido como actuou na Gebalis e ao modo como tentou envolver Maria José Nogueira Pinto nas suas guerrinhas, não deixa de ser curiosa a sua integração na lista de Negrão e a sua acção na pré-campanha. A população de Lisboa certamente que lhes demonstrará no próximo acto eleitoral o apreço que tem pela verticalidade e coerência dessa malta do partido.

TEMOS FERA


Resta saber se também teremos tratadores à altura ou se vamos continuar a ter conversa de sacristia para enganar os tolos.

REPAROS QUE NÃO CAEM EM SACO ROTO

Aqui há dias, neste blogue, chamei a atenção da Câmara Municipal de Faro para uma obra que se iniciara com um veículo apodrecido no meio. Ao mesmo tempo, completei essa chamada com uma mensagem enviada por correio electrónico com mais duas fotografias ilustrativas da situação. Verdade seja dita que após o reparo bastaram 24 horas para que o mono fosse removido. Pelo menos desta vez os reparos não caíram em saco roto.