segunda-feira, julho 02, 2007

AINDA OS VAMOS VER A LUTAR PELA SUBIDA!

FC Porto: Investigação do SEF pode resultar em expulsões
"A investigação aos processos de legalização de jogadores do FC Porto está a ser conduzida pelo SEF/Braga e pode resultar em processos de expulsão do país, disse hoje à Lusa fonte judicial.
Segundo a fonte, a investigação envolve atletas das equipas de futebol, andebol e basquetebol.
Além da suposta prática dos crimes de auxílio à imigração e permanência ilegal de estrangeiros, falsificação de documento, falsas declarações, corrupção para acto lícito ou ilícito, a investigação pode culminar na expulsão dos jogadores do país por permanência ilegal.
Tal não será caso inédito em Portugal, pois o SEF decidiu expulsar, em 2006, o jogador coreano do Sporting de Braga, Kim, por permanência ilegal, só não tendo a decisão ter sido executada porque o atleta foi, entretanto, vendido para o estrangeiro.
Segundo a fonte, o inquérito nasceu da investigação feita pelo SEF a um alegado esquema de legalização ilegal de imigrantes, que envolve uma advogada de Barcelos, um inspector e um funcionário do SEF.
Os processos dos atletas, entre os quais se contam o ex-portista Anderson, mas também, Lisandro Lopez, Lucho González, Bruno Moraes, Ibson, Leandro do Bomfim e Cláudio Pitbull, foram apreendidos pelo SEF em busca efectuada às instalações do FC Porto.
O alegado «facilitismo» na legalização de jogadores tem como principal suspeito o funcionário José Alberto Bessa que se encontra preso preventivamente à ordem do processo da advogada barcelense.
Segundo a fonte, o recurso a processos irregulares na legalização de atletas estrangeiros prende-se com o facto de a lei portuguesa exigir que, quando assinam contrato de trabalho, obtenham o visto de residência no país de origem, o que nem sempre é feito, «porque não dá jeito nenhum ter de regressar ao Brasil ou à Argentina».
A fonte frisou que, caso a investigação conduza a expulsões por permanência irregular, os restantes clubes podem invocar os regulamentos da Liga Portuguesa de Futebol Profissional para pedir que sejam considerados mal inscritos nas provas em que participaram.
Para além da concessão irregular de autorizações de residência, o SEF está a investigar a autenticidade de outros documentos, como é o caso dos passaportes europeus de jogadores argentinos.
Na investigação, está em causa uma alegada aceitação por parte de funcionários do SEF de prendas do F. C. Porto, como camisolas de futebolistas e bilhetes para jogos.
A investigação envolve a entrada e permanência em Portugal do brasileiro Anderson, no início de 2006, com base num contrato de trabalho fictício apresentado pela sua mãe como cozinheira num restaurante do Porto.
À data o atleta era ainda menor de idade e tinha de ser legalmente representado pela progenitora
".

Diário Digital / Lusa
02-07-2007 11:05:00

CASCAIS 2007, MUNDIAIS DE VELA NA MAIS BELA DAS BAÍAS

(foto Insustentavelmente)
Fica tranquilo, elas que se acalmem, que eu não tarda apareço por !

EVIDÊNCIAS



"As campanhas eleitorais não servem só para colar cartazes e fazer discursos. São a grande oportunidade que os eleitores têm de tentar perceber quem são aquelas pessoas que pedem o seu voto, especialmente no caso de candidatos como Negrão, que chegaram ontem à política e têm apenas no currículo uma passagem pelo Governo anedótico de Santana Lopes e uma derrota nas autárquicas de Setúbal. Se Fernando Negrão não se consegue preparar para uma entrevista na rádio, como é que podemos esperar que se prepare para resolver os problemas da Câmara? A pergunta não é demagogia - é precaução" - (in Sábado, nº 165, 28/6/2007,Editorial)

ERROS MEUS, MÁ FORTUNA A MINHA


"(...) As várias pessoas, porém, consultadas pelo Presidente, após a eleição, tiveram uma posição unânime que recomendava a manutenção do governador. Não que a unanimidade derivasse dos méritos do titular do cargo, mas antes do receio de que a mudança trouxesse uma instabilidade execessiva. A par destas opiniões, outra razão obstou à mudança. O pudor de Sampaio em nomear um amigo [Magalhães e Silva].
Chegado o tempo da decisão, Sampaio manteve o general, mas impôs novas regras e novas práticas. Um controlo mais apertado a que Rocha Vieira não estava ahbituado e com o qual nunca se conformou.
Alteraram-se as rotinas e os hábitos de relacionamento entre Belém e Macau. O governador passou a enviar - por solicitação de Sampaio - realtórios regulares sobre a evolução dos processos e a situação no território. Magalhães e Silva ficou por Lisboa, mas tornou-se num dos alicerces permanentes de Sampaio no dossiê.
Pessoalmente, acredito que se tratou de uma decisão de que Sampaio se arrependeu alguns meses depois. Independentemente da seriedade das intenções, Rocha Vieira não era um inocente. Sempre se preocupou mais em salvaguardar o seu papel na História do que propriamente com o desfecho da história. O que, convenhamnos, não era a melhor atitude para enfrentar o mar encapelado que nos levaria até à transição de soberania. A vaidade é legítima, mas exige seriedade e contenção. Em excesso torna-se irresponsável e perigosa." (p. 316)

"(...) Foi, por isso, com grande incredulidade que, dois anos mais tarde, em Outubro de 1999, foi encarada em Belém a vontade assumida por Rocha Vieira, e transmitida a Sampaio, que apontava no sentido de constituir uma nova Fundação.
O Presidente que já tinha dado o tema das Fundações por encerrado foi apanhado de surpresa com esta manifestação de vontade do general, ainda para mais quando faltavam dois meses para a cerimónia de transferência. Tratava-se de um domínio que estava preenchido e onde estava feito o que tinha de ser salvaguardado pelas autoridades portuguesas.
A primeira indicação sobre a Fundação Jorge Álvares foi dada pelo governador, no final de uma reunião de trabalho com Sampaio, em 1 de Outubro e que antecedia a visita de Jian Zemin a Portugal. Habitualmente, é sempre assim. Deixamos para o fim assuntos sobre os quais não estamos seguros ou que, adivinhando dificuldades, apostamos no desgaste do nosso interlocutor, tentando o assentimento gerado pelo cansaço. Mas tal não aconteceu.
Desde a primeira hora, Sampaio aconselhou Rocha Vieira a não avançar, pelo menos nos termos em que a iniciativa lhe fora apresentada.
Vinte dias depois, em nova reunião e perante a insistência do governador, Sampaio reiterou a oposição à constituição da Fundação em dois pontos. Em primeiro lugar, considerava já existir um número bastante de fundações em Macau. Por outro lado, entendia que o governador deveria estar fora dessa iniciativa. Mas se insistisse em avançar, recomendou Sampaio, impunha-se que a Fundação que viesse a ser constituída se subordinasse a um controlo político análogo ao da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, mediante nomeação pelo primeiro-ministro do Conselho de Administração da Fundação. Mais: deveria ter o acordo expresso da aprte chinesa, já que se destinava a vigorar para além de 1999. A reunião terminaria com a concordância de Rocha Vieira em relação às observações levantadas pelo Presidente.
Quando a vontade nos consome não há argumentos, por mais sensatos e avisados que sejam, capazes de travar-lhe o ímpeto. Não estranhou, por isso, a persistência com que o Governador continuou a acalentar o projecto inicial. A Fundação, mais do que um instrumento de incentivo entre Macau e Portugal, sempre foi pensada como um instrumento de intervenção política.
(...) O tema voltaria a ser abordado a menos de um mês da data da transferência - 30 de Novembro, Rocha Vieira reiterou o que já anteriormente tinha transmitidos a Magalhães e Silva e Sampaio transmitiu-lhe que, nessas circunstâncias, não se devia avançar com o processo. A experiência elvou o Presidente a dizer mais uma coisa ao Governador: se necessário, reservava-se o direito de dar conta pública de que nada tinha a ver com o assunto. E foi a contragosto, com o avolumar da polémica, que o Presidente se viu obrigado a prestar esclarecimentoss públicos sobre a matéria.
Sabe-se o que se seguiu, a Fundação foi constituída a 14 de Dezembro, num acto quase clandestino de que só se viria a saber pelas notícias publicadas na imprensa, em Janeiro de 2000. Até hoje continua adormecida e sem qualquer difusão do que faz e ao que se dedica" (pp. 318 e 319)

NOVA VITÓRIA DE PEDRO LAMY


Desta vez foi nos 1000 Km de Nürburgring, etapa da Le Mans Series 2007 e fazendo equipa com o francês Sarrazin. O Peugeot 908 HDI FAP está cada vez mais fiável e os resultados de Lamy já não espantam ninguém.

sexta-feira, junho 29, 2007

DANIELA HANTUCHOVA



É nova tennis starlet da Eslováquia, jovem, bonita, joga um ténis fantástico, rápido e vigoroso. Ocupa actualmente o 12º lugar do ranking mundial. Para além disso está a fazer um magnífico torneio de Wimbledon. Este fim-de-semana continua a saga. A não perder.

CONFIDENCIAL



Excelentes jornalistas costumam dar bons escritores, bons cronistas ou, simplesmente, bons contadores de histórias. João Gabriel não foge à regra, para desespero de alguns como Santana Lopes e Rocha Vieira. O livro que agora conhece a luz pretende ser um testemunho fiel da década que o seu autor passou em Belém, ao lado do Presidente Jorge Sampaio. Finalmente, vai-se ficar a saber mais alguma coisa sobre Macau e sobre o que pensava o inquilino de Belém relativamente aos nefastos acontecimentos dos anos finais da presença portuguesa em Macau. Já não era sem tempo e os portugueses, os que não estavam em Macau e os que por lá andaram, continuam a ter o direito de conhecer a verdade. Se não toda, pelo menos a que é desvendável por alguém que esteve "lá dentro". A verdade não prescreve, nem mesmo quando decretada por um tal de José Hermano Saraiva.

DISCOTECA IDEAL

Normalmente ninguém oferece nada à borla, a não ser que tenha algo mais em mira. A FNAC, como empresa comercial que é, não foge à regra. Só que ao contrário de outras empresas, e pese embora alguns excessos como essa história do "preço mínimo garantido" que nem sempre é mesmo assim, tem prestado bons serviços aos portugueses, pelo menos aos portugueses com acesso a ela. Em Faro não há FNAC porque em tempos um senhor presidente de Câmara pensou que a FNAC era uma grande superfície do tipo "Continente" ou "Jumbo" e vai daí não autorizou a sua instalação no único sítio decente que havia e que agora está fechado a apodrecer, ali, à entrada de Faro. Felizmente que a FNAC não se deu por vencida e foi até à generosa terra de Albufeira, onde pôde finalmente abrir um espaço que servisse as populações do sul.

Foi lá que encontrei este pequeno catálogo, que tem na capa a reprodução de um quadro célebre de Amadeu de Souza Cardoso, quadro esse que ainda há bem pouco tempo foi possível admirar na Fundação Gulbenkian. Para além de ter explicações simples sobre a composição de uma orquestra, de apresentar uma visão cronológica da música, de abordar de uma forma simples os registos vocais e as escalas, o catálogo apresenta mini-biografias de alguns compositores e duas listas de obras destinadas aos neófitos da música clássica ou simplesmente dirigidas a quem nada saiba e queira começar por aprender alguma coisa. As duas listas, uma com 50 obras e a outra com 258, reúnem o básico para quem se queira iniciar e tenha dificuldade em saber por onde começar. A isto também se chama serviço público. E não custa muito.

quinta-feira, junho 28, 2007

TRÊS EM UM


O meu amigo V. Nogueira fez-me chegar essa fotografia tirada no dia 26 de Janeiro, em Perth (Austrália). Enquanto decorria um festival de fogo de artifício começou uma trovoada e, ao mesmo tempo, o mais insólito aconteceu: um terceiro clarão surgiu (lado direito da imagem, junto ao raio da trovoada). Era o Cometa McNaught, actualmente visível no hemisfério sul. E da noite fez-se dia. Há horas de sorte.

ORDEM DOS NOTÁRIOS PREPARA CHÁ E BOLINHOS!


O meu amigo J. Frazão fez-me chegar o rumor de que o senhor da foto, o actual chefe de fila dos notários privados, se prepara para organizar uma espécie de happening destinado a protestar, digo eu, contra a falta de proteccionismo do Estado e do ministro da Justiça ao notariado privado. Ou seja, para defesa dos privilégios que herdaram do notariado público sob a aparente defesa do interesse público e dos direitos dos cidadãos. Depois dos inenarráveis anúncios que publicaram na imprensa a oferecer serviços e dos protocolos com bancos e mediadoras imobiliárias através dos quais se colocaram de gatas, só faltava mesmo ver os senhores, agora auto-proclamados profisionais liberais, a fazerem uma "paralisação laboral". Dizem-me que não lhe querem chamar greve. Porquê? Parece mal, têm medo de chamar os bois pelos nomes ou já será vergonha do escândalo? E serviços mínimos vão assegurar? É que há para aí uns empresários que não se ensaiam nada em mudar para o notário do lado logo ao primeiro amuo. Eu quer-me parecer que será só fogo de vista. E a avaliar pela maneira como por aí se vai facturando, não haverá muitos que estejam dispostos a largar a teta. Nem que seja só por uns dias, embora às vezes as aparências possam iludir.

ESTES JÁ ESTÃO FIRMES

Óscar Cardozo
"Óscar "Tacuara" Cardozo is a Paraguayan football striker. He was born on May 20, 1983, in the city of Juan Eulogio Estigarribia in Paraguay. He currently plays for SL Benfica, of the Portuguese Liga.
Cardozo played for
24 de Junio and 3 de Febrero in Paraguay before moving to Club Nacional in 2005.
Cardozo arrived at Newell's in the second half of 2006 for a transfer fee of $1.2million after scoring 17 goals for Nacional in the
Paraguayan first division Apertura tournament. At Newell's, he joined fellow Paraguayans Diego Gavilán, Santiago Salcedo and Justo Villar and became an immediate success hitting 11 goals in 16 games in the Apertura 2006 tournament. As a result of his good performances, Cardozo was voted the 2006 winner of the Paraguayan Footballer of the Year award.
The Paraguayan international started the 2007 season brilliantly. He had notched up 10 goals for
Newell's and was crucial for the Argentine to escape the cellar of the Clausura and creating a likely chance of being involved in the Copa Libertadores next year. His recent success earned him a spot in the Paraguay national team that will participate in the 2007 Copa America.
On June 21st, 2007, Cardozo officially signed for
Portuguese giants, SL Benfica, for an approximate amount of 9.1 million euros" - in Wikipedia

Gonzalo Bergessio
"Joga por toda a frente de ataque com grande inteligência, revelando capacidade técnica e leitura de jogo. Tanto surge na área a rematar como um nº9 puro, como mais descaído, fazendo um passe de morte. É este o estilo de Gonzalo Bergessio, 22 anos, um avançado muito oportuno (1,78m. e 72kg.), com precisão de passe, ágil, astuto a segurar a bola e com remate colocado. Formado no Platense, passou a época passada pelo Instituto e agora alinha no Racing." - in Planetafutebol.com

Já só falta um treinador!

A LEONOR PINHÃO PODIA SER ÁRBITRO

Todos sabemos que o presidente do SLB não tem o dom da palavra, ou melhor, da verborreia, como tem o seu homólogo do FC Porto. Fala pouco, nem sempre bem, mas de vez em quando salta-lhe a tampa e aqui vai disto. Há dias, estava o papa do Dragão a perorar, depois de ter levado com o terceiro despacho de acusação por corrupção, dizendo que o SLB tinha pago uma viagem a uma jornalista, que ainda por cima toda a gente sabe - é público e notório - que é adepta do SLB e que assina colunas nos jornais com o seu próprio nome, querendo com isso dizer que havia certamente alguma similitude entre o oferecimento de uma viagem aérea a uma jornalista e a oferta a árbitros da 1ª Liga de peças em ouro, dinheiro em envelopes, viagens ao Brasil ou noites com muita "fruta" de carne e osso. Vieira, que nem sempre está bem, respondeu à letra a Pinto da Costa, dizendo que os jornalistas ainda não apitam jogos de futebol. Pois não, e eu acrescentaria que também não dão sopapos nos jogadores e adeptos das equipas adversárias, não contratam serviços de terceiros para oferecer a árbitros antes dos jogos das equipas do seu coração nem insultam publicamente os adeptos e simpatizantes de outros clubes durante os seus próprios jogos. O drama de Pinto da Costa é que a Leonor Pinhão até podia ser árbitro ou ter barba e bigode como o major Loureiro. Mas como não é árbitro nem tem barba, também nunca poderia ser convidada para os almoços e jantares com muita fruta que se organizavam lá para os lados do Dragão, e de nada lhe poderá valer nos processos em que anda metido. O cerco aperta.

ESTRANHAS REPORTAGENS


O Diário de Notícias, que desde há uns meses começou a ser um jornal esquisito, apresentando um padrão indefinido, certamente por via das mudanças entretanto introduzidas ao nível da sua direcção, mudanças essas que o têm vindo a aproximar de jornais como o Correio da Manhã e O Crime, inseriu no passado dia 26 de Junho uma reportagem sobre a Região de Turismo do Oeste. A reportagem parece mais um daqueles artigos de publicidade paga, ocupando as páginas centrais da edição, com duas chamadas de atenção ao novo Westin Hotel de Eduardo Netto de Almeida e ao Bom Sucesso Design Resort, enaltecendo a excelência desses empreendimentos, e com uma mini-entrevista a António Carneiro, o presidente da referida Região de Turismo. Curiosamente, as chamadas, os destaques da reportagem, vão para duas frases que no mínimo soam a estranho em atenção à reportagem que é e ao momento em que foram produzidas. Uma "esclarece" que "O aeroporto na Ota é tema que interessa pouco a estes projectos" e a outra refere que os "Autarcas dizem que defesa do ambiente é um princípio". Sabendo nós quem são os investidores, o que eles andaram a fazer nos últimos anos, que investimentos fizeram e em que parcerias se meteram, o destaque que é dado a tais frases, num momento em que se discute a OTA e a defesa do património ambiental e paisagístico, torna-se bizarro. A não ser que para o interessados, investidores e autarcas da região do Oeste seja mais conveniente um aeroporto em Alcochete ou no Montijo do que na OTA. A António Carneiro só faltou mesmo dizer isso. Ou se calhar até disse, mas na reportagem é que não saiu. Enfim, dúvidas, eventualmente sem razão, que nascem com estranhas reportagens e curiosos critérios jornalísticos.

DOIS PESOS E MUITAS MEDIDAS DE ACORDO COM AS CONVENIÊNCIAS


O senhor da foto é Paulo Teixeira, o presidente da Câmara Municipal de Castelo Paiva, projectado para a ribalta graças ao nefasto acontecimento da queda da ponte de Entre-os-Rios, no tempo do engº Guterres e que levou à demissão de Jorge Coelho. Ao que parece, para além dos louros, Paulo Teixeira também colheu algumas inimizades e uma série de processos judiciais nos quais é arguido. Hoje, o Correio da Manhã revela que o senhor já foi convidado por Marques Mendes, o excelso líder do PSD, para se recandidatar à presidência do Município nas autárquicas de 2009, embora seja arguido em variadíssimos processos. Até agora não ouvi uma palavra do líder do PSD ou do próprio Paulo Teixeira a desmentir a notícia, mas não posso deixar de sorrir depois de recordar qual o argumento utilizado por Marques Mendes para afastar Valentim, Isaltino ou Carmona Rodrigues. Para o PSD e o seu líder há arguidos e arguidos e há alguns que até são menos do que outros. Em especial se derem jeito!

quarta-feira, junho 27, 2007

ASSUSTADOR

O relatório da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas sobre o endividamento do poder local, ontem (27/6) divulgado por via do Jornal de Negócios, contém alguns números brilhantes: 48 câmaras em situação de ruptura financeira, 227 dos 308 municípios não têm liquidez para pagar dívidas de curto prazo, 15% das autarquias precisam de um plano de emergência para reequilibrar as contas... e por aí fora. Não vale a pena continuar. Entre as piores estão Gondomar, Sines, Celorico da Beira, Sátão, Fornos de Algodres, Nazaré, Valongo, Seia, Castelo de Paiva, Caldas da Rainha, Silves, Covilhã, Lisboa, Chamusca, Portalegre. Das que estão em situação de falta de liquidez retive Santarém, Lisboa, Porto, Gondomar, Valongo, Maia, Vila do Conde, Aveiro, Figueira da Foz, Covilhã, Cascais, entre outras. De todos os autarcas veio logo a terreiro o grande gautama de Gondomar dizer que os académicos que fizeram a investigação estavam todos errados e que queria um pedido de desculpas dos autores do estudo porque na sua autarquia aquilo funcionava tudo às mil maravilhas. Valentim Loureiro não se enxerga mesmo, mas essa parece ser a sina deste país com muitos dos seus autarcas, como agora de novo se comprova. Não têm a noção das suas limitações e à custa do poder local, do compadrio, do populismo, e com muita incompetência à mistura, vão enterrando as autarquias que servem. Um mimo.

segunda-feira, junho 25, 2007

POLÍTICOS MENORES DIZEM ASNEIRAS MAIORES

Aqui há uns anos o jovem Sérgio Sousa Pinto conquistou um lugar nas listas do PS e tornou-se deputado. Ficou famoso pelas suas "questões fracturantes", entre as quais enfileirava o aborto, os direitos dos gays e das lésbicas e mais uma infinidade de questões menores. Entretanto, tornou-se eurodeputado e amigo do velho Soares, que viu nele um exemplo da juventude e do futuro. Na altura desconfiei de tanta promoção. Agora, depois de ler a entrevista dele ao DN de hoje fiquei com a certeza de que é mais um desses produtos típicos da partidocracia portuguesa. Vazio, cheio de frases feitas, sem passado ou percurso profissional visível, mas com o rei na barriga e sempre pronto a ditar sentença. Da referida entrevista repesquei a pérola que se segue:

"A minha posição pessoal é contrária, por princípio, ao instituto do referendo. Não lhe reconheço nenhum ganho político e só é sintoma da crise do sistema parlamentar. A verdade é que os parlamentos são indispensáveis ao funcionamento da democracia e os referendos não. É o Parlamento que define a democracia, não é o referendo. O referendo só é um instrumento legítimo e adequado para as questões menores." [negrito do autor do post].

Com que então adequado para questões menores? Presumo que entre estas o sábio eurodeputado inclua o aborto e a regionalização, referendos que, embora menores, segundo ele, foram promovidos pelos seus camaradas de partido e secretários-gerais, António Guterres e José Sócrates, com o apoio das respectivas comissões políticas. Aliás, sendo essas questões menores, ficamos todos à espera que ele nos diga quais as questões maiores que não podem nem devem ser objecto de referendo e quais as questões menores para as quais ele será adequado.

sexta-feira, junho 22, 2007

HOJE EM FARO


Integrado no Ciclo Beethoven, para o caso de querer ir e ainda conseguir arranjar bilhete, há o Concerto para piano n.º 3. É no novo e mal acabado Teatro Municipal. Com o Pedro.

CHEGOU O VERÃO...

(Caterina Murino)
... e com ele as novas Bond Girls. O homem tem ar de trolha, mas elas não. E ainda há mulheres que se pintam de amarelo... Divirtam-se!

SINGAPURA DO ATLÂNTICO


O indescritível presidente do Governo Regional da Madeira referiu há dias que queria transformar a Madeira na Singapura do Atlântico. Eu estou em crer que, uma vez mais, Alberto João Jardim não sabe do que fala, tantas e tão abissais são as diferenças entre as duas ilhas. Desde logo, porque não consta que Singapura receba qualquer subvenção do orçamento de Estado malaio para fazer face aos seus custos de insularidade. Como também nunca se ouviu dizer que na cidade do Leão a lei não fosse escrupulosamente cumprida em todos os lugares e a qualquer hora do dia. Se Jardim se quer comparar a Lee Kuan Yew, então o melhor é começar a deixar de fazer aquelas figuras de copo numa mão e microfone na outra enquanto discursa nas festas do Chão da Lagoa e deixar de exibir a sua volumosa pança nos desfiles carnavalescos do Funchal. Também não consta que altos dirigentes do Governo de Singapura se envolvam em cenas de pancadaria em restaurantes locais ou que os membros do parlamento local façam negócios com o governo do seu próprio partido. Se a Madeira, alguma vez, quiser aspirar a ser a Singapura do Atlântico, então o melhor mesmo é começar por se livrar de Alberto João Jardim, do Ramos e de toda aquela pandilha que por lá prolifera, começando por conferir alguma seriedade e decoro à coisa. É que enquanto isso não acontecer a única comparação que se poderá estabelecer entre a Madeira e Singapura resumir-se-á a saber se o Savoy é melhor que o Raffles ou vice-versa. Eu, por mim, prefiro o Raffles, sempre está num ambiente mais cosmoplita e civilizado, longe da boçalidade e dos espíritos de sacristia.

SE ESTÁS POR TAVIRA...


...ao menos aparece.
Nós também gostamos de amêijoas e de uma boa cavaqueira à roda da mesa!