Patan, Durbar Square, Katmandu, Nepal
sexta-feira, setembro 07, 2012
quinta-feira, setembro 06, 2012
Horas de sorte
Ele não sabia o que era a Ongoing e pouco depois era administrador do ramo brasileiro dessa empresa. Agora regressa, depois de "uma experiência profissional espectacular num país onde não conhecia ninguém e que está bombando"(sic). Pelo que refere a Visão, regressa para ir exercer funções executivas na Santa Casa da Misericórdia do Porto. Esperemos que desta vez saiba de que entidade se trata.
Enquanto alguns saem do país para arranjar trabalho, e alguns desesperam por cá sem consegui-lo, há quem regresse para garantir o futuro. Sem esforço. Basta um misericordioso convite.
Para alguns ainda há horas de sorte.
Os meus heróis têm nome
É a imagem viva da perseverança, do esforço, da coragem e de uma íncrivel capacidade de lutar contra e domar as adversidades da vida. Depois de uma promissora carreira na F1, do terrível acidente nos treinos do GP da Bélgica, em 1993, no circuito de SPA-Francorchamps, que lhe arrancou as duas pernas, depois dos dois títulos nos campeonatos CART e dos êxitos no WTCC, com o BMW da equipa de Roberto Ravaglia, após o seu regresso às pistas na sequência de um longo período de recuperação e habituação às próteses, eis a vitória mais difícil e mais merecida de toda a sua carreira: a medalha de ouro em ciclismo nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012. Alessandro Zannardi habituou-nos a vê-lo correr, a vê-lo competir e a vencer mesmo quando não ficava em primeiro lugar, sempre com o mesmo sorriso, sempre com a mesma vontade e o mesmo fairplay. Um exemplo para todos nós. Porque se há homens maiores do que a vida ele é seguramente um deles. Grazie, Alessandro!
quarta-feira, setembro 05, 2012
Um desastre
O diagnóstico estava feito, eles sabiam tudo, tinham tudo preparado, a receita era infalível e até o prof. Catroga do alto da sua cátedra falava de "....elhos". Sabendo-se que as eleições foram em 5 de Junho, que o Governo tomou posse a 21 desse mês e que estes dados se reportam aos primeiros 6 meses de 2012, que medidas foram tomadas nos últimos seis meses de 2011 pelo Governo para evitar esta situação? O que correu mal? Por culpa de quem? É isto que é preciso saber para se poderem tirar as devidas ilações.
José Gil
São homens com o seu perfil, o seu estilo, a sua lhaneza de carácter e dimensão intelectual, e com uma linguagem simples, acessível, frontal, que podem contribuir para nos ajudar a reencontrar um caminho e um sentido para as nossas acções. Tanto as colectivas como as individuais. Os portugueses precisam de alguém que os ajude a pensar fora das balizas da troika e das palas ideológicas. Ele fá-lo como poucos. A entrevista que José Gil ontem deu a Fátima Campos Ferreira deverá ser vista e revista vezes sem conta. Em especial pela nossa classe política. Está lá tudo. Um verdadeiro guião para a nossa sobrevivência e sanidade.
Mais uma edição a caminho
Ano após ano, sem falhar, um festival e pêras. Mais informação aqui, num site que também nunca falha, dia após dia.
segunda-feira, setembro 03, 2012
domingo, setembro 02, 2012
Teia rompida
A lista divulgada pela Casa das Aranhas tem muito que se lhe diga. Como em tudo nesta vida, há boas (nunca pensei lá encontrar tantos amigos) e há desagradáveis surpresas.
Independentemente da forma mais ou menos (talvez menos que mais) lícita como a obtiveram, e dos mortos e adormecidos que por lá andam, há coisas que incomodam. Algumas fidelidades que muito prejudicaram o País, a democracia e a justiça, tornam-se agora demasiado transparentes. O GOL devia promover a sua própria regeneração, como muitas outras respeitáveis instituições, purgando as excrescências que por lá andam e regressando à pureza dos princípios. A fidelidade a estes tem de ter correspondência na composição da elite que a organização pretende e no quotidiano de cada um, na vida privada e na pública. Sem dramas.
sábado, setembro 01, 2012
quinta-feira, agosto 30, 2012
terça-feira, agosto 28, 2012
segunda-feira, agosto 27, 2012
Opinar para néscios
1 - Opinar assim não custa nada. Basta atirar meia-dúzia de atoardas ao ar que alguém publicará e um serventuário qualquer dar-lhe-á eco.
2 - Importa também por isso dar exemplos do que se afirma para que, se for esse o caso, aqueles possam ser rebatidos e discutidos com alguma elevação e mérito. Os bois deverão ser sempre identificados pelos nomes, e não apenas quando nos convém.
3 - Quem sempre se bateu contra o desperdício e a pouca vergonha do que se passava na RTP naturalmente que sempre se incomodou com o que "a coisa" custava e com a forma como os oportunistas do costume - os partidos do centrão, incluindo naturalmente o de Marques Mendes - sempre dela tiraram partido e a usaram para lá plantarem os seus comissários e apparatchiks.
4 - Desconheço em quê que se apoia Marques Mendes para afirmar que se a RTP passar a dar lucro o privado pagará uma renda maior. Saberá Marques Mendes alguma coisa que Miguel Relvas e António Borges só a ele tenham contado?
5 - Afirma o senhor que a RTP não vai ser dada, que "vai ser concessionada". A avaliar pelos exemplos passados trata-se de mais um eufemismo. Bem sabemos que concessões e PPP's foram coisas em que o seu partido e alguns dos seus militantes também se especializaram, mas isso não nos obriga a continuarmos a engolir indefinidamente esse tipo de esquemas e de negociatas. Isso não é "serviço público", muito menos a sua defesa. É uma fraude. E como todas as fraudes deve ser denunciada.
6 - Se o problema é de programação, como ele diz, então mude-se a programação, comece-se por se mudar o director de programas. Se houver coragem para tal, o que eu duvido de quem admite que o futuro concessionário possa despedir pessoal mas é incapaz de fazê-lo, assumindo os custos políticos e proveitos inerentes, antes de atribuir a concessão. Ou será que pelo facto do ministro das Finanças não conseguir cumprir as metas do défice impostas pela troika isso justificará que se feche a Autoridade Tributária e Aduaneira e se concessione a cobrança de impostos, por exemplo, ao "Cobrador de Fraque"? Penso, apesar de tudo, que Marques Mendes não se estaria a referir ao que se passou na pasta das Finanças quando Manuela Ferreira Leite foi a sua titular.
7 - E ainda estou para saber em quê que se baseia Marques Mendes para afirmar que "em regra, o privado gere melhor que o Estado". Far-lhe-ei a justiça de não pensar que ele se estaria a referir ao BPN, ou à Independente, ou à Moderna, ou à TVI que Cavaco Silva ofereceu à Igreja e que acabou a passar filmes semi-pornográficos, ou a alguns hospitais geridos em PPP, onde se dá alta aos doentes mesmo que eles tenham de entrar na hora seguinte por causa das estatísticas ou das compensações que o Estado lhes irá pagar em razão do número, ou a companhias aéreas que acabaram em processos de insolvência, casos que são tudo menos exemplos de uma má gestão pública. Dos exemplos de que de repente me lembrei deixo de fora a Lusófona, porque esta entidade, pelo menos, mostrou como pode ser compatível, no sector privado, a excelência de ensino com uma expedita e rentável política de atribuição de diplomas universitários a pessoas com experiência na presidência de assembleias-gerais de grupos folclóricos (privados, é claro).
8 - Em todo o caso, gostaria que Marques Mendes desse exemplos daquilo que afirma, em especial de situações em que a gestão privada, sem o favor do Estado nem o patrocínio político do situacionismo militante, nas mesmas condições da gestão pública, isto é, com as mesmas regras e constrangimentos, apresente melhores resultados. Sei do que falo porque tenho visto muitos "gestores privados de excelência" acabarem como administradores liquidatários. Se vier ao Algarve por estes dias posso dar-lhe exemplos de alguns que depois da borrada feita nas empresas, quando muda o Governo, acabam de novo nomeados para entes públicos.
9 - Se o argumento económico não colhe, tanto mais que nos últimos dois anos a empresa RTP deu lucros e se presume que vá continuar a dar, que poderá motivar em Marques Mendes tão entusiasmada defesa da "concessão" da RTP?
10 - Quanto ao mais, designadamente que moralizar deve ser a regra e não a excepção, estamos de acordo. Não se pode é ficar pelas meias-tintas porque isso é mais típico dos cambalachos público-privados. E destes estamos todos - contribuintes - fartos.
10 - Quanto ao mais, designadamente que moralizar deve ser a regra e não a excepção, estamos de acordo. Não se pode é ficar pelas meias-tintas porque isso é mais típico dos cambalachos público-privados. E destes estamos todos - contribuintes - fartos.
Leituras
"Ter um inimigo é importante, não apenas para definir a nossa identidade, mas também para arranjarmos um obstáculo em relação ao qual seja medido o nosso sistema de valores, e para mostrar, no afrontá-lo, o nosso valor. Portanto, quando o inimigo não existe, há que construí-lo."
"Para fazer ruído não é necessário inventar notícias. Basta difundir uma notícia verdadeira, mas irrelevante, que, todavia, cria uma sombra de suspeita, pelo simples facto de que é dada.
(...) O ruído não tem sequer necessidade de transmitir mensagens interessantes, até porque uma mensagem se sobrepõe a outra, e todas, precisamente, fazem ruído.
(...) um bom ideal para o universo da política de amanhã e da televisão seria ainda Santo Agostinho.
É apenas no silêncio que funciona o único e verdadeiramente poderoso meio de informação que é o murmúrio. Cada povo, mesmo que oprimido pelo mais censurador dos tiranos, sempre conseguiu saber tudo aquilo que acontece no mundo através do murmúrio.
(...) Eis que, portanto, em em conclusão, direi que um dos problemas éticos que se põe é como voltar ao silêncio. E um dos problemas semióticos que poderemos enfrentar é estudar melhor a função do silêncio nos vários modos de comunicação. Abordar uma semiótica do silêncio: pode ser uma semiótica da reticência, uma semiótica do silêncio no teatro, uma semiótica do silêncio em política, uma semiótica do silêncio no discurso político, isto é, a longa pausa, o silêncio como criação de suspense, o silêncio como ameaça, o silêncio como consenso, o silêncio como negação, o silêncio na música.
E, portanto, italianos, eu não vos convido às histórias, mas convido-vos ao silêncio."
domingo, agosto 26, 2012
sexta-feira, agosto 24, 2012
Lido e comentado
"- 5622 milhões de euros é o saldo negativo das contas do Estado até Julho [desvio colossal]
50.6% é o grau de execução da receita fiscal nos primeiros sete meses do ano [o melhor aluno não passa de um suficiente menos]
- 3,5% é a queda na receita fiscal verificada nos primeiros sete meses do ano [pior era impossível]
- 1,1% é a queda da receita do IVA até Julho face a igual período do ano passado [o aumento do IVA não gerou mais receita]
- 45% é a descida da receita com o imposto sobre veículos até Julho face a Julho de 2011 [deixámos de viver acima das nossas possibilidades?]
348% é a subida da receita de outros impostos que inclui o perdão fiscal aos offshores [tirando o indecoroso perdão fiscal às offshores e aos trapaceiros que transferiram ilegalmente dinheiro do país não pagando os devidos impostos quanto é que fica?]
740 milhões de euros: poupança com as remunerações da função pública até Julho [isto eram que são as gorduras do Estado?]
247,8 milhões de euros: quebra na receita da CGA fruto dos cortes dos subsídios de férias" [devem ter feito as contas antes, não?]
"Sem corte nos subsídios despesa estaria a subir
O prometido ataque à despesa pública continua a ser feito à conta dos salários dos funcionários públicos. Entre Janeiro e Julho deste ano, a despesa efectiva do Estado caiu 1,7% face ao mesmo período de 2011, o que significa que o governo PSD/CDS conseguiu até ao momento uma poupança nos gastos da administração central e Segurança Social de 682 milhões de euros.
Contudo, e só ao nível das remunerações dos funcionários públicos, o governo poupou no mesmo período 740 milhões de euros, valor que sobe para perto de mil milhões se considerarmos todas as despesas com pessoal, já que o Estado gastou até Julho menos 17,3% em abonos variáveis e menos 14,7% as contribuições para a segurança social dos seus trabalhadores (...). "As despesas com pessoal apresentam uma redução de 16%, reflectindo a suspensão dos subsídios de férias e a redução do número de funcionários", aponta a Direcção-Geral do orçamento (DGO) na execução orçamental ontem divulgada."
"(...) a derrapagem orçamental é de tal ordem que até Julho já atingimos praticamente o défice do ano todo. O que falhou? Simplesmente a receita dos impostos. Vítor Gaspar não quis ouvir conselhos e agora vem aí mais austeridade ou uma milagrosa amnistia troikiana."
Fonte: Jornal I
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