terça-feira, novembro 15, 2011

SÓ AO PRESIDENTE PODIA LEMBRAR

Como bem notou esta manhã o viajante e surfista Gonçalo Cadilhe, aos microfones da TVI24, ir aos Estados Unidos da América, que é uma "terra de oportunidades", dizer que "Portugal é uma terra de oportunidades", como fez o Presidente da República, é quase a mesma coisa que ir ao Nepal dizer que temos neve na Serra da Estrela.

SINAIS (32)

"E ontem, foi a vez de Álvaro Santos Pereira cair em tentação: "2012 será um ano determinante para Portugal e para a economia portuguesa", pois "certamente irá marcar o fim da crise e será o ano da retoma para o crescimento de 2013 e 2014". E caso alguém estranhasse, o ministro vincou:"Que não exista qualquer dúvida!" - Editorial, Diário de Notícias, 15/11/2011

segunda-feira, novembro 14, 2011

ADORO ESTA LINGUAGEM "IMPLEMENTADORA"

Foi hoje publicada em Diário da República a Resolução n.º 46/2011, do Conselho de Ministros. Desta vez é a criação de um Grupo de Projecto para as Tecnologias da Informação e da Comunicação que está em causa. Estranho que o ministro Miguel Relvas não o tenha anunciado perante as câmaras das televisões. Mas da leitura do texto percebe-se que, entre outras coisas, se destina a "implementar as medidas contidas no plano global estratégico que lhe caibam realizar directamente" e "acompanhar e assegurar a correcta e atempada implementação das medidas do plano global estratégico que fiquem a cargo de outras entidades". O Conselho de Ministros determinou ainda que "a implementação das medidas contidas no plano global estratégico será efectuada pelos membros da Rede Interministerial TIC, criada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 109/2009, de 2 de Outubro". Com tanta implementação em tão poucas linhas, não admira que fique na dependência do gabinete do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. O homem, para além de um doutoramento em "agilização",  deve ter também um mestrado em "implementação". A gente é que não sabe. 

UM SENHOR

"Mas eu não gostava, aliás, ninguém do meu bairro gostava do Sporting. Sabem porquê? Porque era um clube de elite, um clube da polícia, que não gostava das pessoas de cor, era racista!Mas os meus amigos queriam lá ir treinar e um dia lá fomos e jogámos todos na mesma equipa contra os que lá estavam: acabámos com aquela porcaria [risos]! Demos uns sete ou oito e já não voltámos a casa a pé, mas na carrinha Volkswagen do clube".

"Depois, já em Portugal, três meses depois de me verem a treinar no campo do Campo Grande, os do Sporting viram que eu era bom. Pensaram: "Como é que agora vamos descalçar esta bota?" Inventaram o rapto. Eu nem do Sporting de lá gosto, quanto mais do de cá. Tudo o que hoje sou é graças a mim, aos meus colegas e ao Benfica. Fui melhor jogador do mundo, melhor marcador do mundo, da Europa, fiz tudo, só não ganhei um Mundial". 

sexta-feira, novembro 11, 2011

A PARTIR DE AGORA SERÁ SEMPRE COM ELES

A aprovação do Orçamento de Estado é uma excelente notícia. A partir deste momento o passado ficou definitivamente a pertencer ao passado. Tudo o que acontecer daqui para a frente será da responsabilidade do triunvirato Passos Coelho, Gaspar, Relvas. Por esta ordem, como resultou do debate parlamentar. Execução orçamental, controlo do défice, futuros buracos, números do desemprego, computadores "Magalhães", as melhoras de Hugo Chávez, as privatizações, os desmandos do offshore da Madeira, e tudo o que mais houver, será com eles. No fim, também serão eles, e Paulo Portas e a sua gente, que lá por estar longe não passará despercebido, quem terá de prestar contas. Agora é que a gente vai ver se eles serão capazes de enterrar a "herança socratista" e construir alguma coisa ou se "o Álvaro" vai continuar de lápis atrás da orelha a fazer a contabilidade da mercearia.

COMEÇOU MAL

Pois é, começou mal, uma vez mais, começou muito mal o Congresso dos Advogados. E mais lamento dizê-lo, senhor Bastonário, porque a senhora ministra da Justiça, ao contrário de V. Exª ou do senhor do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, esteve muito bem. Há muitas maneiras de dizer as coisas, mas só há um caminho para se mudar alguma coisa: o do respeito, do bom senso, do diálogo e da contenção verbal.  

quinta-feira, novembro 10, 2011

TRÊS MOMENTOS QUE FALAM POR SI

1º momento: Uma secretária de Estado dependente do ministro Miguel Relvas quis justificar a trapalhada do atraso na discussão do Orçamento de Estado dizendo peremptoriamente que o Governo entregara a proposta das Grandes Opções do Plano ao Conselho Económico e Social em 8 de Outubro. Um ex-ministro do PSD, a presidir a tal Conselho, desmentiu-a de imediato. Na sequência desse atraso, a Comissão de Orçamento e Finanças suspendeu uma reunião anteriormente agendada porque o documento que era suposto ser apreciado só lhe chegou na manhã do dia 26 de Outubro. Por essa razão a discussão do Orçamento de Estado só hoje começou. Quando confrontado com o facto o ministro Miguel Relvas desvalorizou-o, esquecendo que houve unanimidade por parte de todos os partidos quanto à necessidade de adiamento por ter sido desrespeitado pelo Governo um requisito constitucional.

2º momento: Há quatro dias, o ministro Miguel Relvas, aproveitando um almoço de homenagem ao presidente da Câmara de Cascais, elogiou a atitude do PS relativamente ao Orçamento de Estado, sublinhando-a como positiva e construtiva e mostrou-se disponível para analisar as propostas que fossem apresentadas, sendo que a mais importante das que se anunciava era a relativa à devolução de um dos subsídios aos funcionários públicos e reformados. Antes  mesmo de se iniciar a discussão do Orçamento na Assembleia o ministro veio dizer que não havia margem de negociação nessa matéria e que não havia nenhuma "almofada".

3º momento: Sem que terminassem os trabalhos e fosse apresentado qualquer relatório, três membros de um dos grupos de trabalho que o ministro Relvas nomeou apresentaram a sua demissão. Esse grupo destinava-se a estudar o serviço público de televisão e os trinta por cento que "desertaram" foram João Amaral, Francisco Sarsfield Cabral e Felisbela Lopes. O primeiro alegou razões pessoais, a terceira justificou a demissão com a proposta de redução do serviço de informação do canal público. O segundo, ex-director de informação da Rádio Renascença, personalidade sobejamente reputada, respeitada e de reconhecida seriedade, foi ainda mais directo e disse que se demitia devido à “falta de sentido que foi apresentar o plano de reestruturação da RTP quando ainda o grupo de trabalho não tinha terminado as suas propostas”.

terça-feira, novembro 08, 2011

SINAIS (31)

"A ausência de diálogo entre o Governo e os bancos no que respeita à intervenção estatal no sistema financeiro está a gerar uma reacção negativa por parte de responsáveis do sector, que temem ainda que as condições fixadas para o recurso à linha de recapitalização venham a configurar um quadro de quase nacionalização, algo que Passos Coelho tinha dito que não faria. Fontes do sector representadas na Associação Portuguesa de Bancos (APB) admitiram ao PÚBLICO que as relações com o executivo entraram agora numa nova fase, pautada por "desconfiança"" - Público, 08/11/11.

segunda-feira, novembro 07, 2011

DIÁRIO IRREGULAR

7 de Novembro de 2011
Caminhamos a passos largos para o Natal. Não são passos tão escorreitos como os que damos para a nossa recuperação económica, que em grande parte depende mais das condições que os mercados externos estejam dispostas a proporcionar-nos do que do servilismo que Vítor Gaspar e Passos Coelho sejam capazes de demonstrar aos senhores da troika. Mas tão ou mais importante do que dar alguns passos para responder às exigências da troika e sanearmos as nossas contas públicas seria bom que também fossemos dando alguns passos, tímidos que fossem, no sentido da recuperação da qualidade da democracia, das nossas instituições, da credibilidade da política e de uma cultura cívica decente. Há quem continue a esforçar-se por isso, é certo, os resultados é que não aparecem. Bem pelo contrário.
Os exemplos que antes nos chegavam de cima eram maus pela sobranceria e pesporrência. E por nos remeterem a uma condição aparentada à de um idiota. Os senhores que passaram agora a marcar a agenda continuam a esbugalhar os olhos quando falam às televisões para nos convencerem da inevitabilidade das suas propostas. Se deixámos de ser tratados como idiotas, passámos agora a ser vistos como parolos aos olhos dos estrangeirados de Bruxelas, de Vancouver ou da Avenida da Liberdade. Mas tão ou mais inevitáveis quanto a falta de sentido das obscenas propostas que vão fazendo ao país, é a depressão permanente que elas contêm, a natureza estouvada que apresentam.
Poderia ser mais do que isso. Lamentavelmente não é. À cegueira sucedeu uma conjugação infeliz de amadorismo, inexperiência e ignorância. De quem se predispôs a assumir o poder em condições particularmente graves e difíceis sem ter consciência da sua impreparação. Ou, numa variante benigna, tendo-a convenceu-se de que os seus dotes oratórios e meia dúzia de grupos de trabalho seriam suficientes para disfarçar a frivolidade das suas ambições, estudar as questões e apresentar soluções pertinentes. 
Os portugueses, os que acreditaram, os que ainda em Junho deram os votos a Passos Coelho e Paulo Portas, e todos os que não lhes tendo dado os votos nem acreditado invadirão as ruas na próxima semana, numa sucessão de greves e manifestações de que já não havia memória desde os tempos do fenecimento cavaquista, não percebem como é possível ter saído José Sócrates e entrar esta colecção de jarras e corifeus que, para além de se dedicar a constituir grupos de trabalho destinados a ocupar os amigos e a estudar os problemas que já deviam estar estudados antes de terem ido a votos, dá continuidade à política de nomeação de afilhados, mistifica concursos públicos e processos de privatização, convida os portugueses a emigrarem como forma de reduzir os números do desemprego e a despesa do Estado, ao mesmo tempo que promove a venda dos computadores “Magalhães” popularizados pelo antecessor. Ver Paulo Portas na Venuezela, dita bolivariana e revolucionária, de braço dado com os homens do demagogo populista Hugo Chavéz – o tal que era amigo do José e agora também é dele, não deixa de ser irónico. Para quem tão duramente criticou os negócios venezuelanos de Sócrates, Portas veio apenas confirmar o que Carvalho da Silva sempre disse: que para a medíocre direita deste país o dinheiro não tem cor nem ideologia e que se for preciso trocar valores por dólares e engolir alguns sapos o seu chefe de fila será o primeiro a fazê-lo, se necessário invocando o interesse nacional. Não tivesse Kadahfi caído e ainda teríamos Paulo Portas a tomar chá numa qualquer tenda beduína com o infeliz facínora de Sirte.
Tudo isto aconteceu num curtíssimo espaço de tempo. Tudo isto aconteceu com o mesmo desplante com que se anunciaram aos portugueses desvios orçamentais de milhares de milhões de euros sem que se identificasse a origem e o responsável por cada um desses desvios. E com o mesmo cinismo com que com o ar mais infeliz do mundo se disse ser inevitável o corte nos subsídios de férias e de Natal e nas pensões de reforma. Ainda ontem Marcelo Rebelo de Sousa perguntava como poderá o País acreditar amanhã num ministro das Finanças que com a mesma candura com que diz não haver margem para introduzir alterações às suas propostas orçamentais se predispõe a negociar com a oposição e a rever uma medida que vale cerca de mil milhões de euros. É a história de Pedro e do lobo repetida por vários ministros, e até pelo próprio primeiro-ministro, em diferentes versões.
Diferentes versões porque estamos na presença de um guião escrito a várias mãos por amadores temerários. Gente que para dar credibilidade ao enredo juntou aos habituais figurões do charlatanismo político e empresarial alguns académicos e ingénuos bem-intencionados, seguidistas míopes e daltónicos por convicção. Enfim, gente em quem os portugueses têm confiado. E que, vê-se, poderão continuar a confiar.
Ainda há quem esteja convencido de que para fazer bom vinho basta juntar uvas, convidar os amigos e passar uma semana na quinta do padrinho a provar as garrafas das colheitas anteriores. Daqui a uns anos, se não for tarde e o Prof. Medina Carreira ainda cá estiver para lhes explicar, os portugueses perceberão qual o custo de terem dado as melhores vindimas aos meninos que levaram os anos entre as minis do bar da faculdade, a ociosidade dos cafés da Avenida de Roma e os contactos na sede do partido para adquirirem, entre outras coisas, a honorabilidade que lhes permitisse ganhar estatuto e poder.
Qualquer homem experiente sabe que não se começa uma casa pelo telhado. Como não se conhecem elites capazes saídas de um aviário. Porque o frango, mesmo de fraque e perfumado, se um dia chegar a galo terá sempre aquele sabor enjoativo a aviário. A vida muda-se. O sabor dos frangos de aviário não. E havendo males que vêm por bem, não há nada como uma boa crise para ajudar o remediado a distinguir os frangos. 

POR ESTE ANDAR ATÉ O RELVAS VAI PARA O BRASIL E SÓ CÁ FICO EU E O MESTRE

(foto Ângelo Lucas, Global Imagens, JN)

Não é normal um maestro português dirigir a Sinfónica de Roma e por isso sinto-me feliz e honrado”, declarou à Agência Lusa. (…) O maestro disse que decidiu deixar o País e os cargos que desempenhava na região algarvia ‘pelo total desinvestimento na cultura, fora de Lisboa, por parte dos actuais responsáveis políticos’. Osvaldo Ferreira, que foi dirigir em Março deste ano a Orquestra Sinfónica do Paraná, no Brasil, com um contrato assinado para os próximos quatro anos, garante que é possível conciliar o trabalho no Brasil com a Sinfónica de Roma, em Itália.” – O Algarve, 04/11/2011

Alguém sabe, a propósito, o que se passa com este assunto?

SINAIS (30)

No momento em que o Governo se prepara para concessionar novas explorações mineiras de norte a sul do país, convém recordar que sem regras de tributação e mecanismos de supervisão eficazes nos arriscamos mais uma vez a ver sair pela fronteira mais próxima os recursos nacionais a troco de pouco mais do que um punhado de efémeros postos de trabalho. (…) Se nada for feito, se o Governo se sentar à mesa das negociações sem ter feito o trabalho de casa e sem um quadro de referência dos mecanismos que salvaguardem o interesse público, especialmente a médio e a longo prazo, será tarde de mais para evitar que se repita no subsolo português o que aconteceu à superfície com muitas parcerias público-privadas, com a agravante de que neste caso ‘não fica cá nada’.” – Manuel Anselmo Torres, Expresso, 05/11/2011

E NÃO CONVIDOU O CHÁVEZ PARA CÁ VIR?

(foto David Fernandéz, EFE, Lusa)
Depois de Passos Coelho ter patrocinado no Paraguai um acordo de que é parte a empresa produtora do célebre ‘Magalhães’, Paulo Portas chegou desvanecido da Venezuela, onde celebrou contratos ‘com um potencial de negócios de mil milhões de dólares’. E aproveitou para desejar, ‘em nome de todas as autoridades portuguesas’, o rápido restabelecimento de Hugo Chávez.” – Fernando Madrinha, Expresso, 05/11/2011

SÓ PROVA NÃO SER INGRATO E LEMBRAR-SE DOS AMIGOS

Em simultâneo, o primeiro-ministro nomeou para presidente da agência Pedro Reis, seu conselheiro económico e amigo pessoal. Foi a Pedro Reis que Passos pediu, há cerca de um ano, para escrever um livro com propostas de entendidos para relançar a economia. E o gestor escreveu ‘Voltar a Crescer’, obra lançada em plena pré-campanha de Passos para as eleições antecipadas que o levariam a primeiro-ministro e que inspirou o programa eleitoral do PSD coordenado por Eduardo Catroga.” – Ângela Silva, Expresso, 05/11/2011

quinta-feira, novembro 03, 2011

SINAIS (29)

"O modelo escolhido para as privatizações é completamente discricionário. Não implica concursos, consultas abertas ao mercado, nada que possa ser escrutinado pelos concorrentes e pelos portugueses. O Governo vai decidir por si, por razões que só ele define e avalia, e não tem contas a prestar a ninguém. Considerações como 'interesses estratégicos' são outra maneira de acentuar a discricionariedade com grandes palavras, cuja vacuidade pode servir para tudo. Isto é um absurdo, está diante dos nossos olhos, e passa incólume pela indiferença geral.
Pior ainda, o primeiro-ministro revela preferências em público, no caso da EDP, pelos brasileiros, ainda nem sequer está definida uma short list de concorrentes às privatizações (...)" - José Pacheco Pereira, Sábado, 03/11/2011

sexta-feira, outubro 28, 2011

A LER

"O sr. Presidente da República, entre a dissolução da Europa e uma viagem quase de circo ao Brasil e à Venezuela, resolveu criar um problema que o país não tinha ou de que, pelo menos, não se tinha lembrado: o da divisão de Portugal entre o partido do funcionalismo público e o partido dos trabalhadores privados."

SINAIS (28)

"Redução das deduções fiscais na saúde rende 440 milhões ao Estado - Medida pode ter efeitos perversos, alertam especialistas, que antecipam o regresso aos tempos em que era frequente nos consultórios perguntar-se: 'Quer recibo ou não quer recibo?' " - Público 

SINAIS (27)

"Consultora KPMG desmente ex-secretário de Estado Paulo Campos e é chamada à Assembleia da República" - título do Público

quinta-feira, outubro 27, 2011

A EUROPA SOB DIVERSOS ÂNGULOS (8)

A perspectiva turca

TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE

Continua a campanha publicitária anunciando a introdução da televisão digital terrestre a partir do próximo ano. Retive a imagem de uma senhora toda sorridente e a frase "A partir de Janeiro se não tiver TDT não vê televisão". A frase é mais uma das de muito mau gosto com que os publicitários nacionais nos têm brindado. Da leitura de um dos anúncios respigo que o serviço começará a funcionar entre Janeiro e Abril de 2012 e que quem não tem TV paga "terá que mudar para a TDT para continuar a ver os seus programas favoritos". Ora, quem não tem TV paga, no caso de muitos agregados familiares com dificuldades, de desempregados e de reformados, é porque não pode, porque não tem meios para sustentar os canais do cabo. E se assim é, numa altura destas, em que o orçamento de milhões de portugueses está a ser amputado de uma parte substancial não faria sentido suspender ou retardar o início das emissões da TDT até que os particulares voltem a ter dinheiro para luxos, como seja comprar televisões novas ou descodificadores e antenas? Será que faz sentido uma campanha destas? Que pensará quem já não tem dinheiro para os medicamentos, para o peixe ou para a carne, da perspectiva de ter de ir comprar uma televisão ou um descodificador para poder continuar a ver os canais generalistas?