"Os jovens sociais-democratas querem pedir à Procuradoria-geral da República que seja aberto um processo contra os anteriores governantes. Se querem folclore, acertaram; se querem fazer coisas sérias, era melhor aconselharem-se." - João Garcia, Expresso
domingo, outubro 23, 2011
sábado, outubro 22, 2011
SINAIS (22)
"Esta semana, duas notícias aumentaram a irritação do CDS com 'o Álvaro': a proposta de reformulação do projecto do TGV e a ida do ministro a Viseu, a uma reunião do PSD, onde prometeu que a cidade terá autoestrada e comboio - factos que contrariam a promessa de deixar cair as grandes obras públicas, o que levou Helder Amaral, do CDS, a comentar que "as reuniões partidárias são pouco dadas ao bom senso" - F.S.C. com Â.S., Expresso
SINAIS (21)
(fotografia de Amin Chaar, Global Imagens, no DN)
[O] "primeiro-ministro teve oportunidade de fazer um governo equilibrado e acabou por criar "dois ministérios, o da Agricultura e da Economia, que são praticamente ingovernáveis, nem que se ponha lá um super homem";
"(...) por favor altere-se esta orgânica de governo, porque há particularmente dois ministérios que são praticamente ingeríveis";
"Depois da transformação que houve, a administração da Caixa Geral de Depósitos é do tamanho do conselho de ministros" - Rui Rio, economista, militante do PSD, presidente da Câmara Municipal do Porto, no Diário de Notícias.
sexta-feira, outubro 21, 2011
MORAL? ÉTICA? DE QUEM FALAVA O DR. BOTA EM QUARTEIRA?
Esta notícia diz quase tudo sobre o resultado de se ter, uma vez mais, entregado o poder a gente desta, que sempre abancou ao lado das manjedouras partidárias e institucionais para conseguir ter uma carreira, visibilidade e poder.
É tudo legal, pois é, mas será moral e eticamente aceitável? Algumas nomeações do governo anterior também eram legais mas nem por isso se tornaram aceitáveis.
É tudo legal, pois é, mas será moral e eticamente aceitável? Algumas nomeações do governo anterior também eram legais mas nem por isso se tornaram aceitáveis.
Tenho pena de ver amigos meus, gente que estimo e que se fartou de José Sócrates, e com razão, envolvidos com esta tropa que, à custa de muito sacríficio, o País vai conhecendo melhor em cada dia que passa.
CÁ SE FAZEM, CÁ SE PAGAM
O artigo que Manuela Moura Guedes escreveu no Correio da Manhã
é mais uma lição a provar que para alguns "os que nos servem hoje podem não servir amanhã". Passos Coelho, Miguel Relvas e os seus acólitos, que quiseram cavalgar a onda anti-socratista durante o conflito que levou ao seu afastamento da TVI, começam agora a pagar o preço da infeliz campanha que conduziram. Álvaro Santos Pereira já tinha desaparecido em combate. Para infelicidade deste País, que não consegue encontrar um rumo e gente à altura, não será o único. Passos Coelho e Miguel Relvas, com o beneplácito do Presidente da República que tão entusiasticamente ajudaram a reeleger e que tanto jeito lhes deu na hora de dissolver a Assembleia da República, não tarda seguirão o mesmo caminho. Como alguém disse, olhem, é a vida.
é mais uma lição a provar que para alguns "os que nos servem hoje podem não servir amanhã". Passos Coelho, Miguel Relvas e os seus acólitos, que quiseram cavalgar a onda anti-socratista durante o conflito que levou ao seu afastamento da TVI, começam agora a pagar o preço da infeliz campanha que conduziram. Álvaro Santos Pereira já tinha desaparecido em combate. Para infelicidade deste País, que não consegue encontrar um rumo e gente à altura, não será o único. Passos Coelho e Miguel Relvas, com o beneplácito do Presidente da República que tão entusiasticamente ajudaram a reeleger e que tanto jeito lhes deu na hora de dissolver a Assembleia da República, não tarda seguirão o mesmo caminho. Como alguém disse, olhem, é a vida.
SINAIS (20)
"Os sacríficios pedidos aos portugueses não resolvem o problema" - João Salgueiro, ex-ministro das Finanças, economista e ex-presidente da SEDES, em entrevista ao Diário Económico
A LER
"A eleição do dr. Cavaco Silva para Presidente da República foi uma das maiores desgraças que sucederam a Portugal e aos portugueses em 2006".
quinta-feira, outubro 20, 2011
SE FOR VERDADE...
... a Miguel Macedo, enquanto ministro da Administração Interna, só resta uma saída: demiti-los.
quarta-feira, outubro 19, 2011
DIÁRIO IRREGULAR
19 de Outubro
Mais do que as exigências de uma qualquer troika, o quotidiano esmaga-nos quando nos sentimos impotentes para mudar. Quando todo o esforço e energia se perdem nos meandros que muitas vezes nós próprios criamos.
Olhar para Portugal foi, em tempos, uma actividade serena e eminentemente contemplativa. Nos dias da ira que vivemos, constitui um drama em que revemos toda a nossa lassidão de décadas. Só chegámos aqui porque fomos capazes de nos desprezarmos e aceitámos que outros nos mutilassem a auto-estima. Admitimos trocá-la por um pouco de conforto efémero, pela ilusão da esperança e o convencimento da grandiosidade de um fado que há muito deixámos de merecer.
Não há a quem não custe ouvir o que principais actores desta tragédia dizem. Alguns, com o pudor suficiente para se manterem calados, devem pensar na ingratidão dos homens. Outros, mais atrevidos, compõem as contas do rosário que nos querem impor sob pena de excomunhão por parte dos senhores da troika. A apresentação do Orçamento de Estado para 2011 começou por ser anunciada como uma bênção. Depois tornou-se num castigo passageiro. Agora ameaça ser uma pena sumariamente imposta sem julgamento, defesa ou contraditório, uma canga à maneira china que a todos vergará.
Ninguém de bom senso e minimamente inteligente poderá continuar a escutar as intervenções dos ministros das Finanças e da Economia sem se interrogar se não estará na presença de zombies um saídos de uma fábrica de produção de tecnocratas em série. Gente que vivendo longe do mundo e sem um verdadeiro conhecimento não vestibular da vida, sob a capa de uma aparente humildade, são afinal a dramática reencarnação do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde, em que ao discurso seminarista do primeiro se sucede a visão delirante e tenebrosa do segundo; em que ao apregoado e necessário esforço de ultrapassagem da crise em que todos estão empenhados se sucede a pulsão sarcástica e grotesca de um suicídio que pondo a nu todas as suas debilidades nunca chegará a sê-lo porque nem os meios para tal chegarão a tempo, ficando para ali a esvair-se, semi-morto, sujeito à dó e à piedade de terceiros.
Num notável texto publicado há alguns dias no Público, o historiador Rui Tavares definiu o momento que atravessamos como o de um novo PREC, mas agora a sigla identifica uma outra forma de loucura: processo de ruína em curso. Não andará longe da verdade.
Não tenho ilusões – nunca tive – nem sobre os erros do caminho que nos conduziu aqui nem sobre a forma desvairada, atroz e até certo ponto de má fé, como se procurou atalhar a males maiores. Não colocando em causa a necessidade do esforço colectivo, no qual também me revejo, pergunto se não é legítimo questionar a boa fé de uns quantos, se não será curial saber se os actores da tragédia terão consciência do papel que no final lhes está reservado.
No meio disto tudo, parece que o Presidente da República, depois de ter assistido serenamente à forma como nos últimos três meses se foram talhando as tábuas do nosso caixão, finalmente deu sinal de si. O homem, como todos sabem, pode ter os seus complexos, mas tem família e olha à sua volta, coisa que nem Vítor Gaspar nem Álvaro Santos Pereira conseguem fazem. Ou, se o fazem, o que duvido, não percebem ou não querem ver, hipótese para a qual me inclino atenta a unidimensionalidade de que o seu pensamento dá mostras.
O CDS percebeu-o e por isso o seu papel começa a ser ingrato. E vexatório. Paulo Portas, algures num avião, por formação e carácter, poderá estar convencido de que a nossa História nos obrigará a respirar. Esta é uma crença que a troika não possui. Eu também. E até o Presidente da República começa a duvidar. Percebe-se, em especial se levarmos em linha de conta que Francisco van Zeller se apresentou já como porta-voz de todos aqueles que querem aproveitar o tiro que o Governo de Passos Coelho disparou contra os reformados e funcionários públicos para cortarem generalizadamente regalias e subsídios no sector privado. O senhor só não justificou que razão pode ter tal raciocínio em relação a empresas saudáveis e pujantes, porque também as há e sempre haverá, onde a produção e os lucros continuam a ser elevados e em que tal medida só serviria para aumentar a contracção e empobrecer ainda mais os portugueses. Que há muitos patrões avaros a quererem aproveitar a boleia dos cortes não me impressiona. Impressiona-me sim o desplante com que há quem o proponha.
É natural que quando se antevê a morte do paciente pela terapia surjam algumas vozes apelando ao chumbo do orçamento por parte do PS. Tal posição poderia beneficiar da minha simpatia se o PS do Novo Ciclo já tivesse sido capaz de se livrar dos fantasmas do passado, de limpar os armários, de assumir com verticalidade os erros do passado. De enterrar condignamente os esqueletos que recebeu. Para utilizar uma linguagem actual, o PS não pode ficar refém do passado, da administração que foi destituída pelos accionistas da holding República Portuguesa na assembleia geral de 5 de Junho pp. Enquanto o PS não perceber isso jamais estará confortável na sua pele. E a escolha entre uma abstenção, um voto contra ou um voto a favor será sempre algo constrangedor e dramático para uma liderança que ainda agora começou a afirmar-se.
E não vale a pena iludir o presente e os problemas que este está a gerar para o futuro com os erros anteriores. Hoje lamento vivamente que o Presidente da República se tenha oposto à realização de uma auditoria às contas públicas à data em que foram marcadas eleições. Isso teria tornado tudo muito mais cristalino e evitar-se-ia que diariamente aqueles que irão ser julgados nas próximas eleições tentem encobrir a falta de soluções, a errância do discurso e das soluções que apresentam sobre as mais diversas matérias – TGV, TSU, impostos, IVA, corte nos subsídios, lembrança à última hora das subvenções dos políticos, aumento de meia hora no horário de trabalho, reforma autárquica a la carte, etc. -, para não lhe chamar incompetência, de que diariamente dão mostra nos mais variados fóruns, com os “buracos” que até agora não foram capazes de demonstrar preto no branco em que áreas ocorreram, quando se começaram a cavar, por culpa de quem e em que montantes exactos. E isto também interessa ao PS se este partido quiser libertar-se da clausura.
Permitir que se continue a atirar para cima do julgado, condenado e exterminado José Sócrates o peso da miopia, da ignorância, da ausência de soluções e da confusão de ideias dos actuais governantes, e, também, nalguns casos, da parolice bacoca dos novos Dr. Jekyll e Mr. Hyde, que tendo tido acesso ao laboratório anseiam ver o resultado das experiências que conduzem, não resolve nada. “Face ao que nos aconteceu, eu também penso que os responsáveis mereciam ir para a cadeia, mas não penso que seja possível mandá-los para lá. Seria um intolerável atropelo aos princípios do Estado de Direito. Fora do quadro da configuração dos ilícitos penais já estabelecida pela lei, a sanção das más políticas, mesmo das péssimas, só pode ser uma sanção política”, escreveu Vasco Graça Moura no DN.
Espero que o Orçamento de Estado não seja mais um monstro gerador de “monstrinhos”. Já bastam os que andam por aí, que falam, que dão conferências de imprensa e que tão cínica quanto alarvemente vão sorrindo de cada vez que pregam um prego no caixão.
terça-feira, outubro 18, 2011
UM LIVRO NOTÁVEL
"Talvez quem não conseguisse prever o seu próprio destino fosse por viver ofuscado com o frívolo da vida. A Matilde ponderava. Talvez só não acedesse ao conhecimento lúcido do destino quem passasse na vida como um charlatão, habituando o pensamento a uma superficialidade que falseava os instintos mais genuínos. Seria um modo de desbaratar, uma leviandade a transformar a fortuna de viver numa participação cínica ou anestesiada da criação. O homem do cerco sorria todo, também estava de cristandade feliz ao levar no carro o velho Gemúndio ainda pasmado e a Matilde muito decidida. Ele perguntava: ó dona Matilde, isto para si também é cá uma surpresa, muda-lhe a vida toda. E ela dizia: o que nos muda também nos aumenta. Queria dizer que obrigava a um crescimento interior e espevitava o engenho e a robustez para a sobrevivência".
segunda-feira, outubro 17, 2011
A LER
Um texto notável do André Freire, meu antigo professor de sistemas eleitorais durante o mestrado, na edição de hoje do Público:
"Estas medidas, que em regra não constam do acordo, foram alegadamente ditadas pela má gestão das contas no primeiro semestre. Na verdade, representam um monumental embuste face ao que o PSD sempre defendeu no passado ano e meio. A justificação radica também num embuste: sabe-se que a derrapagem resulta, primeiro, de uma fraca captação fiscal, fruto da recessão; segundo, das consequências da irresponsabilidade fiscal reiterada na Madeira (e que o PSD voltou a cobrir ao não especificar o plano de ajustamento antes das eleições, e ao não definir quem pagaria a factura: sabemos agora que serão os servidores públicos do Continente e os pensionistas); terceiro, do ruinoso processo de privatização do BPN (um tenebroso caso de polícia conduzido por figuras gradas do cavaquismo) que o PSD conduziu recentemente: os privados compraram o BPN a preço de saldo, mas os contribuintes portugueses pagam primeiro (e mais uma vez) todas as dívidas".
Vale a pena ler o artigo todo e para isso bastará fazerem o respectivo clique na imagem. Para que depois não se misture tudo e não engane o povo dizendo que a culpa era do que saiu.
sexta-feira, outubro 14, 2011
SINAIS (19)
"As "gorduras" enquanto matéria substantiva só existiam na cabeça do Passos Coelho candidato, não existem mais na cabeça do Passos Coelho primeiro-ministro" - Pedro Santos Guerreiro, Diário Económico.
UM FUNDO SUI GENERIS
A Lei n.º 53/2011, hoje publicada em Diário da República, contém o artigo 366º-A que foi aditado ao Código do Trabalho.
Este artigo, que tem por epígrafe "Compensação para novos contratos de trabalho", depois de nos números 1 e 2 esclarecer em que termos um trabalhador tem direito a compensação, prazo e modo de determinação, vem no número 3 referir que "a compensação é paga pelo empregador, com excepção da parte que caiba ao fundo de compensação do trabalho nos termos da legislação própria".
Portanto, cada um deveria pagar a sua parte. E digo-o no condicional porque o problema vem logo a seguir, no número 4, que estatui o seguinte: "no caso de o fundo de compensação do trabalho não pagar a totalidade da compensação a que esteja obrigado, o empregador responde pelo respectivo pagamento e fica sub-rogado nos direitos do trabalhador em relação àquele montante equivalente".
Espero que tenham percebido tão bem quanto eu, enquanto não começarem as sessões de esclarecimento que o "Álvaro" - ainda cá estará? - certamente já terá preparado.
quarta-feira, outubro 12, 2011
RESUMINDO E CONCLUINDO
"Saímos daqui com uma derrota que não nos serve para nada" - João Moutinho, em declarações à RTP após a derrota de ontem com a Dinamarca
domingo, outubro 09, 2011
SINAIS (18)
"A dúvida que começa a instalar-se é se o ministro conseguirá recuperar e dar conta do recado. Muitos temem que não e um ex-ministro do PSD antecipa o pior: "Este é um caso perdido. Já não recupera de maneira nenhuma". "Até janeiro, ou mostra que tem as ideias certas e a capacidade e a equipa para as executar ou é uma figura decorativa", diz um alto responsável do CDS. Outro dirigente centrista assume que o pensamento já está numa remodelação: "A questão é saber se Passos encara as remodelações com naturalidade e sem dramas, ou se será um obstinado como Sócrates em relação às escolhas que fez" - Ângela Silva e Filipe Santos Costa com R.P.L., Expresso
Subscrever:
Mensagens (Atom)











