sábado, novembro 06, 2010
sexta-feira, outubro 22, 2010
GARANTO QUE NÃO FUI EU
RECONHECIMENTO
É o problema de se jogar em clubes de bairro. Por maiores que sejam os feitos nunca se deixa de ser um puto do bairro. Nunca se é levado a sério.
quarta-feira, outubro 20, 2010
sexta-feira, outubro 15, 2010
domingo, outubro 10, 2010
DÚVIDA A DESTEMPO
sexta-feira, outubro 08, 2010
RIP CURL PRO 2010 EM PENICHE
Este fim-de-semana, se puder, não deixe de dar uma saltada a Peniche para ver as melhores estrelas do Mundial de Surf e apoiar o nosso Tiago Pires. Mais informação aqui. O REALISMO DE FREI VENTURA
UMA BOA NOTÍCIA

A escolha de Liu Xiaobo pela academia sueca do Nobel para Prémio Nobel da Paz é uma boa notícia. O facto de ter sido uma opção unânime só acentua a justeza da escolha.
Escritor, comentador político e activista dos direitos humanos num país onde qualquer actividade política que fuja aos cânones dos senhores do partido é vista como uma ameaça ao regime, o galardoado tem tido uma vida em que tão depressa está atrás das grades como logo a seguir é libertado sem que se compreendam as razões para um e outro acto por parte das autoridades chinesas.
A atribuição do prémio constitui um desafio ao novo império do meio, incapaz de fazer acompanhar a modernização económica de uma abertura política mínima, mas é também a garantia de que a luta daqueles que tombaram em Tiananmen defendendo o direito à opinião e à livre expressão do pensamento não será esquecida.
A repressão poder-se-á acentuar a partir deste momento, mas a alma dos povos que constituem a grande nação chinesa sairá fortalecida
quarta-feira, outubro 06, 2010
RASCAS? NÃO, REALISTAS.
MEIA-CONFISSÃO
domingo, outubro 03, 2010
FALTA DE SALDO
Está visto que o Gouveia ficou sem saldo. Já passa das 23.15 e ainda não mandou nenhum sms. Espero que não seja por causa disto. sexta-feira, outubro 01, 2010
SÓ CONTARAM PARA ELE
Fico encadeado com tanta transparência, mas de certeza que Nuno Rogeiro, admirador confesso do trabalho do autarca, e os advogados da IKEA, estão de acordo.
terça-feira, setembro 21, 2010
EM DIA DE ANIVERSÁRIO

sexta-feira, setembro 17, 2010
A MINHA VISÃO DO ESTADO SOCIAL
FIA GT1 EM PORTIMÂO
Este fim-de-semana há mais uma prova do Campeonato do Mundo de GT1, da Federação Internacional de Automobilismo, no Autódromo de Portimão. Para quem se queixa do centralismo de Lisboa, é uma oportunidade para ver o que os lisboetas não vêem: Pedro Lamy a guiar o Aston Martin da Younger Driver Team e Miguel Ramos a evoluir ao volante do Maserati C12 da Vitaphone que nos treinos desta manhã fez o segundo tempo, atrás do Ford GT. Se não quiser vê-los de traseira, nem estacionados, o melhor mesmo é pôr-se a caminho. Por menos de metade do custo de um bilhete de futebol, tem os melhores pilotos e as melhores máquinas a andarem só para si numa pista de antologia.
O programa completo e a evolução dos tempos pode ser acompanhada no site da FIA ou no do Autódromo Internacional de Portimão.Ò PEDRO, POSSO ACENDER UM CHARUTO NAS SUAS ORELHAS?
Em meia dúzia de palavras, no mesmo dia em que Miguel Macedo fazia a entrega da versão final do projecto do PSD a Jaime Gama, Pacheco Pereira desancava – não há outro termo que se adeqúe – no documento. Refutando-o em razão das circunstâncias, do método e do conteúdo, criticando as mudanças no que concerne ao conceito de justa causa e às alterações sugeridas na Saúde, Pacheco Pereira só não chamou incompetente à direcção do PSD e ao directório de sábios que preparou o projecto talvez porque só o tenha recebido sete minutos depois de ter começado a reunião do grupo parlamentar do PSD destinada a apreciá-lo. Nem a eventual criação de uma região-piloto no Algarve, reduzindo de forma simplista a regionalização a um problema de carros, escapou ao seu juízo.
Enfim, tudo foi tão mau para Pacheco Pereira nas propostas de alteração que o projecto contém, a começar pelo reconehcimento de que o papel dos deputados é apenas para fazerem figura de corpor presente, que uma simples frase resumiu o trabalho dos génios que a prepararam: “ou foram mal pensadas há dois meses ou foram mal pensadas agora”.
segunda-feira, setembro 06, 2010
UMA MEDIDA PROFILÁCTICA
Acontece que nessa mesma política o que fica registado dos que não conhecemos pessoalmente são as suas intervenções, as suas declarações, as suas entrevistas, os seus diplomas e os seus currículos. Isto é, dos que os têm. São essas pequenas coisas, esses detalhes, por vezes umas frases desgarradas, que nos permitem que os conheçamos melhor. Um pouco como se passa com os treinadores de futebol. Veja-se o que se está a passar com Carlos Queiroz, em que com excepção do próprio, que apenas considerou deselegante, e de Pinto da Costa, que achou normal, ninguém pensou que o seleccionador nacional se lembrasse de falar na mãe de um dos médicos da Autoridade Antidopagem de Portugal nos termos em que falou. Pode ser injusto, mas toda a gente se irá recordar disto, dos sopapos com que brindou um comentador em pleno aeroporto ou da forma como confundiu um polvo siciliano com uma taça de farófias.
Os exemplos na política são imensos. Alguns políticos há que conseguem ser mais conhecidos dos que outros. Seja por defenderem o sexo na horizontal, passarem a tese ao papel sob a forma de “poema” ou publicitarem os condomínios da linha de Sintra nas praias algarvias. O caso do neófito líder do PSD, Passos Coelho, arrisca-se a bater todos os recordes. Quando a uma pose de estadista e uma inteligência fulgurante se junta o privilégio de uma entrevista cristalina ao Expresso, o povo agradece, embora desconfie da esmola.
Durante anos resguardado da incidência directa das luzes, na sombra do partido, de Ângelo Correia ou de uma empresa, tomando cafés em bairros da periferia, Passos Coelho conseguiu ser político profissional, estudar, fazer uma “carreira” e disputar a liderança nos congressos do PSD até sair vencedor. Pelo caminho preparou-se para ser primeiro-ministro. Já o ouvi sublinhar. E por esta ordem. O que não será muito normal, apesar de haver quem considere isso mais meritório do que andar a assinar papéis na Câmara de Castelo Branco. A começar por todos aqueles que aceitaram ser liderados por ele e a acabar naquela equipa de sábios que integrou a comissão que apresentou uma proposta, projecto, ante-projecto, sei lá, uma coisa dessas, de revisão constitucional do PSD.
Este fim-de-semana, o Expresso ajudou-nos a conhecer um pouco melhor o homem que, criticando o actual primeiro-ministro, quer ocupar a cadeira do poder. Se quanto à crítica estamos de acordo, embora no meu caso isso me possa causar, e vá causando, alguns olhares reprovadores (enquanto não mandarem o Ramos Preto tratar de mim estou safo), já quanto à troca de lugares não estarei tão certo.
Vejamos então, alguns excertos, a todos os títulos notáveis, dessa peça, dada por quem fez questão de esclarecer publicamente que andou durante anos a preparar-se para ser primeiro-ministro:
“Já houve uma moção de censura e podíamos tê-la votado. Se quiséssemos derrubar o Governo ele já tinha caído”. A lógica desta afirmação é irrepreensível. Denota um esforço de adaptação do seu discurso ao estilo que ele próprio tem vindo a censurar em José Sócrates. A teoria do “se” que Passos Coelho aqui desenvolve aproxima-se da teoria da conditio sine qua non em matéria verificação do nexo de causalidade na responsabilidade civil. Paulo Teixeira Pinto ou Duarte Lima já lhe deverão ter explicado o que isto é na fase preparatória do seu líder. Seria o equivalente a José Sócrates dizer que “já houve uma diminuição no desemprego; se quiséssemos acabar com ele, o desemprego já não existiria”. Mas num contexto destes para que serviria uma moção de censura votada pelo PSD?
A resposta vem logo a seguir: porque é claro que quem não quer fazer cair o Governo, quem não quer assumir essa responsabilidade, não o faz cair. Pede a outro que o faça. Pede a alguém que por ele assuma as responsabilidades. Daí que quando questionado sobre a hipótese que deixou no ar de uma noite algarvia de eleições antecipadas tenha prontamente esclarecido que “foi uma intervenção profiláctica”.
Aqui está mais uma coisa em que Passos Coelho demonstra boa preparação. Todos sabem que uma intervenção profiláctica visa evitar um mal maior. Logo, quando Passos Coelho está a colocar condições (são só duas) para aprovar o próximo orçamento ou agitar o fantasma da dissolução do parlamento, está apenas a procurar evitar males maiores. Quer dizer; a ter intervenções profilácticas, porque na verdade ele não quer, no seu íntimo e no dos que o apoiam, chumbar o orçamento (“um, dois, três, longe vá o agoiro”, costuma dizer bem alto ao Zeca Mendonça, não vá Cavaco Silva ouvi-lo por interposta pessoa), nem quer que o parlamento seja dissolvido e haja eleições antecipadas. Por isso apelou à intervenção do Presidente da República e fixou-lhe (é de homem) nove de Setembro como data-limite para promover eleições antecipadas, assim acautelando a eventual não aprovação do orçamento. A data, alcança-se do raciocínio de Passos Coelho, é também ela uma data profiláctica. Comprovar-se-á esta tese dentro de três dias, visto que nem ele, nem ninguém (salvo José Lello, mas todos perceberam que isso é por causa de Manuel Alegre), quer eleições antes de 2013. Ele mesmo já confessou não ter pressa em chegar ao poder, confissão profiláctica que a todos no tranquiliza (e ao professor Marcelo) porque antes de 2013 não haverá eleições.
O brilhantismo do diagnóstico de Passos Coelho e da sua receita, que nisso leva a palma em relação aos que o antecederam na última década à frente do PSD, já se tinha feito sentir aquando da aprovação do PEC.
Os idiotas dos jornalistas ainda acreditaram que nessa ocasião o PSD estava preocupado com a situação do país, com o interesse nacional, e que por isso deixara passar o PEC. Até neste blogue houve quem ingenuamente acreditasse. A começar por mim. Nada de mais errado: “os deputados do PSD não aprovaram o PEC, abstiveram-se”. E, acrescentou, “deixaram claro que só o faziam por razões que tinham que ver com a nossa imagem externa”. Aqui temos uma outra vertente do seu pensamento. O país ficou a pensar que a abstenção do PSD, no tão criticado pacote que a todos nos lixou, era genuína. Nada de mais errado. Passos Coelho quis desfazer já todas as dúvidas. Trata-se de uma variante da forma como ele assume as suas responsabilidades: a abstenção profiláctica mantém o país na ignorância porque na sua essência estavam apenas preocupações de imagem. Externa. O importante é a imagem de José Sócrates na GQ, de Ferreira Leite na Vanity Fair, de Idália Moniz na Vogue e a de Cavaco Silva na Hola.
E o estilo profiláctico não deixou de fora a revisão constitucional. Ninguém esperaria outra coisa de um político deste jaez. Como também sublinhou na referida entrevista, a revisão só não foi avante porque “é verdade que o PSD não tinha o processo concluído”. E era suposto ter?, pergunto eu. Todos perceberam que se tratou de uma proposta profiláctica. O que o PSD queria era pôr as pessoas a discutir. Tanto assim que “o PSD empenhou-se pouco a explicar a revisão constitucional”. É óbvio. Só os imbecis do PS, do Bloco de Esquerda e do PCP é que não viram isto. Vá lá que o CDS desconfiou e ficou nas lonas. O faro político de Portas já então percebera a natureza profiláctica do debate. E o seu oportuníssimo timing. O CDS resguardou-se para os referendos. É que se o PSD se tivesse empenhado tinha requisitado Fernando Lima a Belém e o Mário Crespo à SIC, antes de colocar a proposta em “debate”. Foi o que ficou por dizer sobre esta matéria.
E tudo é tão claro que Passos Coelho esclareceu a razão de ser das alterações – profilácticas – que pretende introduzir em matéria laboral: “a maior parte dos empregadores associa à lei laboral uma morosidade tal para despedir alguém que prefere manter a precariedade a ficar amarrado aos contratos sem termo”. Como é que ainda não tinham visto isto? O Nuno Rogeiro anda numa visita guiada a Loulé, mas, que diabo, e o Pedro Lomba? Dorme na forma? Como foi possível? O que Passos Coelho quis dizer é que como os empregadores não querem gastar dinheiro a pagar indemnizações, sempre que querem despedir alguém sem justa causa, preferem optar por extinções “amigáveis” de postos de trabalho para depois contratarem, para desempenhar as funções extintas, uns fulanos a recibos verdes. Só que depois vêm os tipos dos sindicatos, das comissões de trabalhadores e da ACT e fica tudo encalacrado. É uma porra! Um patrão nunca mais de livra da embrulhada e arrisca-se a acabar como aquele empresário da Alisuper, irmão de uma senhora que governa Silves há uma data de anos com um olho no Castelo e outro na Fábrica do Inglês, metido em tribunais e com os bancos à perna. Uma chatice.
Pedro Santana Lopes deve sentir-se pequenino ao lado de um líder desta estirpe. Passos Coelho está tão bem preparado para ser primeiro-ministro que até o “defunto”, salvo seja, Marques Mendes já anda a fazer maratonas no caminho de e para a praia. Quem diria, o pequenino. E Nogueira Leite sentenciou os blogues ao ostracismo. A confiança num líder em ascensão é uma coisa linda. Percebe-se, pois, que Passos Coelho concluísse a entrevista ao Expresso com uma frase magistral, uma frase que reflecte a sua valia e constitui uma farpa em José Sócrates, uma verdadeira súmula do seu pensamento político: “só tenho convicções das coisas que conheço”.
Eu também. Das que não conheço proponho medidas profilácticas. E rezo. E quando ainda assim não é suficiente meto uma “cunha” ao ministro Teixeira dos Santos, peço € 100,00 emprestados ao BPN, e marco uma consulta no professor Bambo (não convém que se saiba, por causa do professor Leite Campos, mas quando estou à rasca o Bambo não me cobra o IVA). É que a gente nunca sabe o que nos espera. Por muito que nos preparemos.
[também no Delito de Opinião]
sexta-feira, setembro 03, 2010
JOSÉ TORRES
quinta-feira, setembro 02, 2010
O ACÓRDÃO MALDITO
quarta-feira, setembro 01, 2010
O CASO QUEIROZ
segunda-feira, agosto 30, 2010
O QUE DEVIA SER DITO
domingo, agosto 29, 2010
COMEÇOU HOJE
sexta-feira, agosto 27, 2010
HERÓIS COM NOME
Não sei qual vai ser o desfecho da história. Quero que seja feliz. Vou fazer por isso. É uma história que podia dar um romance. Um romance longo, recheado de muitas histórias. De histórias de vida. De histórias de luta e de conquista. Uma por cada um dos trinta e três.
Também não sei, e tenho dificuldade em imaginar, eu que nem gosto de andar de metro e fujo de me meter em grutas, o que será estar enfiado num cubículo a 700 metros de profundidade, tendo por luz a escuridão, por espaço a voz e o cheiro dos companheiros de infortúnio, o seu suor, a sua dor, e amiúde um pequeno tubo por onde sobe e desce a esperança entre minúsculas embalagens de medicamentos, de vitaminas, e bocados de papel amarfanhado. Bocados de papel onde se vertem pequenas frases, pequenas palavras. Letras que trazem em si a magia, o sonho do reencontro.
Cada segundo que passa é uma conquista. Cada minuto vivido é um tiro no infortúnio. Cada hora respirada é uma morteirada na desgraça. E ao fim do dia que é sempre noite ainda se arranjam forças para sorrir para uma câmara, dizer uma larachas e cantar o hino. Eles, os desgraçados, o sal da terra, são a final os primeiros porta-vozes da esperança para quem à superfície, na dor da sua ausência, tem a sorte de ver todos os dias o raiar da aurora e se pode aquecer com os primeiros raios de sol.
Para quem, como eu, passa o dia sentado a uma secretária, sentindo o conforto do couro da cadeira em que se senta, e ainda se dá ao luxo de praguejar contra o ruído do ar condicionado, ou para aqueles que vão para a televisão e os jornais exigir que os milhões que saíram de um banco na Suíça voltem para uma conta onde estão mais uns quantos milhões, que servirão para lhe pagar as gravatas da Hermès, não devia ser fácil sair à rua enquanto aqueles homens ali estiverem.
Os dramas que acontecem longe são como um mau romance que termina quando se arruma o livro numa estante sem conhecer o final do primeiro capítulo. Para sempre. Até que as traças o devorem.
Mineiro não é apenas sinónimo de nome "di jogador di futibol". Ou de natural de Minas Gerais. Também é profissão de alguns homens. Campo de batalha. E, às vezes, uma palavra de estímulo. De conforto. Um grito contra a amargura. Amanhã uma promessa de casamento cumprido. Uma aposta na vida.
Estes homens são a exaltação da condição humana. A prova de que vale a pena.
Não sei qual vai ser o desfecho da história. Quero que seja feliz. E que Deus, ou lá quem for, qualquer que seja o nome, os proteja. Eles merecem.
Os meus heróis têm sempre nome. E um rosto. Quero que sejam felizes.
UM AUTO EXEMPLAR
Vale a pena clicar na imagem e ler o auto. A descrição do acidente feita pelo agente policial tem todos os condimentos. Espero que o peão venha a explicar as razões para tão estranho acto e a sua recusa quanto à submissão ao teste de alcoolémia. Um tipo já não pode estar em paz. Só neste meu Algarve! 




