O regresso de Londres pela pena magnífica do Henrique Monteiro e aqui reproduzido com a devida vénia.quarta-feira, março 10, 2010
O ANTES E O DEPOIS
O regresso de Londres pela pena magnífica do Henrique Monteiro e aqui reproduzido com a devida vénia.sexta-feira, março 05, 2010
DE FACTO, ELE TEM RAZÃO
INSÓLITO
(foto Correio da Manhã)FANTÁSTICA EDIÇÃO
A edição de hoje do Público, que me foi graciosamente oferecida no quiosque onde habitualmente compro os meus jornais, é para guardar. Não só porque assinala os 20 anos do jornal, mas porque foi excepcionalmente dirigida por António Barreto e contém um conjunto de textos e de números absolutamente imprescindíveis. No entanto, como não posso aqui colocar todo o jornal, escolhi para aqui vos deixar a coluna de Vasco Pulido Valente. VPV é de todos os que escrevem no jornal aquele que melhor reflecte o seu espírito. Goste-se ou odeie-se a sua opinião, a sua escrita limpa, depurada e cristalina e a actualidade dos temas escolhidos fazem dele um dos incontornáveis da nossa democracia. Vinte anos depois é impossível pensar o Público sem VPV. É impossível discutir e pensar a actualidade da nossa vida pública sem conhecer os textos do VPV. A crónica de hoje é a melhor homenagem que ele poderia prestar ao jornal, ao país e, por estranho que possa parecer, ao PSD.VINTE ANOS
Associo-me hoje aos 20 anos do Público e a tudo aquilo que o jornal nos tem proporcionado nestas duas décadas. Com todos os defeitos que se lhe possam apontar, é inegável que o jornal se impôs pela qualidade da análise, pela profundidade dos seus textos, pelo nível da maioria dos seus textos e excelente nível dos seus articulistas. Habituei-me a ver no Público uma opinião plural e mesmo quando alguns textos revelavam falta de objectividade e de isenção, não confundi a posição e o mau trabalho desse jornalista com o jornal. Vinte anos depois, como leitor atento e interessado, tenho de agradecer ao Eng. Belmiro e aos accionistas do jornal os excelentes momentos de leitura que me deram, a oportunidade da informação e o contributo que deram para a consolidação democrática e aprofundamento do espírito de cidadania e intervenção da uma opinião pública mais consciente. De tudo, lamento apenas a posição assumida pela sua direcção aquando da declaração de guerra ao Iraque, pelos efeitos nefastos que isso teve para todos nós. Mas seguramente que não será esse pecadilho, que acredito tenha sido gerado por pura convicção, com tudo o mais de bom que aos portugueses foi oferecido. O Público está por isso mesmo de parabéns e espero que dentro de vinte anos possamos comemorar a sua entrada na meia idade. O facto de ser hoje dirigido por uma mulher significa que o jornal já passou o Rubicão, amadureceu e tornou irreversível o seu compromisso com a liberdade e a modernidade.quinta-feira, março 04, 2010
A LENDA
Aproveitando a lembrança do João Carvalho e a magnífica foto do 8C, bem como o lançamento do novo Spider, aqui fica mais alguma coisa sobre uma das minhas favoritas. Nasce-se alfista e ferrarista como se nasce benfiquista. O resto é conversa.
quarta-feira, março 03, 2010
FOI PARA O DELITO
SEM PALAVRAS
É assim, lindíssimo, fulgurante, com curvas únicas e duplamente confortáveis. É a magia do novo Spider da Alfa Romeo. Aqui na casa já se pensa no dia em que ele chegará ao stand. Quem quiser saber mais sobre esta nova máquina de Pininfarina é só clicar aqui.terça-feira, março 02, 2010
LEITURAS
"Pela minha cabeça passaram imagens absurdas que faziam mal. Pensei propor a Ingeborg partimos para o Sul, até Andaluzia, ou que fôssemos a Portugal, ou que, sem traçarmos qualquer rota, nos perdêssemos pelas estradas do interior de Espanha, ou dar um salto até Marrocos..."
Agora que saiu "O Terceiro Reich", na esteira do aclamado 2666, nada melhor do que antes recordar o "Nocturno Chileno", primeira obra de Bolaño editada entre nós, que data de 2000 (Gótica) e pela qual melhor se compreende a razão para a vida ser "uma sucessão de equívocos que nos conduzem à verdade final, a única verdade".domingo, fevereiro 28, 2010
FUERZA, CHILE
Quando uma coisa destas acontece, quando tudo rui, a fé deve ser mesmo a única coisa a que uma pessoa se pode agarrar. Esta foto vale mais que mil palavras e a única coisa que aqui posso dizer é Fuerza, Chile. CINCO PERGUNTAS APENAS
CONTINUA A CRISE
P.S. O que está hoje a acontecer só reforça o que aqui escrevi.
DIA DE ANIVERSÁRIO
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
BOA FÉ
MEMÓRIA CURTA
Ainda não foi eleito líder do partido e aos poucos vão-se sabendo as verdades que queria esconder. Porquê? Será que sente vergonha do facto de ter sido militante do CDS/PP durante cerca de 3 anos? Que diabo, não foi propriamente uma inscrição feita na adolescência, quando a barba começava a despontar, mas uma opção numa idade em que já era presumível alguma maturidade. A não ser que Rangel considere que aos 28 anos ainda não tinha acordado para a política.
Depois de ter enganado os eleitores e ter criticado outros candidatos, dizendo que estaria de pedra e cal em Bruxelas; depois de há 3 meses ter reafirmado que queria ficar em Bruxelas e de assegurar a todos que estava empenhado nesse projecto; depois de muito ter criticado o primeiro-ministro e de lhe ter apontado falhas de carácter; depois de ter dito que não se recordava se tinha chegado a estar inscrito no CDS, eis mais dois factos que abonam muito pouco o carácter (já que é este um dos pontos essenciais em que ele quer fazer assentar as diferenças em relação a José Sócrates) do candidato a líder do PSD.
Paulo Rangel não só esteve inscrito no CDS/PP como depois formalizou a sua renúncia e reafirmou essa decisão em 2002. Como é possível que se tenha esquecido disto?
Eu já tinha percebido que o estilo cantinfleiro por ele cultivado não augurava nada de bom. Quem ainda não tinha certezas pode começar a tê-las. Rangel é apenas mais um disposto a tudo para chegar onde sonha, nem que para isso tenha que mentir e enganar os portugueses.
Quem mente por tão pouco, que por tão pouco procura esconder a verdade dos factos, até onde poderá chegar?
Pacheco Pereira, que tanto tem atacado o carácter de José Sócrates, poderá sair a terreiro para justificar estas "falhas de carácter" de Paulo Rangel, poderá vir desvalorizá-las. Mas os militantes do PSD que dentro de dias escolherão um novo líder não poderão depois vir dizer que não foram avisados. Pela boca morre o peixe.
[também no Delito de Opinião]
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
QUE NINGUÉM FALTE À CHAMADA
No próximo dia 23 de Fevereiro, pelas 17 horas, a UEFA e Michel Platini vão homenagear Eusébio. Eu não faltarei à chamada e espero que a casa esteja cheia e vestida de gala, como convém quando se recebem os reis que são eternos.É ESTRANHO?
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
PARA PRESIDENTE NÃO ESTÁ MAL...
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
DISPONIBILIDADE
domingo, fevereiro 14, 2010
PASSAR PELO DELITO
SEM COMENTÁRIOS
"Nada, jamais, me fará deixar de lado o nojo que me causa a revelação destas 'verdade' arrancadas à custa da divulgação de conversas telefónicas ou presenciais privadas, do atropelo sem vergonha do segredo de justiça";
"Já faltou mais para que, qualquer dia, tenhamos os dirigentes sindicais dos magistrados a ditarem sentenças que devem ser aplicadas";
"E, preto no branco: no lugar do director do 'JN', José Leite Pereira, eu também não teria consentido a publicação da crónica de Mário Crespo. Porque não aceito como regra deontológica do jornalismo, a publicação de notícias fundadas numa fonte anónima que escutou conversas privadas, mesmo em local público. E porque também não o aceito como regra de educação. Nunca o fiz e nunca o farei - e também o poderia fazer abunddantemente. E sinto asco quando vejo o director do 'Sol' vir agora revelar o suposto teor de uma conversa com Sócrates, num almoço em que foi como convidado a S. Bento e onde o PM lhe teria feito confidências gravíssimas. Com gente desta não quero almoçar. (Não deixo, aliás, de achar extraordinário que o mesmo 'Sol' ande aí a gritar aos quatro ventos que o Governo português quis comprar a sua liberdade, aproveitando as dificuldades financeiras do jornal, quando, tanto quanto sei, eles se abriram, directa ou indirectamente, aos dinheiros do mais corrupto Governo do planeta)".
Miguel Sousa Tavares, no Expresso de 13 de Fevereiro de 2010, "Oito passos em direcção ao fim".
ANTÁRCTIDA 2010
Continuam a chegar imagens fantásticas da expedição do Miguel Lacerda à Antárctida. Quem quiser ver as fotos é vir até aqui. sexta-feira, fevereiro 12, 2010
COM QUE ENTÃO O CARÁCTER?
(graças ao Blasfémias)
Para quem tanto criticou o carácter dos outros, o excesso de protagonismo, o populismo, o arraial, não deixa de ser curioso vê-lo agora a apelar à desistência de Aguiar-Branco. Rangel quebrou uma promessa eleitoral três meses depois de ter garantido a Judite de Sousa, peremptoriamente, que não seria candidato e que estava interessado em cumprir o contrato que celebrara com os eleitores por ocasião das eleições europeias. Fê-lo depois de uma espaventosa declaração em Bruxelas, para inglês ver, com a qual não se importou de denegrir, miseravelmente, a imagem internacional de Portugal, colocando-a ao nível do Burundi, para dois dias depois, em plena discussão do Orçamento de Estado na Assembleia da República, vir anunciar a sua candidatura à liderança do PSD, única forma para tentar tirar o tapete a Aguiar-Branco, de quem foi secretário de Estado e que há muito preparava a sua própria candidatura. Se estes são os métodos que JPP aprova, percebe-se hoje melhor a energia com que criticava o carácter dos outros. Mentiroso? Não, apenas mais um chico-esperto.
MAIS UMA D' IL CAVALIERI
LIBERDADE DE IMPRENSA
LOGO VI...
NÃO HÁ NADA COMO A LIBERDADE DE IMPRENSA
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
ATÉ QUE ENFIM
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
AGORA PERCEBEMOS MELHOR
LIDERAR PELO EXEMPLO
A utilização que tem sido feita do aparelho de Estado, das maiores e melhores empresas do país e dos partidos para a promoção de interesses privados, vaidades pessoais e distribuição de caramelos, não pode ser dissociada de tudo o que está a acontecer.
A transcrição das escutas à revelia do poder judicial, o relato escabroso de conversas privadas, a manipulação e utilização da comunicação social como meio para se atingir fins que de outra forma dificilmente seriam alcançados, não são nada de novo neste país e não começaram com nem por causa do actual primeiro-ministro.
A descredibilização do poder político é, também ela, indissociável do abastardamento da função legislativa, de um nepotismo disfarçado que invadiu todos as sectores da nossa vida pública, do recrutamento político ao empresarial, que tomou conta de vastas áreas da actividade bancária e que só não minou de vez a credibilização e o prestígio das Forças Armadas porque esta instituição, com todos os seus defeitos e apesar do conúbio de algumas das suas elites com as negociatas privadas, soube manter-se de certa forma impermeável ao que em seu redor ia acontecendo.
O que hoje acontece em Portugal não é diferente do que aconteceu, numa escala mais reduzida, na Macau dos anos oitenta e noventa do século passado. A interferência do poder político na comunicação social sempre foi uma constante. A aquisição e venda de jornais, a detenção de jornais por membros da classe política afecta ao poder, a instrumentalização da rádio e das televisões, o silenciamento dos opositores ou das simples vozes discordantes, sempre foram normais. Ainda esta semana José Pedro Castanheira o recordava nas páginas da Revista Única. Nomes como os de Fernando Lima ou Afonso Camões fizeram parte desse universo logístico de que o poder se serviu para fazer passar a sua mensagem. Por vezes sem qualquer suor, mas com muito sangue e algumas lágrimas.
E o que se passou na comunicação social, que inclusivamente envolveu a instrumentalização e contratação de jornalistas e a realização de vultuosos investimentos, sob a forma disfarçada de publicidade e de cadernos promocionais em jornais nacionais fora do território, bem como o financiamento da produção de programas televisivos, aconteceu também com empresas públicas, participadas e nalgumas privadas.
Muitos do que hoje falam contra o controlo da comunicação social em Portugal foram então instrumentos do poder político em Macau e mantiveram-se silenciosos quando a Amnistia Internacional chamava a atenção para o que se estava a passar.
Como tudo o que é ruim, essa mesma gente, e outra do mesmo jaez, tendo conquistado posições de poder e influência, metastizou-se em Portugal, penetrou a sua sociedade civil, tomou conta dos partidos e das instituições, apoderou-se do aparelho do Estado, e nele vão medrando independentemente de quem transitoriamente está no poder.
Falar alto em restaurantes não é pior do que ter o telemóvel a tocar nesse mesmo restaurante, em cerimónias públicas ou no cinema, e nesses locais atendê-lo permitindo que o vizinho do lado ouça o que se está a dizer, incomodando tudo e todos com tais modos e displicência.
Quando se olha para as notícias e se recorda, por exemplo, as agressões de um jogador de futebol a um seleccionador nacional, ou as agressões destes, verbais e físicas, a jogadores, jornalistas e até simples comentadores televisivos e a forma como depois a hierarquia reage, desculpando, ignorando, tolerando e protegendo, não há que estranhar a publicação de escutas, o arquivamento de processos, o ror de anos que demora a instrução de alguns até atingir a prescrição ou que haja membros da magistratura ou das forças armadas metidos nos negócios da bola, da comunicação social ou na aquisição de equipamentos. O "comissionismo" e a cobrança de favores são desde há muitos anos as actividades mais rentáveis deste país, e com profissionais em todas as áreas da nossa vida pública.
Por tudo isto é que quando há dias vi o último filme de Clint Eastwood, dei comigo a pensar no quão fácil seria mudar este país. Portugal não tem um Nelson Mandela, não tem um François Pineaar, e muito embora tenhamos os Lobos e Tomás Morais, a nossa tradição na oval não nos permite sonhar que eles tenham a capacidade aglutinadora dos Springboks, por muito grande que fosse a sua vontade.
Clint Eastwood, que não perde uma oportunidade para nos continuar a dar com a mestria só ao alcance dos génios verdadeiras lições de vida, voltou com Invictus a colocar o dedo na ferida.
A única liderança capaz de se afirmar e de poder levar um povo a lutar contra a adversidade, a contrariá-la, a rasgar novos caminhos contra a razão que outros quiseram dar ao seu próprio destino, forçando-o, como cantava o poeta, em cada esquina, em cada cruzamento, é aquela que se impõe por si, a que se impõe pelo exemplo, pelo trabalho, pela coragem, pela perseverança, mas também pela sua liberdade, independência, espírito crítico e capacidade de introspecção. É verdade aqui como é verdade em Carmel, em Itália, em França ou noutro lugar qualquer.
Enquanto não tivermos a humildade de reconhecermos isto, de nos convencermos, e aos que nos rodeiam, que não existe outro caminho; enquanto não tivermos elites que assim pensem e gente a comandar os destinos das instituições deste país com esse espírito, não servirá de nada andarmos para aqui a escrever, votarmos de quatro em quatro anos ou desfilarmos pela Avenida da Liberdade em defesa da liberdade de expressão e pelo direito à livre opinião. Porque os que hoje clamam por esses inalienáveis direitos, tirando os bem intencionados que sempre aparecem nestas ocasiões, são os mesmos que ontem silenciaram e ignoraram quando os mandaram como correspondentes para Nova York ou Bruxelas ou lhes deram um contrato em Macau; são os mesmos que confundem tolerância com subserviência; são os que hoje bajulam para amanhã recriminarem quando lhes tirarem o prato de lentilhas. Não sejamos hipócritas: Crespo, Moniz ou Moura Guedes não são melhores do que o José Saramago que foi director do DN ou do que o Fernando Lima que foi director do Centro de Informação e Turismo do Governo de Macau, chefe de gabinete de Martins da Cruz, director do mesmo DN ou é assessor político do Presidente da República. Da mesma maneira que o Carlos Queirós que em Moçambique apoiou a Frelimo e criticou os que fugiam ao regime no tempo de Samora Machel não é melhor do que o Scolari que agredia jogadores ou daquele outro que ainda agora ofendeu um comentador televisivo em pleno espaço público e à vista de todos para depois se desculpar dizendo que tudo não passou de uns empurrões, aparentemente "normais" porque o agredido era seu conhecido há mais de vinte anos.
Em causa não está uma qualquer cultura de tolerância. Nem a democracia ou a liberdade é posta em risco porque meia dúzia de atabalhoados, cretinos e almas servis a isso se predispõem.
Em causa continua a estar, como sempre esteve, o haver gente capaz de liderar pelo exemplo, o de haver gente capaz de dizer "sou senhor do meu destino, capitão da minha alma", sem para isso ter de descer a Avenida da Liberdade, ir para a rua defender o República ou a Rádio Renascença, assinar manifestos, dar palmadinhas nas costas do primeiro que lhe aparece ou ter de se esforçar para ser entrevistado durante o primetime teelvisivo para se poder afirmar entre os seus. E de haver dentro dos partidos quem esteja disponível a ser escolhido pelo exemplo, não iludindo o passado ou as fraquezas; e quem esteja disposto a escolher pelo exemplo. E não pela manjedoura ou pelo clã.
As coisas são bem mais simples e muito menos maquiavélicas do que aquilo que possam parecer.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
A AVENTURA COMEÇOU
Tal como prometido, aqui estão notícias da grande aventura austral. Quem quiser ir vendo as fotos do Miguel Lacerda no Quebramar Dive in Antarctica 2010 pode ir até aqui. O dia-a-dia está na página da Quebramar no Facebook. Essa foto já é dele e assinala a sua embarcação no porto de Ushuaia. Força, Miguel!PASSA POR AQUI
NEM MAIS
CRISE? QUAL CRISE?
O actual clima de guerrilha já era previsível em Setembro, em especial a partir do momento em que se tornou irreversível a vitória eleitoral do PS, contra tudo aquilo que em que PSD, CDS, BE e PCP tinham apostado.
Mesmo com um José Sócrates acossado, mesmo com um PS fragilizado, aqueles que apostaram em derrubar o primeiro-ministro por via das urnas e falharam, clamaram depois vitória por lhe terem retirado a maioria absoluta.
Os resultados dessa "vitória" começaram rapidamente a dar sinais, tendo atingido o seu ponto mais alto com a reunião do Conselho de Estado da passada quarta-feira.
A negociação do orçamento, o acordo precário a que se chegou, com a sua viabilização negociada e contrariada por parte do PSD e do CDS/PP, foi apenas o motivo para esses mesmo partidos darem uma no cravo e outra na ferradura. Não valia a pena afrontar o Presidente da República depois do que ele tinha dito.
Os episódios marginais, como a pindérica novela com Mário Crespo ou a divulgação das escutas do processo Face Oculta, mais não serviram do que para apimentarem o debate. Não passam disso mesmo, de episódios que fazem parte de uma luta política que à esquerda e à direita ignora, com cada vez mais frequência e total ausência de razão, a carga negativa do discurso que vai para o ar, o seu baixíssimo nível e a indecência argumentativa de alguns dirigentes.
De toda esta marginalidade mediática, onde campeia a euforia e a contra-informação, e que nada acrescenta à estética ou á ética, ressalta uma constatação: a de que está em curso um processo de regionalização fraudulento.
O bloco parlamentar que contra natura e que contra tudo o que era recomendável nas actuais circunstâncias políticas e económicas quer impor aos portugueses, neste momento de particular gravidade, de "pântano", como diz o deputado Guilherme Silva, a alteração da Lei das Finanças Regionais, não o faz apenas para satisfazer as clientelas madeirenses do Sr. Jardim e assim enfraquecer o todo nacional, criando dificuldades acrescidas ao país e aos portugueses, remetendo-nos para um buraco lodoso ao lado da laxista Grécia. Fá-lo no âmbito de uma estratégia há muito prosseguida pelo líder madeirense de conseguir por meios ínvios aquilo que os votos regionais sozinhos não conseguem.
Há muito que a Madeira de Alberto João Jardim deixou de se comportar com uma região autónoma à luz da Constituição da República. Duvido mesmo que alguma vez como tal se tenha comportado. E se por momentos no passado deu a entender que ainda fazia parte do todo nacional, fê-lo por razões de conjuntura. As mesmas razões que hoje únem a oposição parlamentar em torno da alteração à Lei das Finanças Regionais.
Eu até posso aceitar que a última alteração não foi a mais adequada e que importaria corrigir o que ficou menos bem. Mas o problema é que a alteração hoje pretendida não resolve nada. E o momento é demasiado crítico para jogos florais. Não são mais 50, 80 ou 400 milhões que resolvem o despesismo madeirense ou saciam a gula do Sr. Jardim. A alteração à lei é tão-só um pretexto para o agudizar da crise, para enfraquecer o governo e precipitar novas eleições. É essa lei como poderia ser outra qualquer porque para o caso qualquer coisa serve.
No momento em que importava unir o país para fazer frente às dificuldades que temos de enfrentar, corrigir o rumo, controlar o défice das contas públicas e tentar minorar o problema do desemprego, canalizando verbas para onde elas podem ser úteis, há quem insista em divertir a populaça, promovendo a existência de um estado regional fraudulento. Fraudulento porque criado à margem dos mecanismos legislativos que prevêem o processo de regionalização, feito à revelia dos portugueses e das populações que nas diversas regiões do território continental também gostariam de ter a sua própria região, usando para tal a Lei das Finanças Regionais. Alberto João Jardim conseguiu criar com a sua gente uma verdadeira "Região" dentro do Estado unitário, contando com a conivência das sucessivas direcções nacionais do PSD que não se importaram de ser regularmente enxovalhadas para poderem contar com os seus votos.
Não admira, por isso mesmo, que à saída da reunião do Conselho de Estado, ante a perspectiva de não conseguir abrir os cordões à bolsa, o Sr. Jardim se tivesse virado para os jornalistas que estavam em Belém e lhes tivesse desejado um bom Carnaval.
O Carnaval é a única preocupação de Alberto João Jardim. A única coisa que o põe fora de si. É que ele sabe que mesmo com o Bloco de Esquerda e o PCP a apoiarem o seu amigo Guilherme Silva, com o Mário Crespo aos berros, com Pacheco Pereira irado, com Passos Coelho a publicar livros, com Manuela Moura Guedes constituída assistente em todos os processos e mais alguns ou com as escutas a Vara escarrapachadas nos jornais, daí nunca virá dinheiro algum. E sem dinheiro não haverá Carnaval. Para haver Carnaval era preciso haver música, máscaras e bailarinas. E alguém teria de pagá-las.
Jardim sabe isso. A Dr.ª Manuela Ferreira Leite, como é normal, não percebe. E Paulo Portas é cínico.
sexta-feira, janeiro 29, 2010
ECCO LA NUOVA F10
Aqui está o novo Ferrari F10 para o Mundial de Fórmula 1. Às mãos de Alonso e de Massa prepara-se para fazer miséria nas pistas desse mundo. Mais uma grande temporada a caminho. Estarei a sonhar ou já há muitos anos que não tínhamos a perspectiva de no mesmo ano imaginarmos o Benfica e a Ferrari campeões? Mais imagens aqui.quarta-feira, janeiro 27, 2010
TEORICAMENTE, PORQUE TUDO É FICÇÃO
Teoricamente, porque na prática ele está sempre a ser iniciado. De cada vez que um processo é autuado é sempre um novo ano que começa. Teoricamente, porque na prática e em regra começam sempre vários anos.
Teoricamente, porque na prática vão ser proferidos uns discursos quase iguais aos do ano passado, que na prática eram quase iguais aos de há dois anos, que por sua vez vez eram muito parecidos com os de há três anos. E assim sucessivamente, teoricamente, porque na prática são sempre iguais.
Teoricamente, porque na prática também as becas, as togas e os colares que vão lá estar são exactamente os mesmos que lá estavam há um ano e têm exactamente o mesmo cheiro e o mesmo brilho.
Teoricamente, porque na prática já todos sabemos que todos querem mais e melhor justiça, mais e melhores meios, mais e melhores profissionais, mais e melhor modernização da "máquina judiciária", maior "agilização".
Teoricamente, porque na prática não vai haver nada de novo.
Teoricamente, porque na prática este vai ser mais um ano que vai passar com os mesmos processos que há dois anos aguardam a inscrição em tabela a continuarem a aguardar, ao lado dos mesmos processos que foram objecto de redistribuição a serem de novo redistribuídos e com os mesmos despejos que estão há três anos para ser cumpridos a aguardarem mais um ano a abertura de conclusão ou o ofício da Segurança Social. E por aí fora.
Teoricamente, porque na prática já todos sabem que as custas estão pela hora da morte, que as UC são uma ficção do legislador a somar a tantas outras que a maior parte dos cidadãos vai continuar sem saber o que é nem para que serve e que a única coisa que alcança é que vai ser preciso converter em euros e transferir para um conta daquelas que ninguém sabe que existe no Ministério da Justiça.
Teoricamente, porque na prática todos esperam que as leis continuem a ser mexidas exactamente nos mesmos termos em que foram antes alteradas, republicadas e rectificadas para depois serem suspensas e, teoricamente, objecto de renegociações em "conferência de líderes".
Teoricamente, porque na prática vão todos continuar a queixar-se do sistema, do ministro, dos deputados, dos conselhos, dos sindicatos, de Celeste Cardona, dos advogados e, ultimamente, também do Bastonário e dos comentadores televisivos.
Teoricamente, porque na prática o segredo de justiça vai continuar a ser grosseiramente violado onde devia estar mais garantido e vão continuar a aparecer escutas nos jornais e no Youtube, umas mais ilegais do que outras igualmente ilegais e cuja ilegalidade é muito parecida com aquelas outras escutas que sendo também ilegais afinal eram legais mas também não deviam ter sido conhecidas porque afinal sempre eram ilegais por causa daquele despacho que foi produzido no decurso do processo e que acabou por não ser impugnado porque teoricamente também não era passível de recurso embora houvesse um professor de Direito que tivesse dito que sim, que era recorrível, contra a opinião comum dos doutores que um tipo ali na taberna da esquina dizia que não percebiam nada do assunto porque aquele, o outro, é que falava bem.
Teoricamente, porque na prática já todos esperam que devido ao défice e ao desequilíbrio das contas públicas a Fazenda Nacional vai continuar a liquidar sem curar de saber das leis em vigor, porque na prática ela também não sabe quais são as leis em vigor e, na verdade, o que interessa mesmo é obter receita para os cofres do Estado mesmo que para isso seja necessário entregar a um chefe de repartição todo o poder sobre a matéria e nem o ministro nem o secretário de Estado se atrevam a querer saber o que se passa, ainda que depois o Estado seja processado e o cidadão queira ser ressarcido daquilo que pagou em garantias bancárias para poder impugnar e recorrer durante anos a fio até vir alguém confirmar aquilo que já fora dito na primeira instância e até merecera, contra o parecer do Fisco, pareceres favoráveis do Ministério Público e dos próprios técnicos dos serviços.
Teoricamente, porque na prática, mesmo que seja este ano o ano da decisão do processo chamado "Casa Pia", como já era o ano passado, essa nunca será a decisão final e o processo vai prosseguir durante mais uns bons anos judiciais até outra decisão final que afinal poderá não ser proferida se entretanto houver lugar à prescrição. Teoricamente.
Teoricamente, porque na prática as preocupações de quem recorre à justiça vão ser exactamente as mesmas de quem a ela recorreu há um ano ou há dez.
Teoricamente, porque na prática o Estado vai continuar a ter muita dificuldade em cumprir as decisões condenatórias que lhe são impostas e o organismo condenado não vai pagar ao fim de nove anos porque, entretanto, esgotou a verba e não tem como pagar. E para pagar vai ter de pedir um reforço de verba ao ministro das Finanças para pagar o que devia ter sido pago há nove anos sem juros com a verba que desapareceu e que agora vai custar um balúrdio aos contribuintes enquanto o responsável vai fumando uns charutos e comprando e vendendo umas offshores.
Teoricamente, porque na prática vai continuar a ser possível a um sujeito fechar uma estrada, emparedar entulhar e emparedar as casas dos vizinhos, sem que a autarquia ou a IGAT, que entretanto já passou a IGAL e que anda há anos a estudar o assunto, decidam actuar, enquanto o vizinho pode continuar a abrir e a fechar estradas, limitando-se a GNR a levantar autos para assim dar tempo aos tribunais de decidirem o que nem sequer lá devia ter chegado caso o Estado de Direito funcionasse.
Teoricamente, porque na prática o novo ano judicial é como o Natal, é quando um homem quiser mesmo que nenhum homem o queira e com a única diferença que nestes casos, teoricamente, a coisa nunca acaba bem porque na prática há sempre um gajo que depois de muita violência e humilhação se chateia, não quer saber do ano judicial e do Estado de Direito para nada, enfia um balázio no vizinho e depois vem a televisão fazer a reportagem para no fim o culpado, teoricamente, ao fim de uma data de anos judiciais afinal não ser culpado e acabar, na prática, absolvido, sem mulher, sem filhos, sem amigos, sem dinheiro, sem trabalho e com um papel na mão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem a condenar o Estado português, o sistema, os vizinhos, o morto e o ano judicial sem que o pobre saiba exactamente o que há-de fazer com aquilo, teoricamente, porque na prática ele sabe bem para o que serve.
Enfim, teoricamente, poder-se-ia assinalar a abertura de cada ano judicial com uma cerimónia diferente, sem tanta pompa e com menos circunstância, de maneira que todos os cidadãos percebessem o que se quer assinalar com tal cerimónia. Teoricamente, porque na prática, já o dizia o escritor, ninguém quer que nada mude para que tudo, na prática, fique exactamente na mesma. Teoricamente, porque na prática nunca fica nada na mesma. Porque, teoricamente, os presidentes dos clubes de futebol são parecidos com alguns juristas e deputados que, na prática, afinal são mesmo é dirigentes desportivos e percebem tanto de leis como de futebol e fazem regulamentos desportivos ao nível das leis que votam quando estão no Parlamento e que, teoricamente, são perfeitos, mas que depois, na prática, precisam de ser emendados e reinterpretados para se tornarem exequíveis em competições profissionais tão oficiais como cada ano judicial.
Teoricamente tudo é possível porque na prática nada é possível. Como na justiça desportiva. É esse o sentido da abertura de cada novo ano judicial. Teoricamente, é claro.
Porque na prática será indiferente chamar-lhe abertura do novo ano judicial ou, como refere a notícia, "a abertura do asno judicial". É que teoricamente somos todos asnos. Teoricamente, porque na prática uns são mais asnos do que os outros. Teoricamente. Na prática há uns que os pagam. Os anos e os asnos. Todos os anos, infalivelmente, e com juros. Mesmo que cheguem sempre a horas, cumpram os prazos e paguem as UC. Mas isto é teoricamente. A teoria é falível. Na prática nada disto acontece.
quarta-feira, janeiro 20, 2010
MAIS UM QUE REGRESSA
terça-feira, janeiro 19, 2010
UM ACTO DE JUSTIÇA
É evidente que o problema não começou com Cavaco Silva, correspondendo antes a uma prática instalada há décadas.
Ao olharmos para a galeria de medalhados do regime, para o número verdadeiramente indecoroso de agraciados e para os progressos que o país registou à custa desses mesmos medalhados (e isto é que importa sublinhar), facilmente concluímos que se esses medalhados tivessem metade do mérito que as palavras que lhes foram ditas lhes atribuíram, e o alto nível das condecorações oferecidas deixa perceber, o País não estaria como está.
De que serve ter um português à frente da União Europeia, outro ex-primeiro ministro como Alto Comissário para os Refugiados e milhares de medalhados por altos serviços prestados, se o Estado está como está, se temos mais de meio milhão de desempregados e se são cada vez mais os portugueses que não têm para pagar o aquecimento ou comprar uma posta de peixe?
Aquilo que deveria servir para manifestar o reconhecimento de todos, todos, os portugueses pelos relevantes serviços prestados à Pátria, ao Estado e à Nação pelos cidadãos condecorados, tornou-se num gesto corriqueiro destinado a agraciar funcionários públicos, ainda que bem pagos, e clientelas políticas e empresariais, sendo cada vez mais raros os casos em que a atribuição de uma medalha é consensual e de inteira justiça. Não aos olhos de quem atribui, mas aos olhos em nome de quem elas são apostas, único critério que deveria estar presente na hora da decisão.
Por tudo isso, enquanto português e cidadão, sinto verdadeiro asco quando vejo serem agraciados políticos profissionais - enquanto agraciado Pedro Santana Lopes não tem culpa nenhuma - e nojo sinto quando o critério da atribuição da honraria reside, inclusivamente, no facto de, in casu, como foi por diversas vezes referido, Santana Lopes ser o único primeiro-ministro que ainda não tinha sido condecorado. Como se tal critério pudesse valer entre gente inteligente, responsável e consciente do seu papel, ou como se houvesse condecoração maior, honra maior, do que ter servido Portugal e os portugueses como primeiro-ministro ou ministro da República.
Aliás, as mordomias inerentes a algumas funções, e a forma como o poder político retribui os seus pelo exercício de funções de Estado, promovendo esses servidores, alguns simplesmente medíocres, sem currículo, obra ou sequer qualificações que os guindassem aos lugares que ocuparam (e ocupam), a administradores de empresas públicas e participadas e banqueiros, num vergonhoso carrossel de lugares e recompensas até à sua reforma, muitas vezes à custa de erros políticos que deviam dar cadeia pelos custos que representam, parece-me forma de compensação mais do que suficiente, e já de si suficientemente indecorosa, que deveria bastar para que os medalhados sentissem alguma repulsa, já não digo vergonha, pelo recebimento deste tipo de condecorações.
Transformar um mandato sofrível, um desastre orçamental, um desconchavo governativo permanente que até mereceu acusações de traição em directo por parte de "amigos do peito" e companheiros de partido, por sinal o mesmo onde militou Cavaco Silva, que mais pareciam amigos da onça, num "acto de justiça", só pode ser entendido como um acto de pública ignomínia.
É, pois, natural, que o anúncio da candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, com tudo o que isso significa para um presidente em exercício, no seu primeiro mandato e a um ano de vista das próximas eleições presidenciais, não esteja no rol das preocupações de Cavaco Silva.
Hoje ficou-se a perceber um pouco melhor porquê. É que no rol das preocupações de Cavaco Silva, Presidente da República, estava exactamente condecorar Pedro Santana Lopes, ainda que para preservar uma "longa tradição", que tem tanto de paroquial quanto de atávica, mas que muito honra a Chancelaria das Ordens Honoríficas Portuguesas, se tenha acabado de espetar mais um prego no caixão deste regime.
Estranho o silêncio de uma certa direita, sempre atenta quando se trata de defender os seus valores, alguns dos quais não são seu exclusivo, mas que nada diz perante tamanha afronta à dignidade do regime, talvez ciente de que o seu silêncio ainda poderá vir a ser recompensado com uma aliança no futuro que lhe permita de novo ascender ao sacrossanto poder.
Seria bom que o próximo Presidente da República, e já agora o secretário-geral do Partido Socialista, fossem pensando nestas coisas para quando chegar a hora, não do Juízo Final, que isso é com outro rosário, mas de acertar contas com a República. E mesmo assim não sei se algum dia ela estará disposta a perdoar-lhes.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
GEOMETRIAS NÃO-EUCLIDIANAS
sexta-feira, janeiro 15, 2010
A COISA PROMETE
quinta-feira, janeiro 14, 2010
UM PAÍS INEXISTENTE
SEGUNDOS DE TERROR
Um câmara de vídeo de Port-au-Prince dá-nos uma pequena ideia do que aconteceu ao final da tarde de 12 de Janeiro.
quarta-feira, janeiro 13, 2010
COMEÇA A SER UM CASO SÉRIO
QUANDO DEUS SE AUSENTA
(Reuters)terça-feira, janeiro 12, 2010
CUBANISMO
O DRAMA DA ASSINATURA
Se há coisa que eu não goste é de gente sem opinião, de tipos do género não se saber se são carne se peixe, que ninguém sabe o que pensam ou o que opinam sobre este ou aquele assunto da actualidade e que se vão acomodando ao sabor das correntes.
Independentemente de ser uma decisão política e de ter resolvido o problema de uma minoria, o diploma agora aprovado obrigará o Presidente da República a definir-se, coisa que até hoje ainda não fez. Nenhum português sabe o que ele pensa sobre o assunto.
Nós podemos imaginar o que ele pensará, mas nunca o ouvimos dizer preto no branco, na posição em que está, se é favor ou se está contra, se assim está bem ou se queria de outro modo. O dizer que não é prioridade não quer dizer nada. Para mim também não era e agora está arrumado.
Se o Presidente suscitar a questão da inconstitucionalidade, então estará a dizer ao Tribunal Constitucional que como está não está bem e arrisca-se a que o TC venha dizer que a adopção deverá ser incluída no diploma.
Uma decisão dessas obrigaria o Parlamento a alargar o regime à adopção, mas deixaria Cavaco Silva descalço, pois seria ele a promover que a Assembleia viesse dizer mais do que aquilo que foi aprovado.
Se nada disser e assinar simplesmente, será visto aos olhos da sua base de apoio como um renegado, quase como que um "traidor".
Se vetar politicamente, posição que apesar de tudo me parece a mais sensata e compreensível aos olhos da opinião pública, em função dos valores e princípios que tem defendido, marcará uma posição mas não se livrará de ser atacado à direita e à esquerda.
Qualquer que venha ser a solução, de uma coisa estou certo: no final, se tomar a decisão de se recandidatar, já não será o mesmo homem que em 2006 venceu as eleições presidenciais.
SATISFAÇÃO
segunda-feira, janeiro 11, 2010
NOVE
Está quase a estrear o novo filme de Rob Marshall. Trata-se ,de um musical que conta no elenco com Nicole Kidman, Kate Hudson, Penélope Cruz, Marion Cotillard, Stacy Fergunson e Sophia Loren. O argumento é de Anthony Minghella. O trailer oficial está aqui e vale a pena dar uma vista de olhos. A coisa promete.
sábado, janeiro 09, 2010
NÃO DEIXEM DE LER
sexta-feira, janeiro 08, 2010
DÚVIDAS
MAIS UM AUTARCA-MODELO
O melhor mesmo é acabar com a agricultura e com os agricultores e transformarmo-nos todos em térmitas. Sempre poderíamos ir comendo alguma madeira, sei lá, sobreiros, contraplacado de fusão produzido por algum "chef" da Estação de Loulé. É tudo muito transparente, como é bom de ver.






