quarta-feira, novembro 25, 2009
O DESFILE DOS ANJOS
segunda-feira, novembro 23, 2009
A TIRO ERA MAIS FÁCIL
UM (L)AZARETTI DOS DIABOS
Com um palco destes e tantos diabos à solta, só mesmo um (L)azaretti dos diabos é que podia trazer os rapazes à Terra. A eles e ao respectivo treinador. Ainda bem que assim foi. Pelo menos, por agora, as coisas começam a ficar mais claras quanto a algumas opções (?) tácticas (Júlio César, Maxi Pereira, Weldon, Filipe Menezes e Nuno Gomes no banco, Ruben Amorim a lateral, Ramires na asa esquerda, Di Maria à direita, e um tal de Keirrisson a ver se percebia de onde é que as bolas vinham). E a certeza de que para inventar já bastava o iluminado Quique Flores. Venha o próximo.sexta-feira, novembro 20, 2009
quinta-feira, novembro 19, 2009
LA MAIN DE LA DUPERIE
Se houvesse justiça no mundo, a selecção francesa de futebol e Domenech ficariam em casa a ver o Mundial de 2010 pela televisão. A FIFA tinha a obrigação de tomar medidas. Michel Platini devia ser o primeiro a mostrar-se envergonhado. Quem jogou como ele jogou, com a classe e o fairplay que esta selecção francesa e o seu treinador não têm, quem diz defender a verdade desportiva e lutar contra a corrupção no futebol não pode ficar indiferente. O afastamento da República da Irlanda é uma mancha num campeonato cuja fase final ainda nem começou.NORMAL
quarta-feira, novembro 18, 2009
A LONGA MARCHA DE OBAMA
Esta foto de Obama tirada na Grande Muralha pode bem simbolizar o caminho que o novo prémio Nobel tem pela frente: solitário, frio e exigente. O "yes, we can" da campanha que o levou até à Casa Branca, longe de estar esgotado, vai dando provas de vitalidade, como ainda agora voltou a suceder na visita à China. O simples facto de ter havido quem no coração económico da Ásia, numa Xangai cada vez mais cosmopolita e moderna, tivesse tido a ousadia de falar abertamente de direitos humanos, internet e liberdade de expressão, apelando a uma maior abertura do governo de Pequim e a uma renovação das mentalidades da nova oligarquia chinesa, constitui um marco, tanto mais indelével quanto às suas declarações não se seguiu a habitual reprimenda chinesa. Se a este sinal pudermos juntar o apelo ao diálogo com o Dalai Lama, independentemente dos resultados económicos alcançados e das perspectivas em matéria de protecção do ambiente, sempre se poderá dizer que o caminho vai ser longo e difícil, mas continua a haver esperança. E este será sempre um bom sintoma na hora de enfrentar os próximos obstáculos.
sexta-feira, novembro 13, 2009
ASSIM SE AUMENTA A RECEITA
A LER
quarta-feira, novembro 11, 2009
RUA DA SAUDADE
Graças ao blog de Pedro Rolo Duarte, uma justíssima homenagem ao poeta e uma oportuna chamada de atenção para uma voz magnífica. E já agora, também, para uma figura que não lhe fica atrás. O Ary havia de ficar satisfeito com este cavalo à solta.
CODORNIZES
terça-feira, novembro 10, 2009
HOJE FIQUEI ASSIM
Este interessante texto de Alberoni, que termina com um pedido à ministra italiana da Educação, Mariastella Gelmini, cuja reforma tem motivado os mais veementes protestos entre professores e estudantes, podia ter sido escrito para a nossa ministra da Educação. A actual ou a anterior ou para qualquer um dos seus antecessores. Efectivamente, a desordem do pensamento de que fala Alberoni tem hoje reflexos incontornáveis na língua que se fala e escreve. Quando ele nos diz que a escola "já não ensina gramática, análise cronológica ou consecutio temporum" e que "há quem não distinga o passado próximo do passado remoto, quem não perceba a lógica do conjuntivo e do condicional" e que "alguns confundem até o presente com o futuro", mais não faz do que constatar uma realidade. Deprimente mas nem por isso menos real. Esta realidade não será, seguramente, muito diferente daquela que levou o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem a colocar em causa a presença de crucifixos nas escolas italianas e que leva um semanário prestigiado como o L'Espresso a questionar e a lançar o debate sobre a laicidade do próprio Estado italiano. Ou, ainda, que num país aparentemente pacato e sereno, que tanto contribuiu para a formação da nossa maneira de pensar pela influência que exerceu no espírito de um homem como Jean-Jacques Rousseau, se discuta a altura dos minaretes e não haja, nem de um lado nem do outro da mesa, um pouco de discernimento. Tudo se passa longe e ao mesmo tempo perto, como ainda hoje se percebe pelas evocações e a memória da queda do Muro de Berlim. Mas quando tudo isto é transportado para dentro de nossa casa e se assiste a um jogo de pingue-pongue como este que está a ser jogado pelos nossos mais altos magistrados, fica muito pouco para a deprimência. Não sei até que ponto a cronologia histórica de Alberoni ainda fará aqui sentido, mas que a nossa Justiça caminha a passos largos para a desagregação e a demência parece já ser irreversível. Não sei o que leva pessoas com o seu brilho intelectual e jurídico a debates tão improdutivos, a tomadas de posição públicas tão indignificantes para tudo aquilo que representam. Pior nem mesmo a triste história do subsídio de reintegração do ex-deputado Casaca, que funciona para o beneficiário como uma espécie de rendimento máximo garantido. No momento em que se discute e tenta perceber a dimensão do polvo que tomou conta deste país e o número de tentáculos activos que medram na sombra dos partidos, da administração pública e das empresas, para ver se ainda vamos a tempo de poder neutralizá-los, não sei se algum dos meus concidadãos alguma vez o compreenderá. Mas ao menos espero que os protagonistas saibam o porquê. Mesmo que não o divulguem e resolvam guardá-lo para as suas memórias. Ou, talvez melhor, levar com eles para a tumba na hora da partida, poupando-nos às suas revelações. Ao contrário do que dizia a canção, a revolução não está a passar por aqui. Ela passou e foi-se embora sem querer nada connosco. Agora é o caos que passa por nós. E isto já deixa de ser deprimente para se tornar uma fatalidade. Falar hoje do caos é falar de nós. Palavras para quê?
[Publicado em simultâneo no Delito de Opinião]
ESTORIL FILM FESTIVAL 2009
O Estoril Film Festival prossegue a sua caminhada triunfal até dia 14. Hoje às 21h com um encontro de David Cronenberg com o público e a exibição de dois dos seus filmes ("The Italian machine" e "Crash") no Centro de Congressos. Mais à noite, pelas 0h.15m, ali mesmo ao lado no Casino Estoril será a vez de ser exibido "Paris" de Cédric Klapisch, com a incontornável e justamente homenageada Juliette Binoche. Quem não puder ir ao Estoril ver o filme e a musa sempre pode procurar contentar-se com a edição francesa da Playboy de Outubro de 2007. III FESTIVAL DE ÓRGÃO
Começou no passado sábado com um concerto na Sé de Faro do organista Filipe Veríssimo, que interpretou peças de José da Madre de Deus, Bach, Carlos Seixas, Stanley e uma notável obra do padre António Cartageno denominada "15 Variações para órgão sobre um tema de Domenico Bartolucci". Prosseguirá no dia 14 de Novembro, na Igreja do Carmo, tendo como intérprete Gianpaolo di Rosa, com um programa de improvisações em diferentes estilos e formas. Depois, a 21 de Novembro será vez de António da Mota, também na Igreja do Carmo, com um programa de Hayes, António Carreira, Juan Cabanilles. J.S. Bach, Stanley e Boyce. O festival termina em 28 de Novembro, de nova na Sé Catedral de Faro, com a Capella Patriarchal e João Vaz que interpretarão um programa composto exclusivamente por obras de Carlos Seixas e Francisco António de Almeida. A entrada é gratuita e os concertos começam todos às 21.30. FINALMENTE
"Antarctica shall be used for peaceful purposes only. There shall be prohibited, inter alia, any measure of a military nature, such as the establishment of military bases and fortifications, the carrying out of military maneuvers, as well as the testing of any type of weapon."
Já não era sem tempo que era aprovado e ratificado o Tratado de 1 de Dezembro de 1959.
segunda-feira, novembro 09, 2009
20 ANOS
Foi há 20 anos. Vinte anos depois continuam a pairar as mesmas sombras e os mesmos anseios. Por cada muro que se derruba logo surge um novo. A Europa mudou. O mundo mudou. Mas nem um nem outro mudaram o suficiente. A luta de ontem pela democracia, pela dignidade humana, pela defesa dos valores em que acreditamos, é a mesma de hoje. E vai continuar amanhã na luta contra a corrupção, na luta contra a prepotência, contra o abuso e a intolerância, pela defesa de uma cidadania mais responsável, de um ambiente mais saudável e mais limpo, pela luta contra a pobreza e pela defesa de uma imprensa séria e independente do poder. Pela defesa dos sonhos. Estamos condenados à liberdade.sexta-feira, novembro 06, 2009
MAL NO PÉ, BEM NA CARTEIRA
KYLIE MINOGUE
Dizem que é o anúncio mais sexy da televisão comercial, embora já tenha algum tempo. Só para os verdadeiros amantes da publicidade. Porque hoje é sexta.
quarta-feira, novembro 04, 2009
EPISÓDIOS DA MISÉRIA HUMANA
SOBRE DEBATES E REFERENDOS
terça-feira, novembro 03, 2009
DIRECTO AO ASSUNTO
segunda-feira, novembro 02, 2009
MAIS CINEMA EM FARO
Enquanto se preparam as objectivas para o Estoril Film Festival, e passa mais um aniversário sobre a queda do Muro, nada melhor do que ver curtas-metragens de jovens realizadores que estão a viver em Berlim. Ao todo são nove e daqueles vão estar presentes presentes três alemães, uma irlandesa e a "nossa" Rita Macedo. A entrada é gratuita. Tal como já aconteceu com o ciclo de cinema francês que ontem terminou. Não será pelo preço que os cidadãos de Faro deixarão de ver bom cinema. Haja vontade que as iniciativas não têm faltado. HOSPITALIDADE
sábado, outubro 31, 2009
PREGAR AOS CHICOS
sexta-feira, outubro 30, 2009
NOVOS TEXTOS
VAMOS LÁ DAR UM EMPURRÃO
POUR UN INSTANT LA LIBERTÉ
Alguém escreveu que se tratava de um filme "bouleversant". E é. Se ainda não o viu, tente encontrá-lo num clube de vídeo e aproveite para ver esta obra-prima do realizador Arash T. Riahi, baseada em factos reais e que já foi amplamente reconhecida nos festivais por onde passou. Para além dos fantásticos planos, Pour un instant la liberté ajuda-nos a compreender um pouco melhor o drama de viver sem democracia e dá-nos uma razão, se outras não houvesse, para que transformemos cada dia numa vitória. Uma realização notável, uma história arrepiante. Definitivamente um filme a não perder. Para ver e rever numa próxima oportunidade.quinta-feira, outubro 29, 2009
BREVE EVOCAÇÃO
Ontem, no mesmo dia em que era divulgado um relatório sobre a banalização da violência entre os jovens, do qual a edição de hoje do Público faz eco, vi a minha tarde abruptamente cortada pela notícia, esmagadora, avassaladora, da morte às mãos de um pretenso esquizofrénico de uma pessoa amiga e do seu irmão. Mais do que a morte em si, que a todos um dia nos alcança sem aviso prévio, foi a brutalidade do acto, a sua frieza, que me deixou desconcertado. Que pode levar um homem a degolar um seu semelhante, a desferir repetidos golpes de arma branca contra quem não tinha outro meio de defesa do que as próprias mãos, e depois seguir calmamente o seu caminho deixando as vítimas a esvaírem-se em sangue? Conheci o Pedro há quase três décadas, namorava ele com a mulher com quem veio a casar e que lhe deu dois filhos. Depois, com o correr dos anos, fomos perdendo contacto e, ultimamente, tirando uma das últimas vezes em que ele estivera pelo Algarve, raramente nos encontrávamos. Ia sabendo dele por amigos comuns e alguns familiares que amiúde com ele se cruzavam. Quando ontem soube o que tinha acontecido, senti desabar sobre os mais indefesos toda a injustiça do mundo. Dir-me-ão que se tratou de um acto isolado, de um gesto tresloucado. Mas eu não acredito que haja loucura que justifique a violência. As mãos que lhe permitiam cuidar das flores com o mesmo desvelo e a prazenteira amabilidade com que falava a todos os que encontrava nada puderam fazer perante tamanha violência. Sei que de nada servirá, que não haverá conforto que possa valer a quem perdeu os seus em circunstâncias tão inauditas, mas lá, onde estiverem, o Pedro e o irmão podem ter a certeza de que por aqui continuará a haver quem faça da luta contra a violência uma bandeira. Para que ainda que por breves instantes continue a valer a pena tomar um café com um amigo ou fazer uma onda no Guincho. Para que as estrelícias, as margaridas, as gerbérias, as rosas, em suma, para que todas as flores de que eles tanto cuidaram nos últimos anos possam continuar a nascer, a florir e a morrer. Em Cascais ou em qualquer outro lugar. Livres e ternas.
quarta-feira, outubro 28, 2009
TARDOU MAS CHEGOU
TRÊS NOTAS
2 - A primeira e mais comum reacção da maior parte dos comentadores políticos à composição do novo Governo foi a de realçar a experiência e o bom desempenho dos que transitaram, questionando as novas escolhas. Antes de os verem fazer qualquer coisa, inclementes, apontaram aos novos ministros a pecha da falta de experiência política, a falta de "peso político", os perfis "demasiado técnicos", a inexperiência governativa. Se fossem todos velhos e experientes correligionários do partido, certamente que esses mesmos críticos não se cansariam de destacar a falta de renovação. Como entrou gente nova, as cassandras vieram logo falar na falta de experiência. Como se o exercício da política não fosse ele próprio um exercício permanente de intervenção cívica e de aprendizagem, de gestão e execução de um programa, e um governo não fosse um conjunto de pessoas com diferentes origens, formações e apetências, trabalhando para um objectivo comum, partilhando saberes e cultivando a entreajuda entre os seus membros.
3 - A escolha de Pierluigi Bersani para a liderança do Partido Democrático italiano, em especial depois de um inédito processo de escolha que mobilizou mais de 2 milhões de italianos, entre militantes, simples simpatizantes e estrangeiros residentes em Itália, dando-lhe uma confortável vitória, pode representar o vento de mudança e de esperança de que a Europa necessita. A forma como a sua eleição ocorreu é uma achega importante para a renovação da participação política e uma efectiva escolha dos melhores fora dos estreitos e usurpadores canais do caciquismo partidário.
CINEMA FRANCÊS EM FARO
Começa hoje em Faro a 10ª Festa do Cinema Francês. É no Teatro das Figuras e arranca com "Le plaisir de chanter" de Ilan Duran Cohen, às 21h 30m. Continuará amanhã, dia 29 de Outubro, às 19h e 30m com "Le bal des atrices" de Maïwenn Le Besco e às 21h 45 com "Pour un instant la liberté" de Arash T. Riahi. Seguir-se-ão "La premiére étoile" de Lucien Jean-Baptiste e "Demain dès l'aube..." de Denis Dercourt. No sábado, o programa começa logo às 11h com "Mia et le Migou", filme para jovens de Jacques-Rémy Girard, prosseguindo às 19h com "Cliente" de Josiane Balasko e às 21h e 45m com "Le premier jour du reste de ta vie", de Rémi Bezançon. O ciclo encerra-se no domingo, dia 1 de Novembro, com uma sessão às 19h de "Bellamy", um filme de Claude Chabrol e outra às 21h e 45m com o filme "Coco Chanel e Igor Stravinsky" de Jan Kounen. A entrada é livre, mas os bilhetes deverão ser levantados no Teatro. O programa tem o apoio do Instituto Franco-Português e da Alliance Française do Algarve.EVIDÊNCIAS
sexta-feira, outubro 23, 2009
UMA BOA NOTÍCIA
NOVO GOVERNO, NOVA VIDA
A SAGA CONTINUA
BENFICA - 5 EVERTON - 0
E vão 42 golos em 13 jogos oficiais. Ontem, o Everton sofreu a sua maior humilhação na UEFA. Desde 1964 que uma equipa portuguesa não marcava cinco golos a uma equipa inglesa. Só foi pena o remate à barra de Di Maria. Máquina afinada é máquina que faz sonhar. Oxalá continue assim.
segunda-feira, outubro 19, 2009
UMA JORNADA INESQUECÍVEL (5)
UMA JORNADA INESQUECÍVEL (3)
sexta-feira, outubro 16, 2009
UM EXPOSIÇÃO DIFERENTE
É amanhã inaugurada em Faro uma exposição cujo tema é "Homenagem à Vagina". Depois do aclamado Monólogo da Vagina, eis uma exposição que se pretende diferente e com um título no mínimo fora do comum. Vão estar patentes obras de pintura e de escultura de Bual, João Moniz, Luísa Nogueira, Ricardo Passos, Maria João Franco, Chichorro, Rico Sequeira, António Inverno, Silvestre Raposo e mais alguns. A Galeria ARC-16 fica no Largo da Estação, n.º 3. NÃO É SÓ ENTRE NÓS
Passou-se em Santa Cruz de Tenerife, mas podia ter-se passado aqui onde também acontecem situações semelhantes. Graças ao El Confidencial.
quinta-feira, outubro 15, 2009
terça-feira, outubro 13, 2009
ALGARVE HISTORIC FESTIVAL
É já no próximo fim-de-semana que terá lugar o Algarve Historic Festival, oportunidade única para ver evoluir na magnífica pista do novo autódromo velhas glórias do passado conduzidas por quem aprendeu e nunca mais esqueceu. Para desanuviar de campanhas, de listas e de candidatos não há melhor. A animação e a emoção estão garantidas.
segunda-feira, outubro 12, 2009
ENA TANTOS
[também aqui]
GANHAR COM UMA MÃO O QUE SE PERDE COM A OUTRA
Os resultados das autárquicas no Algarve espelham bem a divisão política existente entre PS e PSD e a natureza do confronto. Há maiorias esmagadoras (Albufeira, Loulé, Vila Real de Santo António para o PSD, Aljezur, Lagos, Portimão e São Brás de Alportel para o PS), há maiorias fortes (Alcoutim e Castro Marim para o PSD ou Olhão para o PS) e há locais de luta muito acesa (Faro, agora ganha pelo PSD, Tavira, ganha pelo PS, e Lagoa, onde o PSD voltou a vencer pela diferença de 300 votos). Outros há onde nunca se percebe muito bem o que influencia as escolhas (Silves, onde Isabel Soares e o PSD venceram perdendo a maioria, o caso de Monchique, onde Carlos Tuta perdeu ao fim de duas décadas, e Vila do Bispo, espectacularmente ganha ao PSD por Adelino Soares pela margem de 0,5%, mais ou menos cem votos). Com excepção do maior centro urbano, Faro, a região continua a ser profundamente cacical. De tempos a tempos há mudanças. Mas as mudanças nem sempre são perceptíveis. Torna-se por isso mais difícil entender como poderá vir a comportar-se num cenário de regionalização. No deve e haver destas eleições, o PSD manterá a presidência da Associação de Municípios do Algarve. Trocou Tavira e Vila do Bispo por Faro e Monchique. Estes 4 resultados são os que merecem análise mais detalhada. Em Vila do Bispo mandava o PSD há dois mandatos. José Viegas foi uma aposta pessoal de Mendes Bota. Perdeu. Tavira passa para o PS que recupera de 35,39% para 45,99%. É uma derrota do PSD/Algarve e da líder nacional. Ambos aceitaram deixar sair Macário Correia para Faro convencidos de que mantinham Tavira. Perderam em toda a linha. O PS voltou a apostar em Carlos Tuta em Monchique e a aposta falhou. O futuro do PS naquele concelho fica demasiado fragilizado e a exigir uma renovação que se tornou tardia. O caso mais bicudo é Faro. Macário Correia apostou forte e venceu. É indiscutivelmente uma vitória pessoal. Obtém maioria absoluta na câmara, mas a coligação PSD/PP perde a assembleia municipal e não conseguirá formar maiorias. O que os eleitores deram a Macário por um lado, retiraram-lhe pelo outro. Dentro de 4 anos, muito provavelmente com um referendo à regionalização pelo meio, voltar-se-á a fazer as contas.
[Este post e o anterior também estão aqui]









